Shazam! (2019) – Crítica
Posters para "Shazam!"

Shazam! é um grande acerto , juntando-se ao ótimo Mulher Maravilha e ao bom Aquaman no pequeno grupo de bons filmes da DC. Não por acaso, os melhores filmes são, para variar, as histórias de origem em filmes de super-herói solo, sem a precipitação de juntar os grupos, como em Liga da Justiça. E, aqui não Razão de Aspecto, gostamos mais do que a maioria da crítica e da o público da aventura conjunta dos melhores heróis da história dos quadrinhos, mas compreendemo as a razões da má recepeção da crítica e do público. Shazam!, porém, não é nenhuma obra prima do universo de super-heróis e tem suas fragilidades.

Como ponto forte, o roteiro de Shazam! faz boas escolhas. Ao se assumir com galhofa, apresentou-se uma narrativa divertida na dose certa, na qual as piadas são naturais – resultado da situação inusitada de um adolescente que, de repente, tem super poderes no corpo de um adulto. Esse humor funciona em todas as faixas etárias, com diferentes graus de eficência, mas ainda com bom resultado. Ao mesmo tempo, trata-se de um humor “limpo”, mas não infantil, e ainda assim tão engraçado quanro Deadpool, por exemplo.

Ainda  no roteiro, a construção dos personagens de Billy Batison, interpretado por Asher Angel,  e de seu irmão adotivo Freddy, interpretado por Jack Dylan Grazer, resulta em uma dinâmica de relacionamento poderosa. Qualquer adulto ou adolescente consegue se identificar em algum nível com aqueles garotos. Além disso, há o peso dramático necessário, ainda que com leveza, no tratamento das questões do abadono, do bullying e da deficiência física.  Zachary Levi – no papel de Billy Batison adulto ou de Shazam!, como você preferir – foi um grande acerto, que resultou em um persongem que convenceu, pelo menos a mim, como um adolescente no corpo de um adulto. O arco dramático dos irmãos adotivos de Billy são relativamente mal desenvolvidos e acabam sobrando, especialmente o dilema de Mary sobre sua ida para a faculdade. Não há como ir mais fundo nesse debate sem dar spoiler, por isso paro por aqui.

Como pontos fracos, Shazam! tem um vilão interpretado no piloto automático por Mark Strong.  Ainda que, por vezes, o poder do Dr. Sivana serja relativamente ameaçador, a atuação se restringe ao estereótipo do vilão durão e poderoso, às vezes um pouco robótico, e praticamente unidimensional. Falta a esse personagem qualquer característica que provoque empatia do público – seja pelo carisma, como Loki, seja pela motivção, como Erik Killmonger – ou o medo do seu poder, como Thanos (ficamos nos vilões da Marvel porque o Coringa de Crintopher Nolan está fora dessa universo).  O vilão faz que o roteiro não seja excelente. Além disso, o CGI, por vezes, compromete a experiência: se as criaturas são bastante convincentes, há algumas cenas nas quais a tela verde se torna tão evidente que causa incômodo no espectador.

Shazam!, portento, merece a boa recepção de público e crítica que vem recebendo. Torçamos para que os próximos filmes da DC continuem no rumo certo.

 

 

 

 

 

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Shazam!

20192 h 12 min

Nota do Razão de Aspecto

 

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