Parque do Inferno (Hell Fest, 2018) – Crítica
Parque do Inferno

A premissa do Parque do Inferno é bem simples: um grupo de jovens vai em um, advinha, parque voltado para atrações de terror. Mas de um terror quase terrir, com atores fantasiados de monstros dando sustos ou um gore light. Contudo, um assassino em série resolve se passar por um funcionário e cometer crimes reais. Sim, claramente inspirado em Halloween, a festa e o filme, Parque do Inferno sabe bem o que quer ser e o público rapidamente entende o que vai encontrar.

Porém se você está esperando um terror de dar medo, então Parque do Inferno não será este filme. No máximo alguns sustos tão artificiais que nem os próprios atores caem neles, alguns eles têm que se esforçar para demostrar tal sensação e a gente “se assusta” mais com os gritinhos do que propriamente com o terror original. E o “se assusta” entre aspas, pois a expressão correta seria se irrita. Adolescentes gritando não é algo que este velho aqui de 29 anos tem especial carinho.

Parque do Inferno

O longa tenta construir uma atmosfera na qual os personagens fiquem em dúvida sobre a realidade e a paranoia. A dúvida é praticamente só dentro do universo da história, o público consegue antecipar quase sempre. O prólogo entrega e tira um pouco da graça em uma opção que fica no limiar do clichê, confiança e uma ideia duvidosa. Se por acaso você chegar atrasado cinco minutos, talvez o filme funcione melhor. E dava, com pequenos ajustes, tornar a experiência mais instigante também para o público, mas aí seria eu criticando o filme pelo que ele não é.

Já o design de produção variado do parque encanta os personagens e de fato impressiona quem está assistindo. Diversos cenários, fantasias (em especial máscaras), maquiagens, tudo bem feito, até a parte tosca fazia sentido. O fato da atração ser quase inviável economicamente, salvo por um ingresso bem caro, entra na conta da suspensão da descrença (ou não, fica a critério). Esse e outros furos permeiam toda a história e abaixam consideravelmente a nota do todo.

Parque do Inferno

O que sobra de criatividade visual, falta na diversidade textual. As brincadeiras acabam repetitivas, o que se reflete nas conversas e obviamente nas cenas. Mesmo tendo apenas 90, a sensação é de mais tempo. Por falar em diálogos, temos o calcanhar de aquiles aqui.

Em produções do gênero. Há de se levar em conta que parte dos envolvidos está ali para morrer e não é tão imprescindível um desenvolvimento profundo (eu mesmo tenho que lembrar disso, pois tenho problemas com caracterizações rasas…). No entanto, pior do que zero aprofundamento é um aprofundamento meia boca. Cada vez que as personagens, em especial as duas principais, davam detalhes a mais, como uma viagem ou brigas, só servia para quebrar o ritmo e ressaltar a artificialidade e o quanto era descartável aquele diálogo/filme. Em nada acrescentando no desenrolar da trama.

Se você já viu algum filme do gênero, já viu Parque do Inferno, ele é tão genérico quanto o José Serra…

Parque dos Inferno, como dissemos, não é um primor de reviravoltas, mas o trailer consegue entregar os momentos mais impactantes, então assista, clicando aqui, só se não se incomodar com spoiler

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Hell Fest

20181 h 29 min
Overview

um grupo de amigos começa a ser perseguido por um assassino mascarado em um parque de diversões temático. O mais terrível é que todas as atrocidades cometidas pelo criminoso são praticadas na frente do público alienado presente no local. Eles acreditam que tudo faz parte do "show", ignorando os pedidos de socorro dos jovens.

Metadata
Director Gregory Plotkin
Writer
Author
Runtime 1 h 29 min
Release Date 27 setembro 2018

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