VIZINHOS 2

Gênero: Comédia
Direção: Nicholas Stoller
Roteiro: Andrew J. Cohen, Brendan O’Brien, Evan Goldberg, Nicholas Stoller, Seth Rogen
Elenco: Seth Rogen, Zac Efron, Rose Byrne, Chloë Grace Moretz, Selena Gomez, Lisa Kudrow, Abbi Jacobson, Angela Taylor-Jones, Billy Eichner, Carla Gallo, , Ciara Bravo, Dave Franco, Dennise Renae Larson, Elise Vargas, Hannibal Buress, Ian Gregg, Ike Barinholtz, Kiersey Clemons, Tara Bowles, Zoey Vargas
Produção: Evan Goldberg, James Weaver, Seth Rogen
Fotografia: Brandon Trost
Montador: Zene Baker
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 19/05/2016 (Brasil)
Distribuidora: Universal Pictures
Estúdio: Good Universe / Point Grey Pictures
Nota do Razão de Aspecto:


Em “Vizinhos” tínhamos um casal e sua
filha tentando comprar uma casa e entrando em conflito com a fraternidade de
universitários que ficava ao lado. Agora temos este mesmo casal tentando vender
sua casa, mas seus novos vizinhos, uma fraternidade universitária feminina,
pode vir a impedir a venda. Sim, duas vezes a mesma piada.
Vizinhos já não é um filme que  tenha me marcado positivamente, e nada
melhorou em sua continuação. Na verdade, algumas coisas pioraram. Assim como no
primeiro filme, temos um retrato caricato e comicamente trágico de uma
fraternidade universitária, onde tudo é sexo, bebidas, drogas e pregar peças
nos vizinhos. Este estereótipo já não era o melhor tema para filmes na década
de 1980, e, de lá para cá, só foi ficando mais e mais desgastado.
Em nenhum momento o filme tenta criar qualquer personagem marcante. Os novos personagens são incrivelmente superficiais, e os que vieram do filme anterior não evoluíram nem ganharam profundidade. Temos então uma sucessão de cenas cômicas, mas não se oferece ao espectador nenhum motivo para se identificar ou se importar com ninguém no filme. Ficamos apenas aguardando a próxima piada.

O quê? Nós não somos marcantes?
Isto seria sustentável se as piadas fossem sólidas e de qualidade, mas em sua maior parte são de um humor banal e muitas vezes um tanto apelativo, como repetir várias vezes a cena de uma criança brincando com um vibrador como se fosse um boneco.

Mas
o pior é a tentativa do filme de abordar o tema feminismo, sem sucesso. Segundo
o filme, as fraternidades femininas nos EUA não podem fazer festas em suas
dependências. A formação de uma fraternidade feminina que desobedece esta regra
seria um libelo de afirmação da igualdade entre os sexos. Pena que ao abordar o
tema, o filme apenas reforça estereótipos sexuais, e não poucas vezes faz até uma
estranha crítica ao “sexismo reverso” e coisas do gênero.

A
tentativa de uma crítica polidamente correta é tão artificial e capenga quanto
a escolha das jovens fundadoras da fraternidade. Temos uma negra (Kirsey
Clemons, de “Dope”) e uma gorda (Beanie
Feldstein, de
“Fan girl”) para fugir dos estereótipos de beleza, mas a líder continua sendo a
magra, loura de olhos azuis (Chloë Grace
Moretz, de
Kick Ass). Todas elas com personagens tão supérfluos que é difícil analisar a
qualidade da interpretação.

Também
é impressionante como os jovens são retratados como pessoas desmioladas e sem
rumo, que não conseguem pensar no que vai acontecer amanhã ou as vezes nem na
próxima hora.
Apesar
de algumas atuações de regulares para boas, em especial de Seth Rogen (de
Superbad e This is the End) e de Zack Efron (de High School Musical), não há nada
além de algumas piadas com drogas, vibradores, vômitos durante o sexo,
arremessos de absorvente usados e até um pé de um bebê saindo entre as pernas
de uma grávida. Com certeza tem seu público alvo (alguém ria durante quase todo
o filme na fileira atrás de mim, não sei como), mas não é para quem gosta de
cinema. 
por Aniello Greco
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