Tomb Raider: A Origem (2018) – Crítica
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Este texto de Tomb Havainas Raider: A Origem não levará em conta os outros filmes com esse título e muito menos os jogos. A análise vai se restringir apenas ao longa de 2018, dirigido pelo norueguês Roar Uthaug.

Aqui a aventura traz Alicia Vikander como a protagonista Lara Croft. A personagem sai em busca de um mistério envolvendo o pai desaparecido e uma investigação sobre uma suposta influencia sobrenatural em uma ilha isolada. Em meio a isso, tem um vilão que quer impedir os planos e tentar conquistar o mundo… Sim, a coisa é tão genérica quanto parece.

Recheado de falsos sensos de urgência (aqueles momentos que colocam a protagonista em risco com poucos minutos de filme e você sabe que nada vai acontecer…), frases de efeito – o último ato é um festival delas, cenas de ação que são poços de CGI sem criatividade e alguns furos de roteiro (ou no mínimo atitudes bem duvidosas).

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Além disso tudo, a nossa querida Lara tem o mesmo “poder” que Bruce Willis em Corpo Fechado. Cair de uma altura considerável e tombar em diversas árvores e a única reação ser limpar uma sujeirinha e partir para a próxima é algo plenamente aceitável aqui. Correr, saltar e bater com a cara em uma pedreira e logo em seguida escalar com tranquilidade pode ser feito em uma terça-feira qualquer…

O aproveitamento dos personagens também são qualquer coisa. Eles entram e saem de cena conforme convém ao preguiçoso roteiro. A movimentação deles também é estranha. “o que tal personagem está fazendo ali?”, “como fulano chegou neste lugar?”, “ninguém viu ela se aproximando?” são perguntas que você fará. Não, a desculpa de desligar o cérebro não é válida…

Os quebra-cabeças são extremamente simples e sempre atrapalhados por algum problema ao redor (problema no sentido cinematográfico). Seja o design de produção relativamente simples para um filme desse porte, a montagem que pode ter deixado de fora alguma cena que ligaria A e B de forma mais fluída ou mesmo o roteiro que usa qualquer desculpa para movimentar a trama.

Boa parte do longa, claro, está focado em Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa, Ex Machina). A versátil e promissora atriz, não vai mal. Apesar de não ter músculos mais avantajados  ela cumpre bem a presença que a personagem pedia. Em momento algum, aliás, o corpo da atriz é usado de forma sexualizada (o que segue a linha oposta às curvas de uma Angelina Jolie outrora). O porém fica por conta do CGI que deixa Vikander perdida em cena e os momentos dramáticos serem bem clichês, o que por tabela acaba não a deixando fazer muita coisa.

Tomb Raider: A Origem é o típico Blockbuster esquecível. Poderia ter algum sucesso em uma sessão da tarde nos anos 80/90, nada muito além…

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Tomb Raider

20182 h 02 min
Overview

Lara Croft é a independente filha de um aventureiro excêntrico que desapareceu quando ela chegou à adolescência. Deixando para trás tudo o que conhece, Lara parte em busca do último paradeiro conhecido do pai: um túmulo lendário numa ilha mítica que poderá ficar algures ao largo da costa do Japão.

Metadata
Director Roar Uthaug
Writer
Author
Runtime 2 h 02 min
Release Date 14 março 2018

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