Os Dez Piores Filmes de 2018
Venom

Piores filmes de 2018. 2018 está chegando ao fim, e chegou o período mais divertido – ou não, há controvérsias – do ano: a publicação das listas dos melhores e piores filmes dos últimos doze meses.  Nossa lista dos piores do ano foi ampla e democrática. Praticamente todos os filmes receberam crítica no Razão de Aspecto, porém, alguns sequer mereceram que se dedicasse tempo a esse trabalho.  Maurício Costa, Daniel Guilarducci, Aniello Greco e Lucas Albuquerque sofreram muito com filmes ruins nesta temporada.

Não podemos deixar de esclarecer os critérios para a elaboração da lista. Achismo? Chute? Memória Curta? Mau gosto? Todos eles somados? Nada disso, nossa lista se fundamentou nos seguintes princípios:
a) consideram-se somente filmes lançados mundialmente, em 2018;
b) consideram-se somente filmes lançados no Brasil, em 2018;
c) consideraram-se filmes de todas as origens geográficas, línguas, gêneros e temas, exceto dos filmes brasileiros, que terão lista própria.
Além disso, cabe o destaque de que, em 2018, tivemos um filme da franquia Transformers que não entrou na lista dos piores do ano. Bastou Michael Bay sair da direção dos filmes… será coincidência?!
Confira também a nossa lista dos piores de 2016 , dos piores de 2017, as nossas listas mensais:

 

Finalmente, vamos á lista dos piores filmes de 2018!

 

10- Verdade ou Desafio

Falta de sutileza, roteiro raso, um amontoado de clichês mal distribuídos e uma péssima execução da premissa – que, por si só, já não era grande coisa -, fazem de Verdade ou Desafio um filme que não assusta nem diverte.

Verdade seja dita: desafio é assistir este filme.

9- Vende-se Esta Casa

Vende-se Esta Casa é um filme tão ruim, mas tão ruim que rendeu uma coluna do #Sarcasmo oi Razão de Aspecto!

O genial de Vende-se esta casa é que é um filme que usa o clichê de casa mal-assombrada para fazer um slasher movie. Mas não qualquer slasher movie. No final nada sabemos sobre o assassino: nem seu rosto, nem seus motivos, nem sua história. Uma nova forma de antagonista: o antagonista não retratado. E que é capaz da terrível vilania de desligar o aquecedor. Sente o calafrio?”

8- Maze Runner:  A Cura Mortal 

Sei que muitos gostam da franquia, mas estamos diante de um filme que confunde o “Runner” do título com pressa, agilidade com bagunça e emoção com pieguice. E apela para uma conveniência, desequilíbrio dos elementos, falsa sensação de perigo. O mundo acabando lá fora e um diálogo banal sendo o foco. Somos convidados a pular de uma cena para outra sem o devido trajeto, talvez como fases isoladas de um vídeo game antigo pudesse funcionar… como história, não funciona.

7- Venon

Os primeiros relatos davam conta que Venom seria pior que o famigerado Mulher Gato. Tal afirmação é um grande exagero. Contudo, o mais novo filme de heróis da Sony tem muitos problemas, o maior deles é que é uma obra boba, com os personagens indo do ponto A ao B, sem grandes complexidades. Há, porém, diversos equívocos: uma montagem no estilo Michael Bay, um tom de romance que não combina e uma trilha bem exagerada. Um grande desperdício para o desenvolvimento de um ótimo personagem. Pelo visto, não sabem como desenvolver um anti-herói com a qualidade devida.

A ruindade aumenta quando se considera o tamanho do orçamento e da expectativa.

6-  15: 17 – Trem para Paris

O longa está mais para um amontoado quase aleatório e aborrecido de um diário de férias.  Há sequências de cenas que não fazem diferença para nada, salvo para vender um panfleto. Aqui diversos elementos (talvez todos) apontam para o lado oposto a uma narrativa consistente. A montagem reuniu aquele apanhado, os atores (que na realidade são os personagens reais) parecem ler os diálogos e tentam dar uma naturalidade artificial que torna tudo ainda pior. Algumas das coisas que o filme passa: TDA não existe. “Meu deus é maior que as estatísticas”. Tour pela Europa. Pau de selfie. Guerra. Diálogos que não importam. Possivelmente o pior filme de Clint Eastwood. Felizmente, o diretor de redimiu, em 2018, com o bom – ainda que não excelente –The Mule.

