Os Parças (2017) – Filme com Whindersson Nunes e Tom Cavalcante – Crítica
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O grande chamariz de Os Parças é a união de 4 figuras que fazem sucesso com públicos distintos: notadamente Whindersson Nunes e Tom Cavalcante, junto com Bruno de Luca e Tirullipa. Inegável o alcance individual que esse quarteto possui em cada nicho. Quem por acaso não conhece alguma dessas figuras vale um rápido comentário.

Whindersson possui o maior canal do youtube brasileiro (25 milhões de inscritos). Tom, com 30 anos de carreira, já fez programas como A Escolinha do Professor Raimundo e Sai de Baixo. Tirullipa, filho do Deputado Tiririca, segue bem o estilo do humor do pai. E Bruno tem um programa de viagens, além de ser conhecido como “amigo dos famosos”. Além deles, outros nomes bem conhecidos fazem papéis menores e pontas em Os Parças.

Outra figura de destaque é o diretor Halder Gomes (dos autorais Cine Holliúdy e Shaolin do Sertão). Halder tem um estilo próprio e brinca com a linguagem – a cinematográfica e a falada, trazendo regionalismos nordestinos que divertem de modo genuíno). Ele sabe fazer humor e sabe filmar. Aqui vemos um pouco dele em uma montagem inicial, de resto….

O filme é uma bagunça. Não uma bagunça condizente com o gênero que ele se encontra. Simplesmente o roteiro de Claudio Torres Gonzaga (com ampla experiência na TV) não consegue ter o mínimo de coerência. Sim, mesmo um filme dessa natureza é necessário uma lógica interna. Aqui as situações são absurdas sem querer e quando querem raramente tem graça. Por exemplo: os protagonistas correm e fazem uma pose espalhafatosa aí cai na conta do “ok, isso é uma comédia”. Mas o mote da história ser um figurão contratar uma empresa de quinta, notadamente sem estrutura, aí não dá para engolir.

Os Parças reúne sim talentos variados, mas eles entregam tudo menos um filme. O encontro de gerações acaba soando como “o pior de cada década”. A formação do grupo é feita com uma desculpa absurda e preguiçosa. As constantes explicações de um personagem para outro é basicamente o roteiro duvidando da capacidade do público de entender o filme por si só.

Diálogos, movimentação, situações, tudo fora do tom. O humor é basicamente recheado de gags físicas que vão desde o esteriótipo mais básico, passam por um show de stripper e chegam até dedo no ânus. Além de toda sorte (ou azar, o nosso) de referências à cultura pop: Anita, Tinder, gemidão do zap, É o Tchan, Glória Pires… Além de referência mor: o cantor Fábio Jr. Toda a construção (se é que dá para falar em construção) deste arco (repito o parênteses anterior) é lastimável. Simplesmente é um pedaço de ideia jogado na tela.

A trama tem personagens que estão ali só para agregar um ator/amigo a mais. As reviravoltas são mais estapafúrdias do que engraçadas, como aliás é todo o longa. A cena pós-crédito está lá só para exibir um nome famoso em uma piada novamente sem sentido. A gritaria, correria e falta de viço tiram a malemolência daqueles que brilham nas carreiras solo. E mesmo que você ria em uma cena outra, um filme tem que ser mais que isso…

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Os Parças

Overview

Chantageados e enganados por um ambicioso trambiqueiro (Oscar Magrini), Toinho (Tom Cavalcante), Ray Van (Whindersson Nunes), Pilôra (Tirullipa) e Romeu (Bruno de Luca) precisam organizar uma festa inesquecível de casamento sem nenhum dinheiro no bolso. Caso falhem, terão que lidar com o maior contrabandista da famosa rua 25 de Março em São Paulo, que é também o pai da noiva (Paloma Bernardi).

Metadata
Director Halder Gomes
Writer
Author
Runtime
Country
Release Date 30 novembro 2017

Nota do Razão de Aspecto

 

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[Total: 1    Média: 1/5]
  • Maurício Costa

    Será que o zagueirão da Ponte Preta tava fazendo merchan do filme?