Manifesto (2017) – Crítica
Posters para "Manifesto"
Manifesto, originalmente, era um conjunto de filmes para uma instalação artística audiovisual, que, posteriormente, foi montado como longa metragem. O filme teve sua première no Festival de Sundance 2017, no Library Theater, à qual tive o prazer estético de comparecer.
Em Manifesto, Cate Blanchet interpreta treze personagens em monólogos encenados de diferentes manifestos artísticos do séculos XIX e XX, com destaque para o Manifesto Comunista e  as vanguardas europeias, passando pela Pop Art, pelo Fluxus, por Lars von Trier e Jim Jarmusch, da política às artes plásticas e às artes audiovisuais.
Como se pode imaginar, não se trata de um filme para público de massa, porque demanda conhecimento mais do que médio sobre os movimentos artísticos aos quais o filme faz referência. Apesar disso, Manifesto funciona como obra isolada, graças ao bom trabalho de direção Julian Rosefeldt e ao talento de Cate Blanchet. Além das lindas trilha sonora, fotografia, figurino e direção de arte, Manifesto tem um senso de ironia impagável, com destaque para as cenas do Manifesto Dadaísta e do Dogma 95. Se as premiações fossem realmente baseadas somente no talento e na qualidade, Cate Blanchet seria novamente indicada e venceria os Oscar de melhor atriz, sem sombra de dúvidas. Infelizmente, se a vida não é justa, não há razão para esperarmos que as premiações o sejam.
Esta linda ode à arte chega ao Brasil em um contexto muito apropriado, quando se faz mais do que necessário reforçar a importância da liberdade artística e da arte como formadora da civilização. Nunca é demais repetir aquilo que alguns grupos sociais fazem questão de ignorar ou entender.
Confira o vídeo especial de Maurício Costa na cobertura do Conexão Sundance:
Quer mais sobre o Festival de Sundance 2017? Confira:
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Manifesto

Overview

Os históricos manifestos de arte podem ser aplicados à sociedade contemporânea? É isso o que Cate Blanchett tenta responder ao explorar os componentes performativos e o significado político de declarações artísticas e inovadoras do século XX, que vão dos futuristas e dadaístas ao Pop Art, passando por Fluxus, Lars von Trier e Jim Jarmusch.

Metadata
Director Julian Rosefeldt
Writer Julian Rosefeldt
Author
Runtime
Country  Australia Germany
Release Date 15 junho 2017

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