EM NOME DA LEI


Gênero: Ação
Direção: Sérgio Rezende
Roteiro: Sérgio Rezende
Elenco: Chico Díaz, Eduardo Galvão, Emilio Dantas, Gustavo Nader, Juliana Lohmann, Mateus Solano, Paolla Oliveira, Silvio Guindane
Produção: Erica Iootty, Marisa Leão
Fotografia: Nonato Estrela
Trilha Sonora: Pedro Bromfman
Ano: 2015
País: Brasil
Cor: Colorido
Estreia: 21/04/2016 (Brasil)
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Globo Filmes / Morena Filmes
Sinopse: Vitor, um juiz jovem e idealista, em início de carreira, é nomeado como juiz de uma pequena cidade na fronteira entre Brasil e Paraguai. Ao chegar na cidade descobre que “El Hombre” Gomez controla o contrabando, a polícia local, a justiça e a vida da cidade como um todo. Para prender Gomez ele terá a ajuda da procuradora Alice, e do agente federal Elton.




Nota do Razão de Aspecto:


O cinema brasileiro tem amadurecido bastante. Ainda há muito a melhorar, mas já passamos da fase em que quase todos os filmes ou eram comédias besteirol ou filmes sérios, politizados, enfadonhos e ruins. “Em nome da lei” é resultado deste amadurecimento. Não que seja um grande filme, mas é um filme de ação despretensioso,  visando contar uma boa história policial que cative o público atual, e neste ponto é bem sucedido. Apesar de ter diversos problemas de direção e alguns clichês desnecessários, e um ou outro momento em que a história parece pouco verossímil, é um filme fácil de se ver, agradável, e capaz de prender o espectador durante sua duração.
Um dos pontos fortes do filme é abordar um tema que está em nosso imaginário no momento devido a crise política atual, mas sem falar de política em nenhum momento. Temos como protagonista da história o juiz Vítor (Mateus Solano,  de “Vida de Balconista “e “Linha de Passe”), que enfrenta um esquema de corrupção de modo público e notório. Apesar da história ser inspirada na vida do juiz Odilon Oliveira, foi impossível para mim não lembrar dos diversos “juízes heróis” que frequentam as manchetes hoje. 
Não apenas Vitor, como a procuradora Alice (Paolla Oliveira, de “Budapeste” e “Entre Lençois”) são quase estereótipos dos servidores públicos éticos e morais dispostos a se colocar na linha de tiro (literalmente, no filme) contra o crime organizado e a corrupção das autoridades. Se na vida real esta idéia parece apostar em salvadores da pátria, em uma tela de cinema pode funcionar como um bom herói de ação. Assim Vitor (e um pouco Alice) cumpre a função de um Quase-Moro pistoleiro, o que pode conquistar a simpatia de boa parte do público de hoje.
Em termos de cinema propriamente dito, as interpretações de Mateus Solano e Paolla Oliveira como os protagonistas, e principalmente Chico Días (de “Amarelo Manga” e “O Sol de meio dia”), que interpreta “El Hombre Gomez”, chefe do crime organizado local, é o que carrega o filme. São personagens cativantes, que evoluem durante o filme, dando boa dimensão dramática a suspense. A trama central do roteiro contribui positivamente, apesar de cair em lugares comuns desnecessários, como o inevitável romance entre os protagonistas.
Também deixa a desejar a direção de Sérgio Rezende (“Zuzu Angel”, “Lamarca”), que apesar de conduzir de forma competente a sua câmera, usa de um excesso de cortes, o que prejudica a narrativa e deixa o filme meio desconexo. Mas o que mais pode incomodar alguns são realmente alguns momentos de reviravoltas narrativas que são pouco convincentes, um tanto inverossímeis.
Não é um filme que será lembrado por muito tempo, e que incomodará em alguns momentos, mas vale o ingresso e a pipoca. Vá despretensiosamente querendo ver um suspense policial-jurídico nacional.
por Aniello Greco

  
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