15h17: Trem para Paris (2018) Um filme de Clint Eastwood – Crítica
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Atentado no trem. Armas de plástico. TDA não existe. Meu deus é maior que as estatísticas. Tour pela Europa. Pau de selfie. Guerra. Diálogos que não importam. 15h17: Trem para Paris: pode ser definido dessa forma. Sim, com essa pontuação picotada e marcada.

Este seria o resumo mais honesto que eu poderia fazer. 15h17: Trem para Paris, claro, é um filme, contudo está mais para um amontoado quase aleatório e aborrecido. Sequência de cenas que não fazem diferença para nada, salvo para vender um panfleto. Mesmo considerando ser um filme curto, ele parece ter mais minutos que o relógio indica. Isso ocorre, pois quase todas as cenas podem ser retiradas sem prejuízo para o todo.

15h17: Trem para Paris

É o típico longa que aparentemente diz muito, mas não fala nada. Vamos a mais exemplos (pois sim, aquela sequência de palavras iniciais servem de verdade como exemplo para o filme). Há uma narração apresentando os personagens que é completamente sem função. Ou então as cenas que mostram as separações dos amigos na infância ou até o discurso final. Que todos estes fatos tenham existido (ok, menos a narração) isso não justifica a presença no filme da forma como foi tratada aqui.

O pior: todo o arco dos personagens poderia render um bom filme, meio clichê, mas bom… A premissa que começa com crianças com problemas na escola e culmina em um ato extremo em meio a um atentado.

Não vi toda a filmografia de Clint Eastwood, que já nos deu filmes excelentes como Menina de Ouro, Os Imperdoáveis e Sobre Meninos e Lobos. Mas posso afirmar com alguma certeza: 15h17: Trem para Paris é um dos piores filmes dele (talvez o pior).

Reclamar de nacionalismo do Clint Eastwood é o mesmo que reclamar de religiosidade do Mel Gibson (tema que também está muito presente aqui). E claro: temas, a priori, não são problemas em filmes, mas o como eles são tratados é que é o X da questão.

15h17: Trem para Paris

Aqui diversos elementos (talvez todos) apontam para o lado oposto a uma narrativa consistente. Se a montagem reuniu aquele apanhado, os atores (que na realidade são os personagens reais) parecem ler os diálogos e tentam dar uma naturalidade artificial que torna tudo ainda pior. A ideia de trazê-los dá um caráter mais realístico, porém perde em desenvoltura dramática.

A decisão de reduzir o episódio do trem (que dá título ao filme) a poucos minutos é um tanto questionável. Entendo que a ideia era mostrar toda a construção do que levou aqueles jovens a enfrentarem o terrível vilão, mas que se dosasse melhor o tempo. Será necessário mesmo um passeio de barco ou então a famigerada selfie sendo tirada a cada dois minutos? Será que investir na tensão dentro do trem não daria uma camada mais produtiva?

 

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15:17 Destino Paris

Overview

Quando um terrorista invade o trem n° 9364 da Thalys a caminho de Paris, três amigos norte-americanos - Anthony Sadler, Alex Skarlatos e o piloto da Força Aérea Spencer Stone - se esforçam para imobilizar o extremista, armado com um fuzil AK-47, e evitar uma enorme tragédia.

Metadata
Director Clint Eastwood
Writer Dorothy Blyskal, Anthony Sadler, Alek Skarlatos, Spencer Stone, Jeffrey E. Stern
Author
Runtime
Release Date 2 Fevereiro 2018

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