O CHAMADO 3 (RINGS, 2017) – CRÍTICA

O Chamado 3 gera uma instigante pergunta: por quê???????

Gênero: Terror
Direção: F. Javier Gutiérrez
Roteiro: Akiva Goldsman, David Loucka, Jacob Aaron Estes
Elenco: Adam Fristoe, Aimee Teegarden, Alex Roe, Andrea Laing, Andrea Powell, Brandon Larracuente, Chris Greener, Chuck David Willis, Jill Jane Clements, Johnny Galecki, Matilda Anna Ingrid Lutz, NM Garcia, Ricky Muse, Surely Alvelo, Wing Liu
Produção: Laurie MacDonald, Walter F. Parkes
Fotografia: Sharone Meir
Montador: Jeremiah O’Driscoll
Duração: 102 min.
Ano: 2017
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 02/02/2017 (Brasil)
Distribuidora: Paramount Pictures
Estúdio: BenderSpink / Macari/Edelstein / Parkes MacDonald Image Nation / Vertigo Entertainment
Classificação: 12 anos
Sinopse: A jovem Julia (Matilda Lutz) descobre que seu namorado, Holt (Ales Roe), está investigando uma história envolvendo uma amaldiçoada fita de vídeo, que faz a pessoa que a assiste morrer em sete dias. Depois que ele acaba sendo afetado pela descoberta, ela tenta de várias formas salvar a vida do amado, entretanto não será tão fácil, já que há um “filme dentro do filme” cujo conteúdo é desconhecido de todos.


Nota do Razão de Aspecto:

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Se alguém te disser que O Chamado 3 é ruim… desconfie dessa pessoa….o longa tem que subir muito para chegar no patamar de “ruim”. A primeira cena aqui, em um filme bem alinhado, poderia ser até passável. Mas após 5 minutos vemos o quanto ela ficou torta e desnecessária. Eles não sabiam como introduzir a história e pensaram que seria lúdico explicar a dinâmica do jogo tantos anos depois…. esforço louvável, porém barato e vazio.

 

A história segue todos os clichês genéricos do terror: vemos idas ao cemitério, personagens se afastando sem motivo, atitudes estúpidas, outras deduções inteligentes que não condizem com a estupidez anterior, jumpscare como muleta, viradas cretinas – e até trailer enganador, ao mesmo tempo que entrega mais do que devia….
O primeiro arco introduz uma série de personagens mal desenvolvidos ou ignorados depois. As transições temporais e locais são abruptas. A “filosofia” estabelecida é frágil e só está ali como desculpa para seguir em frente. Quando se pensa que a história vai se acalmar e ganhar algum corpo…zás muda o tom de forma pouco orgânica. Há a questão científica no começo, X no meio e um thriller no fim. O “X” é porque não consigo pensar em nada concreto naquele segundo arco.
As cenas de terror são diluídas e perdem muita força. Há uma no começo dentro de um apartamento, outra, outra… bem, deve ter outra… A cena final (que, inclusive, está no trailer) é tão jogada que só vejo como bondade de quem a classificar como terror.

A movimentação da Samara é redundante e clichê. O mesmo se pode dizer da dupla principal. As reações transitam entre o inverossímil e previsíveis. Mesmo com a introdução, temos empatia zero. Matilda Lutz e Alex Roe não imprimem nada de cativante na composição dos personagens. Eles mesmos não acreditam no texto que foram obrigados a decorar e reproduzir. Sinal que também faltou direção nesse sentido.

As repetições cretinas do número 7 estão lá mais como um embuste do que simbologia narrativa. As explicações constantes de cada ação que está por vir é um atestado que os responsáveis consideram o próprio público como idiotas. Pois foi assim que eu me senti…

A origem da Samara é chupada de outras histórias, foram no mais reles. A resolução é feita em um piscar de olhos – tudo milimetricamente pensado para se tornar esquecível. Se você fã da franquia se animou outrora com o lance das ligações pós-vídeo, aqui terá muito pouco disso. A atualização dos equipamentos tecnológicos soa banal.

O Chamado 3 e Dominação… fãs de terror devem estar com saudades de Corrente do Mal, A Bruxa, Invocação do Mal… tomara que o resto do ano não venha algo mais rico cinematograficamente…
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