5- Slender Man

Um grande desperdício no aproveitamente de um dos mitos mais marcantes da curta história da internet que já resultou em assassinatos verdadeiros. Trata-se de um filme chato, aborrecido, que não assusta e subestima inteligência do espectador. O personagem merecia mais.

4- Mentes Sombrias

Em suma: pensei em comparar este longa com Crepúsculo ou 50 tons (sem o sexo), mas os responsáveis por Mentes Sombrias devem se achar o novo 2001, pois aparentam crer que a trama é a coisa mais complexa de todos os tempos. Ao assumir tal posição colocam o público como desprovidos de pensar e precisam destrinchar cada movimento – E o título é tudo que o filme não é: tudo está às claras e acho que falta uma mente por trás….

Dos piores filmes do ano, Mentes Sombrias deve iniciar mais uma trilogia de sucesso entre o público alvo. Ou será que nem mesmo a galera teen aguenta mais ser tratada desta forma? Aguardemos…

3- 50 Tons de Liberdade

O terceiro (e finalmente último) filme da saga é o pior da franquia. Durante um tempo maior que o aceitável, o que vemos é uma colagem de cenas. É até complicado traçar uma sinopse aqui. As famigeradas cenas de sexo se restringem ao mais básico – levando em conta que estamos falando de BDSM e de um milionário. Tudo é artificial, há uma dose de humor involuntário que não é possível que os responsável não tenham reparado. No final, volta o episódio com as colagens de cenas, afinal pra que pensar em algo, né? Fácil candidato a piores do ano.

CONFIRA A NOSSA CRÍTICA COMPLETA E ENTENDA A RELAÇÃO ENTRE 50 TONS E BLADE RUNNER

2- Robin Hood

Robin Hood consegue um feito improvável: embora seja recheado de cenas de ação e não tenha grandes problemas de ritmo, tudo o que acontece na tela cativa muito pouco. À exceção da escolha de figurinos – que mistura inventividade e vergonha alheia -, nada é muito criativo ou marcante, e, quando, ao final do filme, percebe-se que há um gancho possível para uma continuação, já se pensando no estabelecimento de uma franquia, a única coisa que se pensa é em acertar uma flechada na cabeça do produtor. Um filme decepcionante.

1- Uma Dobra no Tempo

Uma Dobra no Tempo tinha tudo para dar certo: produzido pela Disney, orçamento de US$ 100 milhões, Ava Duvarney na direção – indicada ao Oscar por Selma e pelo documentário A 13ª  Emendaum bom livro de Madeleine L’Engle como base para o roteiro adaptado, elenco estelar – com Chris Pine (Star Treck), Reese Whiterspoon (Big Little Lies) e Oprah Winfrey –  e equipe técnica de ponta. Infelizmente, a soma desses bons elementos resultou em um filme medíocre, lento, desconexo e desinteressante. Parece algo tão difícil de acontecer que chego a cogitar que tenha sido de propósito (calma, estou sendo sarcástico).

Ao tentar tratar, de forma simples, conceitos complexos de física – como dobra no tempo e frequências -, este filme acaba apelando para a pieguice total de tratar o amor como força da natureza (e a comparação com Interestelar, nesse ponto, não seria estapafúrdia), sem qualquer profundidade que o justifique. Sim, trata-se de um filme dirigido ao público infantil, mas isso não significa que esse público deve ser subestimado: Divertidamente  e Viva: A Vida É Uma Festa estão aí para comprovar.

 

E aí? Concorda com a nossa lista? Publique a sua nos comentários!

Nota do Razão de Aspecto

 

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[Total: 22    Média: 2.2/5]
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