Hoje o Razão de Aspecto conta com a participação especial de Aniello Greco Jr., (este bonito da foto ao lado…), que traz suas impressões sobre o filme do herói (???) falastrão….  
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Gênero: Ação
Direção: Tim Miller
Roteiro: Paul Wernick, Rhett Reese
Elenco: Anthony J Sacco, Ayzee, Ben Wilkinson, Brad Archie, Brianna Hildebrand, Dan Zachary, Ed Skrein, Fabiola Colmenero, Gina Carano, Hugh Scott, Jason William Day, Jed Rees, John Dryden, Karan Soni, Kyle Cassie, Kyle Rideout, Leslie Uggams, Morena Baccarin, Naika Toussaint, Olesia Shewchuk, Paul Lazenby, Rachel Sheen, Ryan Reynolds, Sean Quan, Stan Lee, Stefan Kapicic, Style Dayne, T.J. Miller, Taylor Hickson, Tommy Proctor, Tony Chris Kazoleas
Produção: Kevin Feige, Lauren Shuler Donner, Simon Kinberg
Fotografia: Ken Seng
Montador: Julian Clarke
Trilha Sonora: Junkie XL
Duração: 106 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 11/02/2016 (Brasil)
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Marvel Enterprises / Marvel Studios / Twentieth Century Fox Film Corporation
Classificação: 16 Anos
Sinopse: Um agente de operações especiais aposentado torna-se cobaia de experimentos médicos, que o deixa com o rosto desfigurado, mentalmente instável e com um poder de regeneração sobre-humano. Adotando o nome de Deadpoll, Wade busca vingança contra o homem que destruiu sua vida e agora ameaça sua amada.
Nota do Razão de Aspecto:

Deadpool é um filme, antes de
tudo, tão sincero quanto o personagem central. Ele sabe a que veio, cumpre a
sua função, e vai embora sem se preocupar com as consequências.
Em um momento em que os filmes
de super-heróis baseados em quadrinhos estão sob a ameaça de supersaturar o
público, fica difícil encontrar espaço entre tantos Vingadores e Batmans. O
próprio Ryan Reynolds, que interpreta o personagem-título, já passou
por uma amarga experiência ao viver o o Lanterna Verde em 2011 – filme que se destaca por
ser comparável a uma crise de enxaqueca.
Neste sentido, a escolha de
fazer um filme com o Deadpool não podia ser mais acertada. O personagem é uma
sátira ultraviolenta e absolutamente sarcástica dos heróis típicos de
quadrinhos. Não espere bastiões da moralidade ou vingadores que purgam a
revolta do injustiçado por meio da violência – aliás, algo que fica claro já nos primeiros
minutos de file. 
Os créditos iniciais já são
uma sátira do cinema, e, na sanguinolenta primeira cena de ação, Ryan Reynolds
interrompe por diversas vezes a narrativa para conversar com o espectador e
explicar porque ele, Deadpool, é simplesmente o máximo. Esta brincadeira com
a quarta parede, marca do personagem nos quadrinhos, é explorada com muita
sabedoria e nenhuma sutileza no filme.
O filme é narrado quase que em
primeira pessoa, sob a ótica de Wade Wilson, o que transforma a narrativa em um
fluxo de tempo desorganizado, com muitos flashbacks, e também retrata os demais
personagens de forma bastante caricata e distorcida. Isto ajuda o espectador a se
identificar com o personagem, sem se chocar com a sociopatia do protagonista.
Antes de ver o filme, eu me
preocupava muito com a qualidade da atuação. Ryan Reynolds não tem um currículo
exatamente impressionante, e o fantasma do Lanterna Verde ainda me assombrava. O
outro nome de peso no elenco é a ótima porém inexperiente (na telona) atriz brasileira Morena
Baccarin (das séries Homeland, Gotham e V), que faz Vanessa, a garota igualmente insana – porém não assassina – de Deadpool. 
Felizmente, Reynolds  surpreende, e muito, com uma interpretação excelente. Talvez o fato dele estar
90% do tempo com o rosto coberto tenha ajudado, mas a interpretação nas falas
(e não são poucas) nunca atrapalha o ritmo do filme. E Morena Baccarin continua
me conquistando com seu sorriso tão carismático quanto o do Tom Cruise.
Os outros personagens são
acessórios. Colossus (Stefan Kapicic,
que dá voz a CGI do gigante metálico) é o estereótipo da moralidade infantil de
um super-herói padrão; Megasonic Teenage Warhead (Brianna Hildenbrand) é uma
adolescente que se esforça em ser cool, como o nome deixa claro. E Ajax (Ed
Skrein) é um antagonista cuja principal função é escapar de Deadpool até o
final do filme.
Não é um filme que vai agradar
a todos, e na verdade é bem capaz de desagradar parte da audiência média. Por isto, eis um breve
resumo do que deve fazer você ir ao cinema ou evitá-lo:
Il buono: o principal atrativo do filme é a ação, e a ação violenta e exagerada. Combine as
coreografias olímpicas, os efeitos especiais com muitos tiros e explosões, e
sangue, muito sangue. Sem nenhum disfarce. E o segundo atrativo do filme é o
humor sarcástico. Os únicos heróis que aparecem no filme são ridicularizados, e
você vai rir deles junto com um protagonista insano.
Il brutto: não
espere nada muito rebuscado quanto a personagens dramáticos, ou nenhuma
metáfora ou alegoria do papel do herói no mundo de hoje. A sátira é
superficial, e mesmo os momentos em que se rompe a quarta parede não há nenhuma
desconstrução da linguagem do cinema. É entretenimento simples, direto, eficaz.
Il cattivo: não
entre no cinema se você vê problemas com glorificação da violência, com
linguagem sexual direta e com postura politicamente incorreta. O filme é tão
respeitoso a moral e bons costumes quanto um abacate fazendo sexo com outro
abacate mais velho.
Dito isto, não saia antes dos
créditos acabarem. Em especial se você gosta de filmes dos anos 80.
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