Medo Profundo: O Segundo Ataque (2019) – Crítica
Medo Profundo 2

Em 2017 era lançado Medo Profundo (47 Meters Down, no original). Típico filme genérico de ataque de tubarão. À época escrevi um texto (clique aqui para acessá-lo) apontando que mesmo dentro dos clichês do gênero o filme ainda conseguia ser pior do que se esperava – e olha que ninguém vai para Medo Profundo esperando um Oscar….

Eis que chegamos em 2019, dois anos depois, e vem a sequência . Ele tem como grande mérito deixar o filme anterior um pouco menos terrível. Medo Profundo: O Segundo Ataque erra em absolutamente tudo. E pelo menos será lembrado, exatamente por ser esquecível, como um dos piores do ano. Ele continua errando no que o antecessor errou e ainda acrescenta mais uma dose de equívocos. Mas vamos ao filme…..

Medo Profundo

4 jovens resolvem fazer M$%#@ e tem que tentar não virar janta de tubarão. Esse seria o resumo até honesto de um longa com essa proposta. O problema é que tal qual o filme anterior, há uma insistência em criar uma historinha para preencher um prólogo de quase 20 minutos. E não, não estou reclamando que o filme tem “história demais”, mas pra que colocar um background se ele vai ser usado para nada posteriormente?

Aliás, é usado em uma das piores/melhores cenas de Medo Profundo. Daquele momento que você não sabe se a intenção era pra ser heroico ou patético, engraçado ou tenso. Fato é que a solução dá um tom ao filme que na realidade senti falta em mais momentos. Essa galhofa, sendo intencional, distribuída em outras cenas, daria um ar leve que poderia agradar.

Tudo é dito: as personagens precisam fazer algo ou sentem algo? Vamos colocar mais linhas de diálogo. Já no trailer é possível ver esse nível de exposição. Já que os realizadores têm preguiça de pensar, eles acham que o público também…

Na dinâmica de ação temos apenas duas ferramentas: o jumpscare para dar sustinhos cretinos com zero criatividade e a câmera lenta. Escorreria uma lágrima de Zack Snyder. Da primeira a última cena, o diretor Johannes Roberts abusa do recurso. Por vezes reclamamos que a ação em tela está frenética e não conseguimos ver o que se passa, aqui como ocorre o oposto, eu acho que preferira não ver mesmo….

Além dos típicos: ataques certeiros nos coadjuvantes e carinhos vagarosos nas protagonistas, comunicação subaquática perfeitamente imperfeita (o trem funciona ou não de acordo com a conveniência do roteiro), um cenário que seria digno de alguém de 12 anos com uma ideia (uma espécie de cemitério maia) e atrizes que, que…. bem sabe atriz novata de teatro que tenta se impor aumentando o tom?…. Zero química, falam pra dentro e só gritam

Por falar em ruído, o som aqui é péssimo. A trilha é marcada, o desenho sonoro soa artificial (porque é) e a grande artimanha: arfadas exageradas. Tem hora que parece que estamos em um filme pornô. Mas tecnicamente o som não é o único problema, não, não vou deixar de falar dos astros: os tubarões. A vontade é de gritar SOCORRO e não é por temer as feras, mas pela qualidade gráfica e de movimentação.

Enfim, que bom que só tem 1h28.

 

 

 

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47 Metros: Medo Profundo

20191 h 30 min
Overview

Mia não está nada satisfeita com a ideia de ir morar para o México com o pai, Grant, e a sua nova família. Grant trabalha como investigador numa antiga cidade maia submersa e Mia é obrigada a conviver intensamente com a filha da sua madrasta, Sasha. Entediadas e sem ninguém que verifique por onde é que elas andam, Mia, Sasha e duas amigas esgueiram-se para a gruta subaquática em que Grant está a trabalhar. Escondido e submerso durante séculos, o cemitério maia é belo e intrigante, mas depressa se transforma numa armadilha mortal quando as raparigas percebem que não estão sozinhas. O abismo está cheio de enormes tubarões brancos ameaçadores que as rondam. Encurraladas numa gruta que poderá vir a revelar-se o seu túmulo, as raparigas terão de manter um silêncio sepulcral se quiserem sair dali vivas.

Metadata
Director Johannes Roberts
Writer
Author
Runtime 1 h 30 min
Release Date 15 agosto 2019

Nota do Razão de Aspecto

 

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