Westworld: Ep.9 –  Vanishing Point (resumo e crítica)

 

AVISO !!!

ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS DO 

NONO EPISÓDIO DA SEGUNDA TEMPORADA DE WESTWORLD

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As análises dos episódios anteriores podem ser encontradas aqui.

O penúltimo episódio da segunda temporada retomou as tramas principais da história, após uma visita ao passado da Nação Fantasma na semana anterior. O principal foco foi o Homem de Preto, mas ocorreram alguns fatos significativos nos outros núcleos.

Em La Mesa, Bernard presencia um teste da Delos: o código de Maeve que permite que ela comande os outros anfitriões foi isolado, e Clementine é usada como cobaia para que o uso dessa ferramenta. Um “comando simples” – para que os anfitriões matem uns aos outros- funciona, e o teste é bem-sucedido. Com isso, Maeve perde sua importância para a empresa.

Presente na mente de Bernard, Ford lembra que já alertara que a Delos prefere ver os anfitriões mortos a vê-los livres. Usando a rede malhada, Ford usa Bernard para deixar um recado na mente de Maeve. O criador comenta à anfitriã à beira da morte (“nunca é fácil contemplar os filhos morrerem”) que ela aprendeu muito e muito rápido. Ele tinha outros planos para ela: na narrativa de Ford, ela conseguiria a liberdade, sairia do parque para não mais sofrer. Mas ela optou por permanecer e procurar a filha. Ele declara ser Maeve sua anfitriã favorita, dentre todos os que criou, e reitera que há muito da história dela ainda a ser contada. Nesse momento, há um desbloqueio das permissões centrais dos anfitriões – provocada por Maeve ou por Ford, não fica claro.  De toda fora, a personagem de Thandie Newton poderá agora arquitetar sua fuga da base da Delos.

Bernard vai ao encontro de Elsie, e, pressionado, explica a ela que todos os visitantes são codificados e armazenados em um grande servidor, semelhante ao Berço, mas muito maior. Esse servidor é apelidado de Fornalha, e Bernard se preocupa com as consequências possíveis, caso um anfitrião se aposse desses dados. Elsie e ele pegam um carro da Delos e seguem em direção à Fornalha. No caminho, enquanto Elsie para com o objetivo de buscar mais munição, Ford instiga Bernard a se livrar de dela, afirmando que ela irá trai-lo. Bernard resiste à qualquer impulso de machucar a colega, tem uma forte discussão com Ford e, aparentemente, consegue deletar de sua memória o pacote de dados do criador do parque. De toda forma, Bernard opta por abandonar Elsie, devidamente munida de um localizador, para que seja resgatada, e segue sozinho para a fornalha.

Quanto ao Homem de Preto, o episódio dedica boa parte de seu tempo a mostrar momentos do seu passado.  Sua filha Emily, após resgatar o pai no episódio anterior, leva-o até um ponto de apoio do parque e oferece os primeiros-socorros aos ferimentos do pai, após ter chamado uma equipe de resgate. William questiona como a filha conseguiu encontrá-lo em um parque tão grande, e ela dá respostas evasivas. Enquanto esperam pela equipe de resgate, os dois conversam sobre sua relação de pai e filha e relembram Juliet, esposa e mãe que se suicidou, gerando sentimento de culpa em ambos.

Nas cenas em flashback, pode-se ver William e sua família em um jantar beneficente. Fora de Westworld, William é conhecido por sua filantropia. Ele também se mostra um homem culto, ao corrigir uma citação de Plutarco sobre Alexandre, o Grande. Em um primeiro momento, a impressão é a de que William e sua esposa Juliet (interpretada por Sela Ward)  são carinhosos e cheios de afeto um pelo outro. Ela, entretanto, aparenta ter problemas com a bebida. A filha de ambos, Emily, também está presente ao jantar, e parece se dar muito bem com o pai.

Deslocado no próprio jantar, William vai a um bar e pede uma bebida. Quem também está por lá é Robert Ford. Nesse encontro, cheio de farpas de lado a lado, os espetadores entendem melhor a relação entre os dois: há um pacto por meio do qual a Delos não interferiria nas histórias de Ford, e, em troca, ele não se meteria no projeto desenvolvido no Vale, que envolvia a cópia de visitantes. Afirmando ter ido até ali prestar respeito à William, Ford dá a William uma cópia do perfil psicológico do maior acionista da Delos, alertando que ele poderia não achar o retrato muito lisonjeiro. Após William dizer que não queria mais saber dos jogos de Ford, o criador do parque afirma que havia ainda um último jogo a ser jogado.

