Laranja Mecânica (1971) – Ultraviolência em defesa do livre arbítrio e dos direitos humanos
Posters para ""

Cenas das críticas anteriores

A odisséia de Kubrick começa com três curtas jornalísticos e Fear and Desireum longa um tanto problemático. Depois se aventura pelo cinema noir, com A morte passou por perto O grande golpe.

Glória feita de sangue marca o jovem diretor como um dos maiores talentos de sua geração, o que lhe rende o convite para dirigir o épico Spartacus. Depois ele se aventura pela comédia, com LolitaDr. Strangelove.

A comédia sobre o apocalipse nuclear marca uma guinada em direção a discussão da relação entre homem e máquina. E com isto abre caminho para a mais ambiciosa e maior narrativa do diretor: 2001 – Uma odisseia no espaço. Mas o que fazer depois de alcançar as estrelas e transcender os limites da humanidade? A maior obra de Kubrick se encerra com o olho da Criança Cósmica pairando sobre todos nós, com sua assustadora promessa de sermos mais que humanos.

E no seu próximo filme, já na primeira cena, o olho que nos encara é o de Alex DeLarge. É a hora de mergulharmos na mente de um estuprador e assassino, alguém que tem por diversão a violência. Ou melhor, a ultraviolência. E prepare-se: você terá pena dele.

Laranja mecânica

Uma coisa que não se pode acusar Kubrick é de covardia artística. A cada filme ele parece se reiventar, e arriscar cada vez mais seu pescoço em polêmicas. Ao invés de sentar sobre o trono de seus sucessos passados, e repetir-se em estilos, temáticas e gêneros, temos o oposto. Saiu de um épico para duas comédias com temas politicamente incorretos. Um social e sexual, o outro, político. Logo após, 2001 foi o projeto mais ambicioso e mais bem sucedido do diretor. Um filme de um sub-gênero juvenil (ficção científica) que rompeu os limites ao ser uma história mitológica e filosófica. Com isto Kubrick garantiu seu nome junto ao público jovem de ficção científica. E ignorou isto completamente em seu projeto seguinte.

Entre 2001 Laranja Mecânica o diretor se dedicou ao seu projeto inacabado mais famoso: Napoleão. Sua pesquisa sobre o general francês foi tamanha que Kubrick afirma ter visto todos os filmes e ter lido mais de 100 livros sobre o personagem. Dizem que ele tinha um catálogo com todos os lugares onde Napoleão esteve, em todos os dias de sua vida. A ideia era fazer um épico histórico com cenas de batalha in loco e o uso de dezenas de milhares de figurantes. Uma primeira versão do roteiro chegou a ser escrita, antes do projeto ser cancelado pelo altíssimo orçamento e pelo lançamento do filme Waterloo na mesma época, o que deixou os estúdios duvidosos da viabilidade do projeto. Muito da pesquisa para Napoleão acabou se tornando proveitosa para as filmagens de Barry Lyndon, 6 anos depois.

Recepção pela crítica e acusações.

Mas entre Napoleão Barry Lyndon Kubrick se dedica a seu mais polêmico projeto. Baseado no livro de Antony Burgess, Laranja Mecânica gerou uma histeria moralista na imprensa inglesa. Kubrick foi acusado de glorificar a violência e seu filme foi associado a diversos crimes tanto por jornalistas como até mesmo por juízes penais em suas sentenças. A reação foi tão furiosa que Kubrick e sua família chegaram a receber ameaças de morte anônimas. Por conta destas ameaças, o diretor pediu para os estúdios Warner retirar o filme dos cinemas britânicos, e foi atendido, apesar do enorme sucesso de bilheteria. A Warner não apenas retirou todas as copias em exibição na Inglaterra, como não lançou o filme em vídeo VHS ou DVD no Reino Unido. Somente após a morte de Kubrick, em 1999, que o público britânico pode voltar a assistir ao clássico.

