Pedro Coelho (Peter Rabbit , 2018) – Que filme Divertido… – Crítica
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Quem está acompanhando a minha saga pelos filmes de março tem visto muitas notas baixas. O mês tá complicado… eis que surge um coelho atentado e com uma incrível habilidade: não, não estou me referindo a falar ou vestir um colete azul, mas a de fazer rir. Ô filme gostoso esse tal de Pedro Coelho.

O mote da história é bem simples: o dono de uma plantação (Domhnall Gleeson) quer afastar os bichos, mas ao mesmo tempo quer conquistar o coração da vizinha  (Rose Byrne) – esta ama os animais. Sim, você já viu isso um monte de vezes… mas entra naquela tecla que sempre batemos: o importante é o como a coisa é contada.

Temos aqui um belo exemplar de um Sessão da Tarde dos bons. Uma aventura fabulesca que sabe não se levar a sério. Por exemplo, em um dado momento um personagem tem uma cena com trilha sonora e logo vem o comentário de Pedro Coelho: “é uma música melodramática e a inspiradora”. Ou então quando mostra consciência do final clichê que o filme se propõe. E uma das cenas mais divertidas envolve uma crítica as frases de auto ajuda, também quebrando a quarta parede.

Pedro Coelho

Não espere aqui uma abordagem infantil totalmente inocente. Há por exemplo uma cenoura sendo manuseada como se fosse uma maconha, tem uma festa de arromba – nada no nível explícito como um Festa da Salsicha, mas os mais conservadores poderão ter problemas. Tal direcionamento considero bem positivo. É bem frustante um filme que trate a criança como idiota ou a queira colocar em uma bolha.

O nosso protagonista, personagem-título, não é um “mocinho” tradicional, já que ele mente, rouba e praticamente mata. O arco dele, com questões familiares da uma camada bem interessante a essa rebeldia. Os duelos rendem gags divertidíssimas e o drama quase é possível derramar uma lágrima para os mais sensíveis.

Mas um filme não vive só do protagonista. E aqui estamos bem servidos. Alguns com bons espaços para ser tornarem distinguíveis – adoraria ver uma série naquele universo. Outros estão ali para uma piada, como o galo – a piada é excelente mas fica elas por elas… Já a dupla de humanos principal tem um arco que ganha força justamente por estar naquele mundo onde os bichos tem mais presença.

Alguns pontos fracos: a narração tem momentos onde funciona como quebra bem-vinda, porém no todo acaba sendo bem redundante. Típico artifício de filme de comédia mas que nem sempre funciona bem. Vem uma voz do “além” e guia o público. E alguns momentos são apenas clichês do gênero (como as canções dos pássaros), por mais que eles tentem desvirtuar às vezes acaba ficando mais do mesmo.

Pedro Coelho

Para fechar com uma nota positiva: o visual do filme traz aquela mescla gostosa de live action com animação. Não é o suprassumo da tecnologia (nada de um Mogli aqui), mas cumpre de forma bem digna a interação homem-bicho. Há também algumas transições de 3D para 2D, boa referência aos livros.

Com um pouco menos (mas bem pouco mesmo) de brilho, Pedro Coelho lembra o que o recente Paddington 2 fez. Dois belos exemplos de obras que mostram como encantar crianças e adultos.

OBS: infelizmente a versão para a imprensa (e acredito que a maior parte das sessões para o público) foi dublada.  Independente das vozes serem melhores ou piores que a original é uma pena que não possamos ter contato com o material pensado pelos responsáveis pelo filme. Não quero desmerecer os dubladores locais não é esse o ponto. Porém fica uma avaliação completamente enviesada não escutarmos as vozes, nomes e canções.

Not rated yet!

Peter Rabbit

20181 h 33 min
Overview

Pedro Coelho é um animal rebelde que apronta todas no quintal e até dentro da casa do Mr. McGregor (Domhnall Gleeson), com quem trava uma dura batalha pelo carinho da amante de animais Bea (Rose Byrne).

Metadata
Director Will Gluck
Writer Will Gluck, Rob Lieber
Author
Runtime 1 h 33 min
Release Date 7 fevereiro 2018

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