Megatubarão (The Meg, 2018) – Crítica
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No longa Megatubarão, vemos uma fera gigante, rara, perigosa, que uns admiram e outros temem, enfrentando um tubarão. Sim, Jason Statham encara uma criatura quase do tamanho dele, só comparado ao que já fizera em Velozes e Furiosos quando bateu de frente com o The Rock.

O longa até tenta trazer uma premissa científica com um Tubarão supostamente extinto e a exploração de regiões abissais do oceano, mas no fundo você já sabe o que esperar. Logo no início já temos uma pitada da ameaça, seguida de uma decisão importante que vai repercutir no filme todo e definir a personalidade do nosso protagonista ou pelo menos como os outros o enxergam. Protagonista este que vem para salvar o dia com ares de super herói, até a trilha em alguns momentos flerta com temas nessa linha.

Os personagens secundários são até eficazes em criar algum vínculo com o público. Contudo, são nada além de esteriótipos prontos para morrer ou sobreviver de acordo com a necessidade desejada pelo trio (!) de roteiristas: Dean Georgaris, Jon Hoeber e Erich Hoeber. Por exemplo, temos o antigo amor, o potencial par romântico, a criança fofa, a hacker, o piadista, o rico megalomaníaco, o médico… Com mais ou menos linhas de diálogos, todos esses cumprem funções bem específicas, aliás uma: servir de suporte para Jonas Taylor (Statham) fazer o show.

Megatubarão

Statham entrega o que cabe a ele: uma atuação limitada tecnicamente (um Oscar não é algo que deve preencher as prateleiras da mansão do astro), contudo carismática. Seja no clichê (sim, mais um) do desacreditado bêbado, dito como louco, que é acionado na hora do aperto, ou seja simplesmente aparecendo só de toalha e com o tórax nu, Jason arrancará as emoções divertidas do público enquanto tenta arrancar a pele do Megatubarão que dá título ao filme.

Tal como um certo Steven nos ensinou em 1975, aqui também se resguarda todo o esplendor do tubarão em boa parte do filme. No prólogo, por exemplo, não vemos a ameaça e só sabemos que foi um tubarão pelo “spoiler” no título, em uma semi ironia dramática, por assim dizer. E mesmo depois de dar as caras na totalidade, a grande ameaça se dá pelo “poder” de estar submerso. É a velha máxima: a possibilidade do perigo pode causar mais pavor que o ataque em si.

O visual não impressiona. Há inclusive uma cena de alguma vergonha alheia onde eles param o filme para se exaltar nesse quesito. O porém é que quando se faz algo assim sobe a expectativa e a entrega aqui não convence. A parte debaixo d’água tem um momento de pequeno brilho (no caso até literal), no mais vai no básico – afinal nada pode brilhar mais que Jason Statham (o maior efeito especial do filme acho que é a divisão muscular do ator, não creio que aquilo não seja digital).

Megatubarão

Um dos problemas de Megatubarão é conseguir não ser pleno na simplicidade que ele se propõe. Como filme de terror/monstro é reles. Como ação não tem uma cena marcante. Poderia, então se sobressair como galhofa. De fato rimos algumas vezes naquelas quase duas horas, mas faltou a produção assumir ainda mais essa faceta. Os feitos ficam em um terreno instável. Quer se pautar no “impossível”? Sem problemas, mas caia de cabeça.

Outro ponto que vem como uma âncora desgovernada são as vezes que o filme parece terminar e há uma reviravolta gerando uma esticada. Essas barrigas não chegaram a pesar, porém poderiam dar espaço a momentos mais trabalhados, mais piadas e ou simplesmente uma enxugada.

Mais bem acabado e, pasmem, mais lógico que o Medo Profundo (outro filme com essa temática em 2018), Megatubarão pode funcionar como diversão escapista, todavia não será lembrado para além daquela sessão.

PS: eu sou um ferrenho crítico do 3D, principalmente por atrapalhar a fotografia. Isso à parte, o uso aqui está bem interessante, inclusive a ponto de me fazer quicar na cadeira.

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Megatubarão

20181 h 53 min
Overview

Na fossa mais profunda do Oceano Pacífico, a tripulação de um submarino fica presa dentro do local após ser atacada por uma criatura pré-histórica que se achava estar extinta, um tubarão de mais de 20 metros de comprimento, o Megalodon. Para salvá-los, oceanógrafo chinês (Winston Chao) contrata Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador especializado em resgates em água profundas que já encontrou com a criatura anteriormente.

Metadata
Director Jon Turteltaub
Writer Belle Avery, Erich Hoeber, Jon Hoeber
Author
Runtime 1 h 53 min
Release Date 9 agosto 2018

Nota do Razão de Aspecto

 

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