Maze Runner: A Cura Mortal (2018) – Crítica
Maze Runner

Maze Runner: A Cura Mortal encerra a franquia tendo dois méritos no terceiro filme: mudar de ambiente em cada longa da série e ser de fato um final, não deixando grandes ganchos. E quando eu digo dois méritos, leia APENAS dois méritos. Pois todo resto é um desastre quase completo.

A primeira cena é enérgica, mas de uma energia artificial. E ali já vemos alguns elementos que vão compor o todo. Pressa (sem trocadilho com o título), conveniência, desequilíbrio dos elementos, falsa sensação de perigo. Tudo isso está nos minutos iniciais e de alguma forma travam outros momentos do filme.

Maze Runner

Tudo é resolvido de maneira simples: é um personagem que chega do nada, ou então um personagem que chega do nada montado em uma traquitana, ou um personagem que chega do nada montado em uma traquitana no exato local para salvar o dia.

Maze Runner: A Cura Mortal confunde agilidade com bagunça. Somos convidados a pular de uma cena para outra sem o devido trajeto, talvez como fases isoladas de um vídeo game antigo pudesse funcionar… como história não. Fico me perguntando se foi opção na montagem ou se sequer foram filmadas essas lacunas. E quando quer emocionar temos cenas alongadas e com uma trilha insistente e piegas – vide os minutos finais.

Como por diversas vezes o grupo se separa, era de bom tom que a gente circulasse entre os núcleos. Contudo, com frequência estamos vendo algo enquanto o filme ignora todo o universo ao redor. Pensamos: “ok, esse diálogo quer se importante, mas o mundo lá fora não está sendo destruído?”

Não raro Maze Runner: A Cura Mortal utiliza os recursos de colocar os heróis em perigo para logo abrandar a situação. Até quando a decisão não é favorável, vem na cena seguinte algo para amenizar. Algumas decisões podem soar corajosas, no entanto, é de uma coragem covarde. Tudo maquinado para gerar um sentimento nada sutil.

Maze Runner

Na atuação temos altos (médios, para ser justo) e baixos. Dylan O’Brien (Thomas) evoluiu em relação aos primeiros filmes. Thomas Brodie-Sangster não dá conta do arco que o Newt pede. Kaya Scodelario (Teresa) lembra os piores momentos de Kristen Stewart no Crepúsculo.

Personagens genéricos e em excesso (mal de franquia genérica e com premissa batida?), elenco irregular, história pobre, direção confusa, parte visual poluída. Maze Runner nunca foi uma excelente franquia, mas em especial o primeiro entrega elementos mais interessantes do que esta bomba.

Not rated yet!

Maze Runner: A Cura Mortal

Por: https://www.gfilmes.com

Overview

Por trás de uma perspectiva cura para o Fulgor, Thomas (Dylan O' Brien) descobrirá um grande plano, executado por Cruel, que poderá trazer decorrências catastróficas para a humanidade. O protagonista, então, decide entregar-se para o Experimento final.

Metadata
Director Wes Ball
Writer
Author
Runtime
Release Date 17 janeiro 2018

Nota do Razão de Aspecto

 

O que você achou?

 
[Total: 3    Média: 2.3/5]