Sundance 2019 #34 – I Am Mother

I am Mother é uma ficção científica instigante. Na história, há um robô dentro de uma unidade isolada com um depósito de embriões humanos com a missão de repovoar a a Terra, que passou por um apocalipse. No começo do filme, o robô – Mother – gera um bebê de proveta, e o filme vai desenvolver a relação de mãe e filha (mother e daughter, ou seja, elas não têm nome) .

O conflito se estabelece quando uma mulher coloca em questão se o que o robô fala é verdade. Não é exatamente um Ex Machina, mas tem uma ambientação parecida, porque levanta muitas questões filosóficas de escolhas éticas, atitudes, conflito entre crença e ciência, quem é Deus e como se dá a criação. Esse debate ocorre em uma camada mais profunda e jamais óbvia.

O roteiro faz aquilo que se espera: conta a história que quer contar de forma eficiente, mas não é perfeito. Há problemas no desenvolvimento da personagem de Hilary Swank, a antagonista, e de suas motivações, mas nada que prejudique demais a  narrativa.

As atuações de Clara Rugaard e Hilary Swank têm o tom certo, enquanto a voz de Rose Byrne, no papel de Mother, consegue expressar as oscilações entre carinho e psicopatia de uma forma que jamais imaginaríamos ser possível em um robô, que, neste caso, sequer é uma versão mais avançada que imita o corpo humano, como os Cylons, de Battlestar Galactica.

O CGI compromete em algunmas passagens,  a tela verde é muito evidente e prejudica bastante. O filme também tem um problema em como desenvolve a personagem da Hilary Swank e suas motivações.

E a curiosidade sobre o título do filme é o fato de Darren Arronofsky ter lançado um filme chamado Mother, o que fez com que o título tenha sido mudado de  de Mother para I am Mother.

 

I am mother / Australia (Director : Grant Sputore; Screenwriter : Michael Lloyd Green; Producers: Kelvin Munro, Timothy White; Principal Cast : Clara Rugaard, Rose Byrne, Hilary Swank). Shortly after humanity’s extinction, in a high-tech bunker deep beneath the earth’s surface, a robot named Mother commences her protocol. Designed to repopulate the earth with humans born from test-tube embryos, Mother raises a baby girl to become an intelligent, compassionate teenager (Clara Rugaard). But the arrival of a wounded woman (Hilary Swank) at the bunker door soon casts doubt on Mother’s account of the earth’s fate and threatens the unique bond between Mother and her “daughter.”. Premiere.

Nota do Razão de Aspecto

 

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ALERTA: Esta crítica contém spoilers. Proceda à leitura por própria conta e risco. Confira a ficha técnica do episódio aqui     Nota Do Razão de Aspecto:   ————————————————————————————————————...