Crimes em Happytime (2018) – Deadpool com Festa da Salsicha- Crítica
Crimes em Happytime

Primeiro: Crimes em Happytime tem classificação indicativa de 16 anos. Os responsáveis podem se perguntar por que um filme aparentemente fofo, com fantoches, precisa ser “proibido” para os jovens de até 15 anos.

Se as palavras crime e sexo presentes no cartaz não são suficientes para dar uma pista, adianto que logo nas primeiras cenas temos um polvo masturbando uma vaca (sim, todos fantoches, mas o peso da cena está lá – afinal vacas são pesadas…). Fora isso, o mote aqui passa por esquartejamento e um politicamente incorreto nível Deadpool/Festa da Salsicha.

Eu definiria Crimes em Happytime como deliciosamente doentio. Por essa descrição já dá pra sentir o tom. Mas do que trata exatamente essa orgia com meias? No universo proposto, fantoches e humanos circulam pelas ruas. Contudo, há um racismo pra lá de explícito destes com aqueles, qualquer semelhança simbólica com a nossa história não é mera coincidência…

Crimes em Happytime

Outrora havia um programa de comédia de sucesso na televisão, o The Happytime Gang, que integrava bem as duas raças (e aqui o termo cabe). Hoje, porém, a coisa não anda tão bem harmoniosa, a ponto dos integrantes daquele show começarem a ser brutalmente assassinados.

Entra em cena Phil Phillips, um detetive ex-policial, que tentará solucionar o caso ao lado da ex-parceira humana a Detetive Connie Edwards (Melissa McCarthy), sim, Phil é também um fantoche e sofrerá preconceito – algumas vezes justificado – com isso.

Embalado em partes nos filmes noir, onde vemos uma narração melancólica, a mulher fatal, um detetive problemático e caminhos pouco ortodoxos para se chegar à solução, Crimes em Happytime tem essa camada a mais para não ficar a piada pela piada. E digo em partes, pois o clima soturno dá vez ao extremo oposto. O que cria, mais um, contraste pra lá de estranho e criativo.

Crimes em Happytime

As piadas dariam orgulho ao Seth Rogen e equipe. Tem personagem ejaculando no teto, comentários sobre pelos pubianos (estes devidamente focalizados), 3 palavrões a cada meia palavra, parece um humor de colégio…. Mas dentro da névoa da fumaça do cigarro dos personagens cabe perfeitamente.

O mais curioso, Crimes em Happytime é dirigido por Brian Henson. Que dirigiu os filmes mais recentes do Muppets e é filho de Jim Henson, criador dos personagens. E agora você não verá mais Caco, Piggy e Gonzo da mesma maneira…

Vale falar da parte técnica. A variedade de bonecos também impressiona, vide a foto acima. E até o processo de “branqueamento” está presente como crítica, os bonecos brancos são mais aceitos, “mais humanos”.

E um pouco a título de curiosidade, misturado com uma certa autoindulgência, disfarçada de bastidores, vemos, assim que o filme termina, como algumas cenas foram feitas. E impressiona, pela simplicidade complexa. Durante o longa percebemos alguns truques, mas nada que tire a magia e atrapalhe a nossa imersão.

Crimes em Happytime passa dos limites, mas enquanto uns dizem que “estamos em uma época sombria e tal filme é importante”, eu digo: em época de tudo ser pautado por um politicamente correto conveniente ao grupo x ou y, este filme é muito bem-vindo. Sendo o longa mais divertido do ano.

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Pela Hora da Morte

20181 h 31 min
Overview

Desta vez não há cá Sésamo. É só mesmo Rua. E Sexo, Crime e Bonecada! Dois detetives em confronto - um humano e um boneco - são forçados a trabalhar juntos para solucionar os violentos assassinatos do elenco de bonecos de uma famosa série de televisão.

Metadata
Director Brian Henson
Writer
Author
Runtime 1 h 31 min
Release Date 22 agosto 2018

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