Mesmo fora da Inglaterra Laranja mecânica foi acusado e repudiado como moralmente perigoso.  O filme foi condenado pela Igreja Católica nos Estados Unidos, o que proibia os fiéis de assistí-lo. No Brasil o filme foi proibido em 1971, e liberado apenas em 1979, mas com ridículas tarjas pretas cobrindo as cenas de nudez.

E não só governos e religiosos que repudiaram a moralidade do filme. Mesmo a crítica especializada foi bastante cruel. Roger Ebert chamou o filme de “uma bagunça ideológica” . Pauline Kael chamou Kubrick de “um pornógrafo ruim”. Mesmo sendo um sucesso de público e sendo indicado e levando diversos prêmios, Laranja Mecânica conseguiu irritar e ofender conservadores e liberais, esquerdistas e direitistas. Foi acusado de ser fascista e também de incentivar a libertinagem e a subversão.

Até mesmo o autor do livro teve suas restrições com os “perigos morais” do filme. Apesar de considerar a obra genial em vários aspectos, Burgess considerou que o filme ressaltou alguns aspectos potencialmente perigosos da história, em especial por não utilizar do capítulo final do livro, que conta uma espécie de redenção para Alex. Com o passar dos anos a reprovação de Burguess foi se tornando cada vez maior.

Diz o ditado que não existe verdadeira arte sem risco. Kubrick sempre se arriscou em seus filmes, mas em Laranja Mecânica ele levou este risco ao máximo.

Orçamento mínimo

Kubrick talvez tenha se traumatizado com o porte de 2001. Com um orçamento previsto inicialmente de 5 milhões de dólares, e lançamento previsto para o natal de 1966, o filme só foi lançado em abril de 1968, e depois de 12 milhões de dólares de despesas. Talvez por isto o diretor quis provar que conseguia fazer uma obra prima sem esta montanha de recursos. Ou talvez tenha sido o fracasso do projeto Napoleão, que prometia um filme de porte similar no que se refere ao tamanho da produção.

O fato é que Laranja mecânica é um filme financeiramente minimalista. Quase todo o filme é feito em locação, com apenas três cenários montados: o Korova Milk Bar, a entrada da prisão e o banheiro onde Alex toma um banho de banheira no terceiro ato. Todas as outras cenas são locações em Londres. Kubrick exigiu que todas as cenas fossem feitas em locais onde ele pudesse chegar de carro, saindo de sua residência. O uso das paisagens urbanas de Londres da década de 70 dão um ar decadente e de um futuro do pretérito bastante curioso. É uma visão de como os anos 70 acreditavam que seria o mundo de hoje.

Outras formas de economia mais heterodoxas ocorreram. Malcolm McDowell conta que os 4 dias que passou com Kubrick gravando o aúdio de sua narração foram bastante extenuantes. Para relaxar entre as sessões de gravação, o ator passou horas jogando tênis de mesa com o diretor. Quando foi receber o cachê por seu trabalho, Mcdowell ficou surpreso ao ver o valor de apenas dois dias de trabalho. Kubrick havia descontado as horas de tênis de mesa do pagamento. Seja como for, o orçamento final foi de apenas 2 milhões de dólares, um sexto do gasto em 2001.

Alex como narrador visual

Uma das escolhas mais estranhas do filme é a escolha de Malcolm McDowell como Alex. No livro de Burgess o personagem  tem 15 anos. No filme, é claramente retratado em idade escolar. Mcdowell tinha 29 anos quando participou do filme. Porque escolher um adulto para interpretar um adolescente? A explicação mais típica se baseia na censura, na dificuldade que seria, em 1971, de fazer um ator juvenil participar dos tipos de cena com tanto sexo e violência. Mas por mim esta explicação não convence.