Em casa, Juliet tem uma discussão com William. A harmonia e afeto mostrados durante o jantar eram apenas fachada: a esposa está profundamente cansada com o marido. Ela comenta de passagem sobre “o que ele faz naquele parque”, em suas peregrinações anuais, mas não fica explícito quais foram exatamente as ações e razões que levaram a essa situação-limite. Parece claro, de toda forma, que Juliet, com os anos, decepcionou-se profundamente com William. Ela afirma ter se apaixonado por um homem simples, que, aparentemente, era o único que não fingia. Com o tempo, entretanto, ela percebeu que ele era quem melhor enganava, tanto que, se continuasse fingindo, não se lembraria mais de quem era.  Juliet acusa William de ser “um vírus”, que teria destruído primeiro Logan, depois o pai de Juliet, e, naquele momento, ela própria.

Emily presencia a briga entre os dois e dá razão ao pai, afirmando que, mesmo a contragosto, Juliet teria de retornar à clínica de reabilitação. William leva a esposa para o quarto, e dá um remédio para ajuda-la a dormir. Enquanto a esposa supostamente adormece, ele desabafa, dizendo que a culpa não era de ninguém. Ele fala sobre a “mancha”, uma “pequena mancha escura” que surgiu nele. A mancha não seria algo que ele tinha feito, ou alguma decisão passada, mas uma troca de pele. Ele afirma ter construído um muro, tentado ser gentil e correto, e proteger Juliet e Emily. Mas, desde sempre, embora a “mancha” fosse invisível a todos, Juliet era capaz de vê-la. Ele concluiu que não pertence à esposa ou àquele mundo, mas ao “outro mundo”, referindo-se, muito provavelmente, ao parque.

Após o desabafo, William esconde seu perfil, dado a ele por Ford, no livro “Matadouro 5”, de Kurt Vonnegut, e sai do quarto. Juliet, que, na verdade, permanecia acordada, se levanta e pega o perfil de William. Ela lê a avaliação psicológica de seu marido, que indica ser ele alguém da categoria 47B, que indica mania de perseguição, paranoia e tendência a delírios. Ela esconde o perfil numa caixa de música que comprara para a filha.

Enquanto isso, Emily e William discutem o futuro da mãe. Ela já providenciara a internação da mãe por 14 dias, mas William não parece tão certo. Ao perceber um vazamento vindo do andar de cima, William vai até o banheiro do casal e descobre que a esposa havia se matado com uma overdose de comprimidos.

De volta ao presente, Emily afirma não ser tarde demais para a relação entre pai e filha. Ela revela que seu tio Logan contou a ela sobre o projeto de busca pela imortalidade encabeçado por William, e que está interessada. O Homem de Preto parece estranhar o interesse de Emily, e indaga se ela quer trazer sua mãe de volta. Ela responde que não, que apenas quer entender os motivos do suicídio.

Mesmo muito ferido, o Homem de Preto se levanta e xinga a filha, acreditando que, na verdade, ela é um anfitrião a serviço de Ford. Ela retruca dizendo que a verdade é que ela é uma filha fingindo se importar com o pai, e o acusa de não saber mais o que é real. Ela ameaça expor o projeto secreto da Delos e fazer com que o pai seja preso, e confessa ter lido o perfil psicológico de William.

Quando chega a equipe de extração, o Homem de Preto mata todos os funcionários, e atira  também em sua filha, acreditando que a menção dela ao perfil psicológico, que ele acreditava escondido, seria uma incoerência que confirmaria ser ela uma anfitriã. Entretanto, ao se aproximar da filha baleada, ele vê que ela tinha nas mãos o cartão de memória com o perfil.

Enlouquecido, William abandona o local e cavalga solitário em meio a uma pradaria. Ferido e cansado, ele desmonta, pega a arma e aponta para a própria cabeça. Ele se questiona sobre sua vida e suas escolhas (“o que é uma pessoa se não uma coleção de escolhas?”) – inclusive se elas foram realmente decisões dele próprio -, e decide não se matar. Em vez disso, ele pega sua faca e faz uma incisão no próprio antebraço, desconfiando de sua própria humanidade…

O episódio se encerra no núcleo de Dolores. Junto a seu amado Teddy e outros, a anfitriã mais antiga do parque cavalga em direção ao Vale Além. No caminho, o grupo encontra representantes da Nação Fantasma. Dolores afirma que usará o Vale como uma ferramenta contra seus próprios criadores. Já Wanahton, membro da Nação Fantasma, diz que o Vale não é uma ferramenta, mas uma porta para mundo intocado pelo sangue.

