xXx: Reativado (xXx: Return of Xander Cage, 2017) – crítica

xXx: Reativado poderia ser melhor do que é, mas diverte e funciona em certo sentido.

Gênero: Ação

Direção: D.J. Caruso
Roteiro: Chad St. John, F. Scott Frazier
Elenco: Al Sapienza, Andrey Ivchenko, Conor McGregor, Deepika Padukone, Donnie Yen, Héctor Aníbal, Hermione Corfield, Jeremy Omen, Jerry A. Ziler, Kris Wu, Nicky Jam, Nina Dobrev, Rory McCann, Ruby Rose, Samuel L. Jackson, Toni Collette, Tony Jaa, Vin Diesel
Produção: Jeff Kirschenbaum, Joe Roth, Samantha Vincent, Vin Diesel
Fotografia: Russell Carpenter
Duração: 124 min.
Ano: 2017
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 19/01/2017 (Brasil)
Distribuidora: Paramount Pictures
Estúdio: Maple Cage Productions / Revolution Studios / Rox Productions
Classificação: 14 anosSinopse: O especialista em esportes radicais Xander Cage retoma a vida de agente secreto quando precisa recuperar a Caixa de Pandora – arma indestrutível -das mãos do guerreiro Xiang. Para isso, ele escolhe os melhores soldados e juntos, eles lutam também contra governos ao redor do mundo que se opõem à missão.



Nota do Razão de Aspecto:


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Se você está predisposto a rir de cenas absurdas – e acredite: pegar uma onda com uma moto não é a maior delas – poderá aproveitar o que o filme entrega. Se você quer um longa de ação com história e lógica, então está indo para o filme errado. O grande ponto positivo de xXx: Reativado é quando ele se assume como galhofa, em especial no terceiro arco – não que os outros não sejam… mas a coisa no final arranca gargalhadas do público. 
Em certa medida xXx: Reativado funciona melhor no humor – voluntariamente involuntário – do que nas cenas de ação. Mesmo que o fruto da comicidade aqui sejam elas. E isso se deve, pois as lutas e momentos de “adrenalina” são pouco fluidos. Muitos cortes atrapalham enxergarmos o que tem em tela. Definitivamente os responsáveis pelas filmes do gênero não aprenderam nada com Max Max. Onde os planos abertos e a ação contínua tornam a coisa mais real e ao mesmo tempo mais cinema.

A trama é genérica: um grupo malvado quer roubar uma coisa para destruir/controlar o mundo. Um outro grupo de caras (e mulheres) que também não são lá flor que se cheire tenta impedir. Há alguma semelhança com Esquadrão Suicida. Inclusive alguns personagens são apresentados com o famigerado recurso de um letreiro com características que vão desde “música favorita” até “ano que entrou no grupo”. A vantagem aqui é que as informações são mais sucintas e dá para ler o que está escrito em tela. ao contrário da produção da DC. Ainda assim é de uma preguiça sem igual… 

O grupo dos “heróis” é bem variado, porém ao mesmo tempo não tem personalidade marcante – nem individualmente e tampouco no todo. A quantidade, portanto, mais atrapalha do que ajuda. Não conseguimos criar empatia. O foco, até como é dito no filme, é: “eliminar uns vilões, ficar com a garota e manter a pose”. A dinâmica entre os personagens fica renegada a um terceiro plano – ainda que a narrativa queira colocá-la no foco central. A “família” triplo X tem muito para amadurecer ainda para nos convencer daquele laço. Quem sabe em alguma das sequências isso ocorra, pois parece que terão mais xXx nos próximos anos.

As quebras de expectativa – enveredando para o referido humor – são muito bem realizadas. Logo no começo, vemos o nosso protagonista Xander Cage (Vin Diesel) utilizar várias artimanhas ligadas aos esportes radicais para concluir um projeto um tanto quanto exótico. A conclusão dessa cena é um exemplo do ponto forte aqui: ação, absurdo, humor. 

E o Neymar? O astro do Barcelona dá as caras, fazendo papel dele mesmo. Em um momento divertido, mas que não possibilita que seja avaliado o trabalho de ator do jogador. Melhor assim… Samuel L. Jackson está verborrágico, como de costume, mas aparece pouco. Já a fisicalidade de Donnie Yen (uma das melhores presenças no Rogue One) impressiona.

Vin Diesel é outro que faz o Vin Diesel de sempre. Um ator limitado à caricatura da persona que ele criou. Vale o comentário que não analisarei a recente polêmica que ele se envolveu aqui no Brasil, a crítica vai se ater apenas ao longa. Agora, ao contrário do primeiro filme da franquia, divide o tempo em tela – contudo os holofotes ainda permanecem. O personagem é aquilo: um cara que resolve tudo e é capaz de desviar de 100 balas sem ser atingido, fazer manobras que desafiam a física e mostrar os músculos e tatuagens.xXx: Reativado, quando não se leva a sério, como no olhar canastrão de Vin Diesel, nas frases de efeito ou nos momentos que não são críveis sequer em um desenho animado, o resultado é satisfatório. Quando tenta ter ser mais do que isso, beira o desastre. O final é uma gigante cena de ação, onde esses elementos são presentes aos montes. Daí a impressão final ser positiva, dentro da proposta do filme. No todo, xXx é o típico filme que não te engana. 

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