Primeiro temos Lolita. Nove anos antes Kubrick conseguiu colocar uma atriz de 14 anos como protagonista de uma história tida como praticamente pornográfica. Além disto, não seria difícil encontrar um ator de 18 ou 20 anos, com cara de garoto, para o papel. E mesmo assim por diversas vezes Kubrick comentou que Mcdowell foi sua única escolha possível para interpretar Alex. Chegou até a afirmar que se o ator não aceitasse o papel, ele teria desistido do projeto. Qual o motivo? Grande parte devido ao desempenho do ator em if…, um filme de 1968 onde Mcdowell interpreta um estudante rebelde e violento. Mas acredito que, além disto, o diretor queria um Alex com aparência mais adulta.

Se observamos com atenção, os droogs de Alex também são atores de 20 e tantos anos. Assim como os membros da gangue de Billy Boy, e as duas garotas que ele encontra na loja de discos. Mas perceba o quanto das atitudes destes jovens adultos são completamente infantis. A forma como as duas “mulheres” chupam pirulitos na loja de disco.  Dim brincando de carrinho com um pneu enquanto espera por Alex. E os adultos? Temos mulheres com roupas e cabelos infantilizados, em especial a mãe de Alex. E todo adulto, ao se dirigir a Alex, o trata com posturas professorais e/ou autoritárias. Não se engane: a idade aparente dos atores é como Alex enxerga a maturidade dos personagens. Adolescentes vistos como homens, crianças como mulheres, e adultos como crianças.

Isto leva a alguns pontos polêmicos. Por exemplo, a violência é retratada como algo belo e divertido. As mulheres, quando não são vistas de modo ridículo (como a mãe de Alex), são hiper-sexualizadas e objetificadas. Isto gera um óbvio desconforto, e em muita gente, revolta. Kubrick retrata o mundo sob a visão de Um psicopata, não para que aceitemos ela, mas sim para nos deixar desconfortáveis e fora de sintonia. Há beleza e carisma na visão do psicopata. O que o torna ainda mais perturbador.

Esta visão distorcida do mundo fica clara no uso das lentes grande-angular. Toda vez que a câmera exibe o mundo sob o ponto de vista de Alex temos o uso de uma lente olho-de-peixe, o que gera distorções óticas na periferia da imagem. Uma visão um tanto onírica e distorcida de mundo.

A história narrada em Laranja mecânica não é um retrato do mundo. É a versão de Alex de uma distopia.

A bagunça ideológica

Mas afinal de contas, o que há de tão perverso e imoral em Laranja Mecânica? A primeira questão é bem direta e óbvia. É um filme com muita violência, e muito sexo. Mesmo para os padrões de hoje. Mas não é apenas isto. É a forma como a violência é mostrada, e com que objetivo. A escolha de Alex DeLarge como protagonista leva ao público ao limite da moralidade padrão.

A história de Laranja Mecânica é um dos exemplos mais nítidos da clássica divisão de um roteiro em três atos. No primeiro ato conhecemos Alex e seus droogs. Percebemos que eles são um grupo de jovens, em idade escolar, que tem por principal hobby a prática da ultraviolência. Eles espancam, roubam e estupram apenas pelo prazer. A forma como a violência é retratada no filme reflete esta visão.  O espectador vê os atos mais repugnantes sendo retratados como algo leve, divertido, quase cômico.

Há uma estética quase artística da violência, notável na cena de estupro em um palco de teatro da gangue de Billy Boy. No confronto quase circense entre Billy Boy e Alex. No balé fálico entre Alex e a mulher dos gatos. E principalmente na famosa cena do estupro ao som de Cantando na Chuva. Uma das cenas improvisadas mais famosas da história do cinema. Após três dias de constantes ensaios e dezenas de takes, Kubrick parecia insatisfeito com qualquer tentativa da cena. Até que pede para Malcolm McDowell cantar e dançar algo, para mostrar quão divertido era para Alex aquela cena. A única música que veio a cabeça do ator foi Cantando na Chuva. Sem ensaio prévio, McDowell destrói o cenário bailando e sapateando, finalizando com os estupro da esposa e espancamento do marido. Isto ao som de um dos maiores clássicos de Hollywood.  Nós, espectadores, não apenas percebemos o sofrimento da vítima, como sentimos toda a diversão na cabeça do estuprador.

