Han Solo: Uma História Star Wars (2018): Honra o Personagem – Crítica
Han Solo: Uma História Star Wars

Star Wars é, sem dúvidas, uma das franquias de maior sucesso de todos os tempos. A história de Luke/Vader/Rey atrai milhões de fãs e bilhões de dólares. Há dois anos foi lançado Rogue One: Uma História Star Wars. A proposta era estar no mesmo universo, porém de forma independente contando um outro lado da história. Agora com Han Solo: Uma História Star Wars seguimos pelo mesmo caminho.

Confira aqui as nossas críticas dos filmes anteriores:

Episódio VII: O Despertar da Força
Rogue One: Uma História Star Wars
Episódio VIII: Os Últimos Jedi

Como título sugere, o foco é um dos personagens mais queridos da saga: Han Solo (na versão clássica, eternizada pelo insubstituível Harrison Ford, agora com o Alden Ehrenreich). Superar o carisma e o nosso carinho por Ford é algo que o jovem Ehrenreich não conseguiria, são 40 anos contra 2 horas.

Porém é tão injusta quanto natural tal comparação. O que podemos é, tentar, analisar como inspiração sem perder os toques próprios. Nesse sentido o trabalho do ator é bem honesto. Qualquer rejeição parte mais dos fãs ranzinzas (eu?) do que propriamente um erro interpretativo ou de escalação. Alden tem a desenvoltura que um malandro precisa, o vigor de um herói aventuresco e um charme falso que convence, além dos cacoetes com a arma e o sorriso que víamos em Ford.

Han Solo: Uma História Star Wars

Esta aventura – e estamos diante da palavra chave, talvez ao lado de nostalgia – propõe-se a algo que cumpre com excelência: uma leveza oposta ao Rogue One. Não pondero que uma proposta é melhor que a outra, ambas são válidas. Apesar de ter um texto com algumas discussões, isso é tangente à trama do personagem título.

Perseguições, mcguffin, lutas em alta velocidade em cima de um trem, traições, surpresas… Han Solo: Uma História Star Wars tem todos esses clichês. A beleza do longa reside na simplicidade. Ainda assim, temos uma redução do maniqueísmo – os personagens aqui tem um certo grau de imprevisibilidade.

A ampliação do universo não é pesada como nos dois filmes mais recentes (leia-se Rogue One e Os Últimos Jedi). Naqueles os acréscimos, seja interno ou estrutural, reverberam. Aqui, vemos novos droides, mundos e seres, nada significativo pra série, contudo fazendo jus à franquia.

Confira o ranking com todos os filmes de Star Wars, antes do lançamento deste.

Se Han Solo tem o devido destaque, não ficam pra trás os coadjuvantes. Cada um com uma personalidade marcante e, dentro de um espectro simples, complexa. Woody Harrelson faz um Becket que pode servir de espelho para um futuro Han. O ator dá um show e cada vez que aparece o filme cresce. Talvez por ser um personagem inédito e não sofrer com comparações ele leve vantagem, mas fato é que a presença dele é fundamental.

Qi’ra (Emilia Clarke) vai ganhando camadas ao longo do filme. Não posso falar muito para evitar spoiler, porém ela não é apenas uma mocinha indefesa, como um pedaço do longa sugere e como seria outrora. Ainda nas personagens femininas fortes, Phoebe Waller-Bridge dá voz a nova droide: L3. Esta vem com uma sacada divertida erguendo uma bandeira inesperada. Paul Bettany traz um personagem de visão. Trocadilhos à parte, toda a composição do ator/personagem, dentro dos limites do objetivo, é funcional.

Han Solo: Uma História Star Wars

Lando faz com que Donald Glover se divirta e nos divirta. O protagonista da obra prima musical “This is America”, tem espaço para brilhar – faltar espaço em Star Wars seria uma contradição e tanto… Apesar de um arco bem óbvio.

Agora quem retorna e domina o filme é o nosso macio, feroz e parceiro Chewbacca (agora na pele de Joonas Suotamo). A primeira aparição já ganha toda a tela e até o momento naquela nave especial, que faz aplausos surgirem. A química com o novo Han é quase tão boa quanto a clássica.

Nem tudo são flores. Há uma dose a mais de diálogos explicativos. Logo de cara e em momentos fundamentais, os responsáveis pela obra decidiram segurar o público pela mão. Essa opção é geralmente ruim. Sinto que faltou um pouco de Star aqui. A coisa é muito pé no chão, interna e às vezes pobre. Já o Wars tem uma presença mais digna (nada genial, diga-se). Outro ponto que é passível de ponderação é o ritmo. Sentimos as 2h15 e tal peso é agravado pois queima-se a largada. Depois de alguns minutos parece que o filme se reinicia e mais para o final muda-se bruscamente de tom novamente – a mudança de diretor pode ter afetado essa dinâmica.

Para os fãs, temos momentos queridos que só Star Wars entrega. Coisas pequenas como a citação a um planeta, coisas um pouco maiores como uma questão nominal e até uma participação surpreendente de um personagem antigo, soa um pouco gratuito é verdade, mas pode ser uma semente para filmes futuros e é um deleite para quem acompanhou todos os filmes, até os ruins. Um certo percurso também é citado e duas frases clássicas desvirtuadas (no melhor sentido).

Este não é um despertar de força alguma, mas como disse o velho Han naquele filme: “Chewie, estamos em casa”.

Confira a nossa Mesa Quadrada, papo COM spoilers sobre o filme:

Mesa Quadrada – Solo: uma história Star Wars

Posted by Razão de Aspecto on Thursday, May 31, 2018

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Han Solo: Uma História de Star Wars

20182 h 15 min
Overview

As aventuras do emblemático mercenário Han Solo (Alden Ehrenreich) e seu fiel escudeiro Chewbacca (Joonas Suotamo) antes dos eventos retratados em Star Wars: Uma Nova Esperança, inclusive encontrando com Lando Calrissian (Donald Glover).

Metadata
Director Ron Howard
Writer
Author
Runtime 2 h 15 min
Release Date 23 maio 2018

Nota do Razão de Aspecto

 

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