The Cloverfield Paradox (Cloverfield: a Partícula de Deus, 2018) – Crítica
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The Cloverfield Paradox, terceiro filme da franquia Cloverfield, porduzida por J. J Abrams, apresenta a terceira perspectiva diversa do mesmo universo. Se  Cloverfield: Monstro é um excelente found footage sobre o ataque de um monstro ao Brooklin como pano de fundo ao relacionamento amoroso dos protagonistas (pano de fundo quase literal, que entendedores entenderão) e Rua Cloverfieeld, 10 é um suspense de câmara que se integra do universo Cloverfield nos polêmicos dez minutos finais – dos quais eu gostei exatamente pela eficiência na integração dos universos, mas que grande parte do público considerou forçado -, The Cloverfield Paradox é um suspense de ficção científica sobre teorias físicas do multiverso, que podem incluir viagem no tempo e outras dimensões, sejam elas versões de um mesmo mundo, sejam elas dimensões habitadas por outros seres: e aqui residem (paradoxalmente, tundunts!) o ponto forte e o ponto fraco do terceiro filme da franquia.

The Cloverfield Paradox integra-se ao universo Cloverfield como a prequência dos acontecimentos dos primeiros dois filmes. O monstro de Cloverfield: Monstro e a, até então, aparente invasão alienígena dos últimos minutos de  Rua Cloverfieeld, 10   são resultado direto do ação do super colisor de partículas Sheppard, lançado ao espaço para solucionar a crise energética que atinge o planeta, resultando em conflitos, guerra e caos na disputa pelas fontes de energia restantes no planeta. As tentativas de ativação do Sheppard resultam na colisão de dimensões e no cruzamento de personagens dentro da estação espacial, com consequências físicas para os personagens envolvidos. No desenvolvimento dessa trama, temos ecos de Alien: o Oitavo Passageiro nos elementos de terror, do menos conhecido, mas genial Primerna colisão de mundos e mesmo do clássico filme B Uma Noite Alucinante 2

 

Apesar da boa premissa, The Cloverfield Paradox tem um roteiro fraco, com personagens mal desenvolvidos, com exceção da protagonista, Hamilton, interpretada com eficiência por Gugu Mbatha-Raw,  e, em parte, da engenheira Jensen, interpretada por Elizabeth Debicki. De resto, temos personagens unidimensionais e estereotipados, com David Oyelowo desperdiçado no insosso Capitão Kiel, e o restante do elenco em papéis que mais servem com meros dispositivos narrativos do que como personagens com os quais deveríamos nos importar. E, no geral, não nos importamos.

Se o roteiro é fraco, a direção é pelo menos funcional, e Julius Onah consegue manter a tensão e o interesse do espectador com base na permanente curiosidade de como esta narrativa se integrará ao universo Cloverfield, utilizando-se de recursos convencionais, mas eficientes e bem executados, dos filmes do gênero. Em termos de efeitos visuais, The Cloverfield Paradox entrega um bom  resultado, ainda que possa ser prejudicado pela velocidade da rede e/ou pelo tamanho da tela do dispositivo, mas essas são limitações inerentes ao streaming. A última cena, em especial, tem seus méritos visuais e narrativos, ao estabelecer as relações de causa e consequência entre os três filmes e os diferentes pontos da cronologia (ou das diferentes dimensões) em que se passam. Por outro lado, algumas questões ficam em aberto: no primeiro filme, não há menção à crise energética; estariaam eles em outra dimensão, em outro ponto da linha do tempo ou trata-se somente de um furo de roteiro?

The Cloverfield Paradox, portanto, é um filme mediano, que não é bom o suficiente para deixar sua marca, mas também não é fraco o suficiente para ser considerado um fracasso. Possivelmente, se fosse lançado nos cinemas, teria sérios problemas de bilheteria decorrentes da alta expectativa, mas, na Netflix, alcança um público maior e mais disposto a aceitar entretenimento menos imersivo e com menos profundidade do que as expectativas dos fãs da franquia. É o mais fraco dos três filmes.

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The Cloverfield Paradox

20181 h 42 min
Overview

Orbitando um planeta à beira da guerra, cientistas testam um dispositivo para resolver uma crise de energia e acabam cara a cara com uma realidade alternativa escura.

Metadata
Director Julius Onah
Writer
Author
Runtime 1 h 42 min
Release Date 4 fevereiro 2018

Nota do Razão de Aspecto

 

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