O Brinquedo Assassino (2019) – Crítica
Posters para "O Boneco Diabólico"

O Brinquedo Assassino poderia entrar, facilmente, na lista de remakes desnecessários que ninguém pediu, como mais um filme caça-niqueis produzido para explorar a nostalgia oitentista que tem acometido o público nos últimos anos. Considerando os caminhos trilhados pela franquia original,  esta nova versão tinha tudo para dar errado ou, pelo menos, para não conseguir trazer nada de realmente interessante para o cinema de terror contemporâneo. O resultado, feliz ou infelizmente, ficou no meio do caminho: se não se trata de uma obra aterrorizante, também não se trata de um filme trash. O Brinquedo Assassino tem seus méritos.

A grande sacada desta nova versão está na atualização da premissa: Chucky não é mais um brinquedo possuído pelo espírito maligno de um psicopata; agora, nosso vilão é um brinqueado baseado em inteligência artificial, uma espécie de assistente pessoal personificado em um boneco (um versão de Alexa ou Siri), cujo algoritmo foi alterado para bloquear todos os controles de segurança, por razões que não posso descrever, uma vez que caracterizariam spoiler.  A eliminação da ação sobrenatural, ao mesmo tempo em que altera, substancialmente, o conteúdo da trama, possibilita a identificação do público, especialmente o mais jovem, com aquela situação. Você consegue imaginar como seria apavorante se alguns dos algoritmos que controlam a sua vida ( e sim, eles controlam) aprendessem a se relacionar sem noções de empatia, limites e respeito? Talvez sim, já que, hoje me dia, não faltam seres humanos agindo dessa forma, mas isso é assunto para outro texto…

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Como pontos mais fracos de  de O Brinquedo Assassino, baixo orçamento da produção deixou sua marca na qualidade duvidosa de alguns efeitos visuais, ainda que esses problemas não comprometam totalmente a experiência. Outro ponto que prejudica o desenvolvimento da narrativa são as fracas atuações de Aubrey Plaza, que não me convenceu como mãe solteira, de Gabriel Bateman, que, embora esforçado, entrega uma atuação burocrática como Andy, o dono do nosso querido e simpático boneco.

Como pontos fortes, a migração do mundo sobrenatural para o da tecnologia abre novas possibilidades, que são bem exploradas pelo roteiro. Chucky pode controlar outros brinquedos e outras máquinas on line, resultando em algumas sequências de ação interessantes, embora exageradas. Exagero, aliás, é a palavra que define tudo o que vemos O Brinquedo Assassino, com as vantagens e desvantagens da falta de sutileza. Se você espera uma narrativa tensa e apavorante, provavelmente não a encontre, mas, se você procura um filme divertido que proporcione alguns bons sustos e entretenimento, O Brinquedo Assassino é o filme certo para você.

 

 

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O Boneco Diabólico

20191 h 30 min
Overview

Andy (Gabriel Bateman) e sua mãe se mudam para uma nova cidade em busca de um recomeço. Preocupada com o desinteresse do filho em fazer novos amigos, Karen (Aubrey Plaza) decide dar a ele de presente de aniversário um boneco tecnológico que, além de ser o companheiro ideal para crianças e propor diversas atividades lúdicas, executa funções da casa sob comandos de voz. Os problemas começam a surgir quando o boneco Chuck se torna extremamente possessivo em relação a Andy e está disposto a fazer qualquer coisa para afastar o garoto das pessoas que o amam.

Metadata
Director Lars Klevberg
Writer
Author
Runtime 1 h 30 min
Country  Canada France United States of America
Release Date 19 junho 2019

Nota do Razão de Aspecto

 

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