Cinquenta Tons de Liberdade (2018) – Pior da franquia? – Crítica
Cinquenta Tons de Liberdade

Cinquenta Tons de Liberdade é a sequência de Blade Runner 2049 Cinquenta Tons de Cinza e 50 Tons Mais Escuros. Uma coisa não podemos negar: a saga de Anastasia Steele e do Sr. Christian Grey não tem vergonha, mas não me refiro ao sexo e sim a falta de pudor da quase ausência de trama.

Estabelecer uma sinopse aqui é uma tarefa mais árdua do que nos filmes anteriores. Basicamente temos a vida de casado da nossa amada dupla e uma série de intrigas aleatórias envolvendo vingança, traição e claro o sabor da carne (aqui em sentido amplo já que lá para tantas tem um bife muito suculento).

Cinquenta Tons de Liberdade poderia ser a incrível história de como a química entre os protagonistas piora a cada trabalho (Dakota Johnson, funcional no primeiro filme e um desastre agora, e  Jamie Dornan uma nulidade). Não sei se eles estavam cansados de estar na pele dos personagens ou simplesmente desaprenderam a fazer o que não sabiam: expressar emoções.

Cinquenta Tons de Liberdade

Por mais que as cenas de sexo estejam presentes – e como estão: é sexo no carro, na banheira, com sorvete e até na cama – falta tesão e sobra pieguice. Tudo é muito marcado. Em filmes de comédia quando você antevê uma piada, isso estraga o humor. Algo semelhante ocorre aqui. A resolução de todos os problemas é arrancar um fiapo de vestimenta e cair no bem bom. Por pouco é melhor que as cenas de rala e rola de  The Room (ok, exagerei…).

Por falar em comédia, há um humor involuntário que de tão bom cogito que só pode ter sido voluntário. Não é possível que as frases de efeito, caretas e reviravoltas possam ter passado por qualquer revisão e sido aprovadas sem esse viés. O que era para ser sério arranca risos de incredulidade. Que a justiça seja feita: há um piada com cordas que é realmente boa e esta foi pensada como tal.

Cinquenta Tons de Liberdade

Cinquenta Tons de Liberdade possui 3 montadores e parece que eles não conversam entre si. As transições são abruptas e conseguem refletir o vazio narrativo com maestria. A estrutura é: problema, solução-sexo, corta para algo completamente diferente. E essa fórmula se repete durante as intermináveis duas horas.

A mise en scene é qualquer coisa. Ironicamente é tudo muito estéril, do apartamento, aos restaurantes. Do trabalho de Ana, às montanhas. Até mesmo os seguranças, quase parte do cenário, caem nessa conta. Vale inclusive uma nota sobre eles. Basicamente fazer a segurança é: ao sair dos locais olhar para os dois lados como uma criança ao atravessar a rua. Ou então ser portador de tragédia acontecida (“senhor, tem alguém o perseguindo”. Seguido de um: “senhor, nós o perdemos”). Marcius Melhem e Leandro Hassum fariam profissionais mais convincentes.

Cinquenta Tons de Liberdade

Perto do final há uma rima visual, completamente sem querer, entre lágrimas e a chuva (viu como é mesmo sequência de Blade Runner?). E, sem dar spoiler, posso garantir que o final tem um dos momentos mais constrangedores. O que era para ser uma homenagem vira o suprassumo da preguiça em colagens.

Enfim a trajetória do possessivo Sr. Grey e da doce (por ser totalmente sem sal) Sra Grey chega ao fim. O sucesso de público e até a indicação ao Oscar vão ficar na história, o que não significa que seja um cinema de qualidade…. A série foi um desserviço ao BDSM, à sétima arte e a qualquer um que busque o mínimo de lógica.

Confira a nossa lista dos piores de 2017, que 50 Tons Mais Escuros marcaram presença. 

Alguma dúvida que quem estará na de 2018?

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Cinquenta Tons de Liberdade

Overview

Superados os principais problemas, Anastasia (Dakota Johnson) e Christian (Jamie Dornan) agora têm amor, intimidade, dinheiro, sexo, relacionamento estável e um promissor futuro. A vida, no entanto, ainda reserva surpresas para os dois e fantasmas do passado como Jack Hyde (Eric Johnson) e Elena Lincoln (Kim Basinger) voltam a impedir a paz do casal. Adaptação da última parte da trilogia de E. L. James iniciada em Cinquenta Tons de Cinza (2015).

Metadata
Director James Foley
Writer
Author
Runtime
Release Date 7 fevereiro 2018

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