A história do Grinch ficou bem popular na adaptação estrelada por Jim Carrey. Aquele longa tem potencial para agradar diferentes faixas etárias. Já a presente animação tem um foco claro e bem mais delimitado: o público infantil e possivelmente de menos de 10 anos. Tal recorte de modo algum é um problema, pelo contrário aqui se estabelece como um dos méritos já que como entretenimento para os pequenos, O Grinch funciona. Mas crítica não é guia de consumo, a nossa análise deve se pautar em outros elementos. E neste, temos uma expressão cinematográfica um tanto frágil.

A trama segue a dualidade do ser verde e peludo que odeia o natal e os felizes habites da Quemlândia que amam amar a comemoração. Como ponto de equilíbrio e rompimento temos a pequena Cindy Lou que tentará fazer o elo entre essas duas visões, enquanto busca pedir ao papai noel ajuda para a mãe não precisar trabalhar tanto. Este arco dela é uma das poucas coisas menos rasas. Em comparação com a versão já citada, temos um todo muito mais ágil a troco de uma falta de contexto e desenvolvimento. Tal opção privilegia o público, mas deixa o filme esquecível. Por exemplo, o passado do Grinch ou até mesmo ele ser um ícone malvadão e temido são quase que deixados de lado. O foco aqui é só segui em frente.

O Grinch

Na parte visual há um uso de cores bem variadas. Isso na Quemlândia faz todo sentido, mas na caverna do Grinch soa torto. Contudo, usa-se bem o fato de ser uma animação para cometer alguns excessos aventurescos e de piadas que envolvam tropeções. As canções não movem o enredo e poderiam ser descartadas, como vantagem são apenas pontuais e não muito longas. Dificilmente as crianças ficarão com elas na cabeça.

Apesar de algumas poucas referências para os mais velhos, a toada é realmente outra. O humor tem um viés mais brando e quase sem ironias. Temos piadas com cachorros e outros bichos, bebês e o mais pedestre choque “cultural”. Falta uma certa criatividade e ousadia, mesmo considerando a proposta.

Os personagens são pouco delimitados e até soam inúteis, como o amigo de Cindy ou até o “rival” de Grinch. O caráter dos habitantes locais é mostrado quase como uma massa uníssona e sem forma, novamente fazendo a injusta recuperação do filme com o Carrey, lá as personalidades eram mais distintas e até questionáveis.

A versão atual talvez possa servir como diversão (e realce no talvez…) e para nos lembrar que a guerra agora é uva passas e a tortura da música da Simone…com o viés natalino recomendo a animação de 2017 A Estrela de Belém, mesmo eu não sendo afeito a histórias com viés religioso, este me surpreendeu.

OBS ¹: há um curta bem bobinho dos Minions antes da exibição principal. “Amarelo é o novo preto”. Basicamente é uma esquete dos Minions sendo Minions e a escolha soa coerente com o longa, já que ambos são voltados para as crianças e tem pouco a mostrar.

OBS ²: infelizmente a versão para a imprensa (e acredito que a maior parte das sessões para o público) foi dublada.  Independente das vozes serem melhores ou piores que a original é uma pena que não possamos ter contato com o material pensado pelos responsáveis pelo filme. Não quero desmerecer os dubladores locais não é esse o ponto. Porém fica uma avaliação completamente enviesada não escutarmos as vozes . Além desse problema inerente às dublagens, neste filme em específico as canções vieram com áudio original, como por vezes acontece. Criando aquela sensação de algo fora de lugar.

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Overview

O Grinch é um ser verde que não suporta o Natal e, todo ano, precisa aturar que os habitantes da cidade vizinha de Quemlândia comemorem a data. Decidido a acabar com a festa, ele resolve invadir os lares dos vizinhos e roubar tudo o que está relacionado ao Natal.

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Starring: —

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