Combinado com esta vivência da alegria demente, temos também uma partilha do senso estético do protagonista sociopata. A paixão de Alex por Beethoven não é apenas um recurso para uma excelente trilha sonora, como principalmente um meio de percebemos uma espécie de busca nobre e doentia de arte. Não só a interpretação doentia de McDowell garante isto, como principalmente o excelente uso de câmera de Kubrick. Até mesmo uma escultura imóvel dança diante da câmera. Com uma iconoclastia perversa. E enquanto ouvimos a Ode a Alegria percebemos o que alegra o protagonista.

Não esqueçamos do linguajar. Temos uma conbinação da gíria nadsat criada por Burguess com um estilo de uma prosa quase em verso de Alex. Percebemos a cada fala uma erudição temperada com desprezo, ironia e uma inteligência feroz. Terminamos o primeiro ato odiando um sociopata desumano, mas inegavelmente carismático, criativo e conquistador. Ao retratar a monstruosidade de Alex, Kubrick nos obriga a reconhecer algo terrível: uma parte de nós entende por que ele se diverte daquele modo. Percebemos a beleza e o prazer por detrás do horror. Sentimos que temos aquele monstro ultraviolento dentro de nós.

O segundo ato é a queda de Alex. Traído por seus droogs, ele acaba preso pelo assassinato da mulher dos gatos e condenado a 14 anos. Lá é exposto a uma máquina estatal totalmente fascista, reduzido a um número, desumanizado. O visual da prisão, seu diretor, e em especial os guardas são referências visuais nítidas ao nazismo. Sob violência dos guardas e ameça sexual dos detentos, Alex teme por sua integridade física e por sua vida. Para escapar se torna um prisioneiro modelo, manifestando um arremedo de religiosidade e bom comportamento, e se oferece como cobaia ao Tratamento Ludovico.

E o tratamento o  transforma em uma Laranja Mecânica. Externamente doce e vivo, internamente mecânico e sem livre arbítrio. Graças ao tratamento, toda vez que Alex se depara com a violência, ou quando tenta ser violento, sofre um intenso mal estar, comparável com a sensação de morrer. E graças a esta suposta cura, é liberado da prisão.

O terceiro ato consiste ao retorno do prisioneiro para casa. Lá ele é confrontado com suas antigas vítimas e companheiros, e sofre repetidos atos de violência e vingança. E o papel se inverte totalmente. O agressor torna-se vítima, de violência física, mental, e de um jogo político e midiático. E apesar de ainda odiarmos Alex, e vermos nele o que há de pior no ser humano, nos compadecemos de seu sofrimento e torcemos por sua libertação.

É nesta reviravolta sentimental que reside o brilhantismo da história, e é aí que liberais e conservadores se sentem desconfortáveis. Nós torcemos por um monstro e sofremos com seu sofrimento. Nós nos compadecemos dele. Se a história fosse sobre um prisioneiro inocente, ou mesmo um terrível criminoso redimido, sofrendo abusos de um governo autoritário, teríamos uma história comum. Ao escolher um monstro irrecuperável como vítima, tudo se transforma.

É fácil se compadecer de uma injustiça sobre um inocente. Difícil é se compadecer de uma violência contra alguém que sentimos que merece sofrer. Ao nos forçar a sentir pena de Alex, Kubrick nos violenta a alma, mas ensina uma lição. A violência não depende da natureza da vítima. E se somos realmente humanos, iremos nos sentir mal e enojados contra qualquer forma de violência.

A cura

O final do filme é cruelmente ambíguo. Alex é claramente “curado”, mas não sabemos exatamente do que. É fato que fizeram algo para reverter o Tratamento Ludovico, e nosso protagonista voltou a conseguir lidar com instintos violentos sem acessos de mal estar. E voltou a conseguir ouvir Beethoven. Alem disto, faz um claro pacto com Frederick, o Ministro do Interior. Mas usa as mesmas palavras que usou com seu advogado, Sr. Deltoid. Exatamente as mesmas palavras. E sabemos como foram insinceras na primeira vez.

