Charlote SP (2016) – Cinema em um Parágrafo

Charlote SP é o primeiro filme nacional filmado com câmeras de celular. Mas ele decepciona em vários aspectos – todos, para ser mais preciso. A história se foca no confronto de dois mundos: a modelo rica/pai magnata e o cineasta com pouca grana (apresentados de forma simplista e maniqueísta). A trama é clichê e mal trabalhada. O visual e o áudio têm problemas, dado o estilo de filmagem que o diretor Frank Mora não esconde. A trilha enche a tela e tenta cobrir o vazio narrativo, porém não consegue. E Charlote SP conta com erros muito feios de continuidade e uma montagem atrapalhada. As interpretações são artificiais, tal qual os diálogos. O tempo, duas horas, é longo demais para quase que só experimentar essa técnica de filmagem. O que vale um destaque positivo (além do pioneirismo) são as citações a filmes e séries clássicos, mas mesmo este elogio é feito com ressalvas. Nota: 1,5/5

Leia a ficha técnica aqui.

Por Lucas Albuquerque

Posts relacionados
  • 22 fev 2017
  • 0
  A Grande Muralha poderia ser grandioso, mas no fim só entrega tédio maquiado de estilo.     Gênero: Ação Direção: Yimou Zhang Roteiro: Carlo...
  • 24 nov 2017
  • 0
(as partes anteriores do especial você encontra aqui:  1ª parte; 2a parte; e 3ª parte)   Charles II Com a morte de Cromwell, a monarquia...
  • 17 mar 2017
  • 0
Depois de Sundance, Berlin e Cartagena, o filme dirigido por Felipe Bragança e estrelado por Cauã Raymond fará sua estreia francesa em competição no CINELATINO TOULOUSE, uma das maiores...