Um Suburbano Sortudo (2016) – Cinema em um parágrafo
Um Suburbano Sortudo tinha tudo para ser uma tragédia, mas no fim é uma boa comédia.

As comédias nacionais têm feito um grande sucesso de público, mas tem sido detonadas pela crítica. Um Suburbano Sortudo, entra nessa conta: foi massacrado por muitos veículos, mas sinceramente me convenceu em vários níveis. Ele tem muitos esteriótipos? Sim. Algumas piadas que não cabem mais hoje em dia? Também. Contudo, mostra uma consciência que faz a nota subir. Uma das personagens, uma vilã, fala: “sou a favor da ascensão da classe C, mas bem longe de mim”. As paródias com personagens variados (Tubarão, Clarice Falcão, Ricardo Eletro, Baywatch) funcionam muito bem e demonstram uma bagagem diversa. O timing de comédia de Rodrigo Sant’anna é algo invejável. E vamos falar dele: o cara interpreta 6 personagens e todos cumprindo com uma boa carga de humor. O roteiro é muito melhor que o recente Tô Ryca! e o Até que a Sorte nos Separe, todos com um plot parecido. Mas em Um Suburbano Sortudo as coisas fluem de forma mais coerente e não abusa tanto da nossa suspensão de descrença. Não é um filme para ser premiado ou ficará marcante na boa cinematografia brasileira de 2016, mas dentro da proposta é coerente, faz rir e entrega um produto digno. Nota: 3,5/5.
Leia a ficha técnica aqui.

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