Enquanto escuta prazerosamente a música que antes o torturava, Alex delira com uma cena de sexo. Sem violência, com a mulher por cima, enquanto é aplaudido por uma platéia vitoriana. E declara em tom de vitória: “Eu já estava curado”. O que isto representa? Uma volta ao jovem impulsivo e violento? Um adulto maduro capaz de mascarar seus impulsos e com isto conseguir a aprovação da sociedade?

É uma cura da psicopatia ou do Tratamento Ludovico? Percebemos, pela postura cínica e agressiva nos diálogos com a psiquiatra, com os pais, e com o Ministro do Interior, que ele continua ácido, agressivo, iconoclasta e perigosamente sem empatia. Vemos o prazer que ele sente em voltar a ter as rédeas de sua vida. Mas parece sentir o mesmo prazer desviante de sua época de ultraviolência.

Diferente do livro, que continua a história com uma espécie de redenção do personagem, não sabemos ao certo o que representa a cura. Não confiamos em Alex no final. Tememos sua propensão ao sadismo sem limites. Mas se ele ainda é uma ameaça a sociedade, isto pouco importa. O que importa é o fim da Laranja Mecânica e a volta do ser humano.

A mensagem final de Laranja Mecânica é mais atual que nunca. Em um momento que a sensação de insegurança perante a violência é assunto cada vez mais relevante, temos que ver e rever esta obra. E aprender que há preços altos demais para a segurança. E que o prazer que sentimos em ver um vilão monstruoso sofrer não tem nada de similar a justiça. Na verdade, o lado que comemora o sofrimento de Alex é o lado que temos em comum com ele. Nenhuma prisão e nenhuma forma de sofrimento deveria ser motivo de comemoração. Justiça não é fazer os maus sofrerem.

Cenas da próxima crítica

Terminamos a saga de Alex Delarge com uma cena de sexo diante de uma platéia vitoriana. E a Odisséia de Kubrick recomeça com um romance repleto de sexo e violência passado na Inglaterra do século XVIII. Barry Lyndon divide com De olhos bem fechados a honra de ser o filme da fase madura de Kubrick menos bem quisto pela crítica. E foi seu único fracasso financeiro desde Glória feita de Sangue.

Lançado no mesmo ano que TubarãoBarry Lyndon é o oposto da Nova Hollywood, e principalmente da recém criada linguagem de blockbusters. É um filme lento, sem grandes conflitos, reflexivo. Foi recebido como uma obra tecnicamente impressionante, mas sem alma e pretensiosa.

Hoje é visto como talvez o filme mais subestimado do diretor. Um dos grandes candidatos a melhor fotografia da história do cinema, Barry Lyndon deve figurar entre os clássicos por sua elegância. E além de ser um dos filmes mais belos já feitos, é uma potente história sobre o peso da ambição e a busca da felicidade. O retrato frio de um homem sem moral, remorso, e sua história em um mundo belo, violento e indiferente: o mundo humano.

 

 

Not rated yet!

Laranja Mecânica

As aventuras de um jovem rapaz cujos principais interesses são estupro, ultra-violência e Beethoven.

19712 h 16 min
Overview

Laranja Mecânica é um dos maiores trabalhos de Stanley Kubrick e trata de um gangue de perigosos adolescentes numa Inglaterra do Futuro. Um dos membros do gangue tenta desligar-se mas é espancado pelos demais e deixado ao abandono para ser apanhado pela polícia. A polícia então oferece a opção de ele entregar o resto do gangue ou passar um longo período atrás das grandes. Enquanto atrás das grandes, este jovem é submetido a um tratamento experimental para recuperar jovens criminosos, expondo-os às mazelas que eles mesmos infligiam a sociedade.

Metadata
Director Stanley Kubrick
Writer
Author
Runtime 2 h 16 min
Release Date 18 dezembro 1971

Nota do Razão de Aspecto

 

O que você achou?

 
[Total: 1    Média: 5/5]