MAX STEEL (2016) – CRÍTICA

Max Steel tem uma história menos criativa que a imaginação de muitas crianças…


Gênero: Aventura
Direção: Stewart Hendler
Roteiro: Christopher Yost
Elenco: Ana Villafañe, Andy Garcia, Ben Winchell, Billy Slaughter, Brandon Larracuente, Jahnee Wallace, Lawrence Kao, Maria Bello, Mary Christina Brown, Megan Hayes, Michael Mercaldi, Mike Doyle, Phillip DeVona, Rochelle Aycoth
Produção: Bill O’Dowd, Julia Pistor
Fotografia: Brett Pawlak
Montador: Michael Louis Hill
Trilha Sonora: Nathan Lanier
Duração: 93 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 26/01/2017 (Brasil)
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Dolphin Entertainment / Mattel Entertainment / Open Road Films / Playground Productions

Classificação: 10 anos
Sinopse: Max é um jovem de 16 anos que descobre possuir incríveis poderes. Muitas coisas vão mudar em sua vida após ter contato com uma força extraterrestre. Difícil será lidar com todas essas novas descobertas enquanto passa pela difícil fase que é a adolescência.

Nota do Razão de Aspecto:

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Após consolidar o sucesso com os bonecos e expandir para os desenhos e filmes animados, o filão Max Steel vem para as telas agora em live action. Ao invés de uma aventura com o universo estabelecido, o que vemos é uma história de origem. Será que os responsáveis cogitaram (ou cogitam) transformar o personagem em uma franquia cinematográfica? Espero que não…
Max (Ben Winchell) é um jovem (interpretado por um ator bem mais velho) que descobre que tem super poderes. O destino da Terra acaba caindo nas mãos dele. Ele precisa, então, treinar para defender o planeta contra forças malignas vindas do espaço. Além de lidar com problemas pessoais, tal como família, interesses amorosos e a complexa vida de um adolescente.

Em alguns momentos a trama soa apenas infantil – o que a priori não é ruim, nem todo filme de herói precisa ser focado em adultos. Não tarda, porém, para a inocência do roteiro se revelar como apenas preguiça de produzir algo com um pingo de criatividade. Seguimos a jornada clássica de um protagonista órfão de pai que recebe um instrumento mágico e tem que vencer o mal. Tudo tão chapado que nunca conseguimos nos importar com os personagens ou o destino da Terra. A descoberta dos poderes é clichê, mas ante tantas falhas até que não compromete.

Coisas como Max tropeçando ao encontrar uma menina ou diálogos que explicam o óbvio são os recursos apresentados para fazer a história andar. A grande virada, revelada perto do final, é percebida com poucos minutos. E as motivações são as de sempre: “quero destruir o mundo porque sim”. 

Mesmo com tantos problemas, um que grita a todo momento é o robô Steel, em uma tentativa furada de ser alívio cômico. Mesmo que você ria de alguma piada, a falha aqui é que TODA fala dele é para forçar alguma frase engraçadinha. Na 27ª vez você já não suporta mais… Sem contar o famigerado recurso da desmemória, que é de uma conveniência atroz.

Se o começo, como eu disse, é apenas inocente. O meio traz problemas de ritmo e de tentar acertar a narrativa, os elementos de ficção científica, aventura e ação – prefiro crer que não houve tentativa de drama aqui – ficam capengas e nunca realizados de forma plena… O ápice do fundo do poço, contudo é o terceiro arco. A luta derradeira cai em um misto de frases feitas, caras e bocas dignas de vergonha alheia e uma movimentação pobre. O inexperiente diretor Stewart Hendler definitivamente não sabe filmar ação. 

Recentemente comentamos sobre o Aaron Eckhart em Dominação e todo o elenco de Beleza Oculta (Edward Norton, Helen Mirren, Kate Winslet, Will Smith, etc) estarem só interessados em pagar as contas, pois é um tanto difícil de acreditar que eles tenham gostado dos projetos. Nessa linha, Maria Bello e Andy Garcia dão as caras aqui. Ele especialmente protagoniza momentos deprimentes. 

Max Steel é esquecível, palavra mais elogiosa que consigo achar. No Brasil só estreou agora, ou seja, nem para vender bonecos para o natal ele vai servir… 
(Boa sorte para achar uma sessão legendada, poucas salas estão com essa opção. Pelo que vi do trailer dublado, a coisa é ainda mais patética na versão nacional)
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