O CAÇADOR E A RAINHA DO GELO (2016) – CRÍTICA

 

Gênero: Aventura
Direção: Cedric Nicolas-Troyan
Roteiro: Craig Mazin, Evan Spiliotopoulos
Elenco: Alexandra Roach, Amelia Crouch, Annabelle Dowler, Charlize TheronChris Hemsworth, Colin Morgan, Conrad Khan, Edd Osmond, Emily Blunt, Jadey Duffield, Jessica Chastain, Kara Lily Hayworth, Karl Farrer, Lynne Wilmot, Madeleine Worrall, Mark Haldor, Niamh Walter, Nick Frost, Rob Brydon, Robert Portal, Sam Claflin, Sam Coulson, Sam Hazeldine, Sarah Sharman, Sheridan Smith, Sope Dirisu, Sophie Cookson
Produção: Joe Roth
Fotografia: Phedon Papamichael
Montador: Conrad Buff IV
Trilha Sonora: James Newton Howard
Duração: 114 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 21/04/2016 (Brasil)
Distribuidora: Universal Pictures Brasil
Estúdio: Roth Films / Universal Pictures
Classificação: 12 anos
Sinopse: Sequência de Branca de Neve e o Caçador, o longa se passa antes e depois do filme original. Em O Caçador e a Rainha do Gelo, Hemsworth e Jessica Chastain, que interpreta uma guerreira, travam uma nova batalha contra a Rainha Ravenna (Charlize Theron) e sua irmã Freya, a Rainha do Gelo (Emily Blunt) – que, por década,s viveu sozinha em um remoto palácio no norte gelado, criando seu próprio grupo de caçadores, guerreiros formidáveis fieis à sua rainha.
Nota do Razão de Aspecto:
 
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O caçador e a Rainha do Gelo é uma grande tolice.
Mas é quase “minha tolice favorita”, digamos assim.  O filme se passa antes e depois dos
acontecimentos do Branca de Neve e o Caçador. Para quem não assistiu o
primeiro filme, é uma releitura da clássica história da Branca de Neve, na qual a protagonista cumpre um papel mais ativo que a “donzela em perigo” do
conto da Disney, à espera do beijo de seu príncipe encantado. O primeiro filme
gerou reações mistas, com muitos elogios ao figurino, à fotografia, aàatuação
de Charlize Theron (de Mad Max: Fury Road e Monster), bem
como muitas críticas ao roteiro pouco envolvente e principalmente à atuação de
Kristen Stewart (da saga Crepúsculo), no papel de Branca de Neve.Talvez para a felicidade do filme, Kristen Stewart não
está presente no novo elenco, segundo alguns,  devido a romances extraconjugais
entre a atriz e Rupert Sanders, diretor do primeiro filme.

Fofocas de bastidores à parte, a saída de Kristen
Stewart nos diz muito sobre os méritos e problemas do novo filme. Antes de
qualquer coisa, temos um segundo filme da Branca de Neve com a maioria dos
personagens do primeiro filme, exceto a própria Branca de Neve. Com isto, o
filme é uma espécie de prequel, sequência e spin-off ao mesmo tempo. A história
do primeiro filme serve mais como pano de fundo para permitir o uso de dois
personagens que já conhecemos muito bem: Eric, o caçador (Chris Hewsworth, o
Thor na franquia dos Vingadores) e
principalmente Ravenna (Charlize Theron), que aparece pouco, mas está presente
como uma sombra invisível em todo filme. Assim, uma história que já não era
assim tão envolvente e cativante perde o seu personagem mais emblemático,
ficando um tanto sem núcleo dramático, sem alma.

Apesar disto, os pontos fortes do filme anterior
voltam a surgir neste filme, ainda mais fortes. Antes de tudo, temos um elenco
que parece ter saído de um conto de fadas. Além de Charlize Theron e Chris
Hewsworth, temos Emily Blunt (de Sicario e O Diabo Veste Prada) como
Freya (com certeza não foi sem propósito escolherem o nome da deusa nórdica do
amor para a personagem), e Jessica Chastain (de Perdido em Marte e
Interestelar). Todos eles não só são ótimos atores, são lindos (maldito plural
masculino), mas também estão muito bem no filme. Assim como no primeiro filme,
Charlize Theron rouba a cena mesmo quando não aparece.
Além disto, o filme é lindo. O figurino parece
milimetricamente desenhado e, no caso dos vestidos das duas rainhas-bruxas,
chega a fazer parte da história, da coreografia, dos efeitos sonoros. Os
efeitos visuais são simples, mas competentes, e o clima de conto de fadas ajuda
a não pensarmos “ei, isto é cgi!”. Não são o estado da arte em computação gráfica,
mas são eficientes e contribuem para a narrativa. A fotografia do filme é deslumbrante, e a
trilha sonora participa, se faz presente, mas de forma tão integrada que mal
notamos. Vale a pena ficar na sala durante os créditos somente para ouvir a música
final.
Infelizmente, o roteiro é tolo, previsível e insosso. O
filme é um conto de fadas um tanto sem charme. Não é um grande épico nem uma
grande aventura. Se fosse um conto, seria uma fábula mediana, que passaria
desapercebida em uma antologia.  O único
ponto forte do roteiro é desconstrução do clichê da donzela em perigo, e o fato
do romance ser contado em pé de igualdade entre o homem e a mulher.
Felizmente, cinema vai além do texto, e, em todos outros
elementos, o filme é delicioso. No final, o conjunto supera os problemas e nos dá
duas horas de uma fábula simples sobre a força do amor, contada de uma forma
moderna, agradável aos olhos, ouvidos e coração… Se deixarmos a mente ser um
tanto juvenil.
Por Aniello Grecco
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