Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent, 2017) – Crítica
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Com Amor, Van Gogh

Van Gogh dispensa apresentações. E se você se interessou por este filme, possivelmente já apreciou algumas obras dele. Caso não conheça ou conheça pouco de um dos maiores pintores de todos os tempos, com o longa ficará imerso durante pouco menos de 1h30 em uma apelação visual (no melhor sentido) que dá bem o tom do artista.

Mais de 100 pintores foram convidados pelos diretores Dorota Kobiela e Hugh Welchman, para pintar à mão quadros que compuseram esta homenagem. Pois Com Amor, Van Gogh é basicamente isto: pouco além de um fan service. Digamos que um fan service muito bem servido, só. Um deleite para amantes da arte e filme que pode compor currículos de cursos nessa pegada. Como narrativa…

Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent, 2017) - Crítica

A história cai em uma trama repetitiva e pouco instigante sobre a morte do pintor. O começo com os momentos do corte na orelha e aliado ao fato do impacto visual inicial, torna o produto mais empolgante. Depois, uma investigação recheada de flashbacks quebram o ritmo (no pior sentido). Contudo, a beleza visual em uma técnica aquarelada apuradíssima merece todo o destaque e consegue sustentar o saldo positivo.

Lamento, porém, o filme não ser mais curto ou mesmo ser um média metragem. Quanto mais o enredo (não) avançava, menos impactado eu ficava. Por mais que meus olhos estivessem hipnotizados, meu cérebro entrou em um looping de tédio.

Os créditos finais retornam a força e comparam o trabalho dos atores, a técnica e os quadros do pintor, em mais um momento curioso. O discurso final também é engajante. Pena que o caminho até ali tenha tantos altos e baixos.

Na presença artística, quase poética, e em um arrastar que incomoda, esta animação me lembrou uma outra indicada ao Oscar de 2017: A Tartaruga Vermelha. Por falar em Oscar, Com Amor, Van Gogh vem como presença quase certa no Oscar de animação 2018. Viva: A Vida é uma festa, a conferir ainda, da Pixar, é hoje amplo favorito. Mas entre os cinco, Com Amor, Van Gogh deve ficar sim, de forma merecida.

Nota do Razão de Aspecto

 

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