Máquinas Mortais (Mortal Engines, 2018) – Crítica
Máquinas Mortais

Máquinas Mortais é o exemplo mais típico do que um blockbuster tem de pior a oferecer. Efeitos caros (e não necessariamente bons), explosões e uma história pífia. Nas primeiras cenas, quando o filme te joga na ação sem explicação não é de todo ruim… é apenas genérico. O grande problema é quando ele explica…

Eu fico na dúvida se os realizadores acham que o público tem 5 anos ou se eles próprios têm aquela idade (vale dizer que Peter Jackson está por trás do projeto, como produtor). A história se passa em um futuro distópico – sim, mais um… e bem não importa muito mais, só saber que teremos aspirantes a heróis improváveis e um vilão malvadão querendo fazer malvadezas.

TODOS os diálogos e movimentos são antecipáveis. Há um desfile incontável de frases de efeito, olhares fixos para a câmera (o popular carão) para declamar tais pensamentos, enquanto o mundo se explode atrás.

Máquinas Mortais

Exemplos das maravilhas: “Encaro qualquer coisa… Até a morte, desde que meu espírito esteja livre… ” ou então um personagem não humano explica que ele se vê nos reflexos de máquinas e concluí “elas não tem coração”. Algo pega fogo e alguém diz “abriram as portas do inferno na terra”. Quando não, temos personagens caindo em fossos em movimentos melodramáticos, além do glorioso raio azul gigante disparado para o céu.

Tudo no filme é dito da forma mais tacanha possível, como perceberam. E por vezes o recurso usado para nos apresentar o que acontece é o espinhoso flashback. Raramente utilizado de maneira correta no cinema, aqui é totalmente equivocado. Reforça-se o que já foi mostrado e dá um ar de melodrama. Parabéns para quem conseguir chorar aqui… suspeito que o filme tentou algo essa reação umas duas vezes.

Máquinas Mortais
O arco do nosso protagonista (Robert Sheehan) faz um check list de produções do gênero. Do jeito meio atrapalhado/fracassado que logo é substituído por um vigor heroico. Os aliados, em especial Hester Shaw (Hera Hilmar), por assim dizer coprotagonista. Além de inúmeros parceiros qualquer coisa que servem para uma coisa em específico. Nós sabemos perfeitamente aonde Máquinas Mortais vai chegar e quando tudo dá errado surge um vendaval de deus ex machina, justamente esses “amigos”.

Hugo Weaving está aqui porque precisa pagar as contas… Fico me perguntando se ele realmente precisa de um filme assim… mas vá saber quando o cidadão quer trocar de carro… A personagem da filha dele é totalmente dispensável apesar de ter um tempo em tela grande, o companheiro dela então….

A mitologia criada é muito jogada. Repete-se muito determinados pontos, deixa-se lacunas indesejáveis em outros. Há uma sensação de potencial desperdiçado, dava para usar esses mesmos elementos (cidades que locomovem, futuro distópico, problemas familiares) e fazer um filme ok.

Máquinas Mortais já entra no hall das bombas lançadas no Brasil em 2019 (por enquanto, ao lado de Dragon Ball Super: Broly, mas relaxa que mais coisa ruim virá…).

Not rated yet!

Engenhos Mortíferos

20182 h 08 min
Overview

Anos depois da "Guerra dos Sessenta Minutos". A Terra está destruída e para sobreviver as cidades se movem em rodas gigantes, conhecidas como Cidades Tração, e lutam com outras para conseguir mais recursos naturais. Quando Londres se envolve em um ataque, Tom (Robert Sheehan) é lançado para fora da cidade junto com uma fora-da-lei e os dois juntos precisam lutar para sobreviver e ainda enfrentar uma ameaça que coloca a vida no planeta em risco.

Metadata
Director Christian Rivers
Writer
Author
Runtime 2 h 08 min
Release Date 6 dezembro 2018

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