Os 3 Melhores Filmes de Janeiro de 2020
1917 - Janeiro

Janeiro sempre é um ótimo mês para os cinéfilos no Brasil. Diversos filmes do Oscar já estreiam, o que em geral significa um aumento da qualidade.

Este é um ranking pessoal, provavelmente não vai coincidir com a tua e nem com a dos outros autores do site. Coloque nos comentários quais os teus filmes favoritos de Janeiro …

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Vale para o ranking filmes lançados nos cinemas brasileiros em circuito comercial em janeiro. Vi todos os lançamentos do DF no período 24 filmes no cinema em janeiro, não chegou aqui em Brasília: Instinto, O despertar das formigas, O filme do Bruno Aleixo e Segundo tempo.

Veja também a nossa lista dos piores do mês

Vamos ao pódio de Janeiro:

3 – RETRATO DE UMA JOVEM EM CHAMAS:

Retrato de uma Jovem em Chamas

O longa é das coisas mais delicadas e ao mesmo tempo intensas da temporada. Acertando em diversas frentes, mas sobretudo na arte de instigar. Seja as personagens nas relações entre elas, seja o público sendo convidado a participar daquelas construções, sejam os vários aspectos técnicos que funcionam de maneira exemplar, em especial a fotografia. Mesmo que o filme não tivesse esse visual maravilhoso, os diálogos já segurariam aquele instigar que mencionei inicialmente. Mas nada supera a conclusão de Um Retrato de uma Jovem em Chamas. Mesmo quem chegue com pouco fôlego à cena final, será completamente abraçado e devastado pelo momento: o demorar da câmera entra com total sentido e deixa o público envolvido pelo que vê em tela.

CONFIRA A NOSSA CRÍTICA DE RETRATO DE UMA JOVEM EM CHAMAS

2 – 1917: 

1917

A história é extremamente simples: dois Cabos, Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) precisam cumprir uma missão – essa sim nada simples – de levar uma informação do ponto A ao ponto B e impedir que 1600 soldados caiam em uma armadilha alemã. O problema é que o caminho é um tanto tortuoso. Mas se a história não tem nenhum grande destaque então o que torna 1917 tão badalado? Justamente o como ela é tratada. O que o diretor Sam Mendes coordena é um orgasmo cinematográfico. Incrível o trabalho técnico em todas as frentes (ou seria em todos os fronts?).  Vamos então ressaltar a opção de Mendes de transformar aquelas duas horas em uma ilusão de plano sequência. Sim, ilusão pois muita coisa é filmada desse difícil modo e há uma boa fluidez, mas é possível perceber alguns cortes, mas o feito continua grandioso. Na fotografia o genial Roger Deakins faz mais um primoroso trabalho. Da grandiosidade das cenas noturnas a concisão da reunião no primeiro ato. 1917 é uma experiência a ser vivida no cinema com toda a potência sonora e visual.

CONFIRA A NOSSA CRÍTICA DE 1917

1 – O FAROL: 

O Farol

A proposta é desafiadora e em momento algum subestima o público. Com uma narrativa alegórica, há abertura para várias interpretações. Como camada 1, temos Ephraim Winslow (Robert Pattinson) que chega em uma ilha para ser ajudante de Thomas Wake (Willem Dafoe) no Farol. A história é a relação destes dois homens e de como aquele meio influencia na cabeça deles. O passado de ambos não é mais tortuoso que as ondas locais e muito menos que o estado que ali se encontram, a forma como a coisa escalona é primorosa. O desconforto, passando pelas gaivotas e até atingindo urros primais, tudo tem um significado e demonstra o controle da direção. Esses elementos poderiam descambar para galhofa, mas vão no limite e coadunam com a proposta. A pegada psicológica e de lidarmos com o desconhecido tornam os eventos aterrorizantes. Em camadas mais profundas temos N interpretações que podem circular de mitos gregos, questões bíblicas e até cthulhu. A fotografia em preto e branco e a razão de aspecto quase quadrada contribuem para o clima e não são apenas capricho. Um deleite para os olhos sustentado pelo texto, que pontua pequenas pistas e deixa lacunas precisas, e interpretações viscerais da dupla.

 

CONFIRA A NOSSA CRÍTICA DE O FAROL

 

JANEIRO TEVE MUITA COISA BOA, NÃO É MESMO? E PARA VOCÊ QUAIS OS MELHORES FILMES DO MÊS? PARA AJUDAR A RELEMBRAR:

Confira as nossas outras críticas dos lançamentos de 2020 no Brasil:

Frozen 2
O Caso Richard Jewell
O Farol
Ameaça Profunda
Adoráveis Mulheres
Kursk – A Última Missão
Retrato de uma Jovem em Chamas
Os Miseráveis
Jumanji: A próxima Fase (minha crítica no site Cinem(ação)
O Escândalo
Um Espião Animal
1917
A Divisão
A Possessão de Mary
O Melhor Verão das Nossas Vidas
Um Lindo Dia na Vizinhança
Adoniran, Meu Nome é João Rubinato
Judy: Muito Além do Arco-íris
Os Órfãos
Bad Boys Para Sempre
Testemunha Invisível
Com Amor Van Gogh – Um Sonho Impossível
E Agora? Mamãe Saiu de Férias!

Nota do Razão de Aspecto

 

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[Total: 2    Média: 4/5]
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