Os dois grupos entram em conflito, e Dolores mata um índio, afirmando que “não há lugar para ele” no Vale Além. Os espectadores já haviam visto a mesma cena, no primeiro episódio da temporada, quando Karl Strand e Costa analisam o “cérebro” do mesmo índio, por eles encontrado.  Um fato especialmente marcante envolve Teddy durante essa pequena batalha. Em certo momento, ele tem a possibilidade de atirar em Wanahton pelas costas. Entretanto, ele opta por não fazê-lo. A essência bondosa de Teddy parece resistir à programação de Dolores, de que seja impiedoso.

Após o conflito, Teddy é o único anfitrião que resta ao lado de Dolores. Eles chegam a um celeiro abandonado, e ela afirma que eles precisam continuar, pois já estão perto do destino. Teddy parece estranho, e comenta não haver nada de natureza real naquela paisagem ou neles próprios. Ela concorda, e afirma que isso significa que eles serão as primeiras criaturas naquele mundo que farão escolhas reais.

Embora pareça triste, Teddy confirma seu amor por Dolores, e diz a ela que desde a primeira vez que a viu – não em Sweetwater, mas ainda nos laboratórios da Delos, no momento de sua criação! – ele já tinha sentimentos por ela. Desde então, ela sempre foi a pedra angular de sua vida, por isso o que estava prester a fazer era tão difícil. Ele afirma que a amada o mudou, e o transformou em um monstro. Embora tenha o compromisso de protegê-la até morrer, ele diz não ser mais capaz de fazê-lo, e tira a própria vida com um tiro na cabeça, para desespero de Dolores.

——– XXX ——–

O penúltimo episódio da segunda temporada de Westworld foi menos eletrizante do que sua proximidade com o fim poderia indicar. Pelo tipo de estrutura de roteiro da série e da temporada, os roteiristas optam por segurar os desdobramentos mais significativos o máximo possível. Isso gera, por um lado, um suspense constante e a elaboração das teorias mais mirabolantes possíveis por parte dos fãs – o que é parte do charme da série -, mas provoca alguns momentos de narrativa esticada, como que ganhando um certo tempo até o desfecho. Essa relação de expectativa e quase entrega, mas nunca total, é ao mesmo tempo viciante e perigosa do ponto de vista de andamento da trama.

Não que os episódios que compõem essas pequenas pausas sejam ruins, uma vez que a qualidade da produção e as interpretações se mantenha sempre acima da média. Mas, disfarçados de episódios de altíssima relevância, temos momentos que aparentam acrescentar muito à trama, mas na verdade olham muito mais para trás do que para a frente. É verdade que há fatos no passado de alguns personagens que ajudam a entender e justificar suas ações presentes. Mas fica a questão de se é necessário (ou interessante do ponto de vista narrativo) dedicar episódios (quase) inteiros a essas retomadas.

Exibido nos Estados Unidos na semana do dia dos pais, Vanishing Point traça paralelos sobre paternidade. Temos Ford, que, se em vários momentos, coloca-se como o Deus do parque, com Maeve demonstra uma grande ternura. Descrente da humanidade, Ford, com o passar dos anos, quer oferecer a seus “filhos” anfitriões a liberdade, ao mesmo tempo em que frustra os planos da Delos.  Do outro lado, temos a relação conflituosa entre William e Emily. O vício do Homem de Preto pelo parque o faz se distanciar cada vez mais da realidade e perder qualquer traço e empatia, ponto de atirar na filha ao encaixá-la na própria loucura e confundi-la com um anfitrião que estaria ali para atrapalhar seu jogo.

Mais uma vez, Westworld preenche seus episódios com citações eruditas. Além da citação de Plutarco sobre Alexandre, corrigida por William durante o jantar beneficente, a escolha do livro  no qual o Homem de Preto esconde seu perfil psicológico não é aleatória. “Matadouro 5” (Slaughterhouse-Five) é um obra de 1969 do autor estadunidense Kurt Vonnegut. Trata-se de uma história anti-bélica, contada fora da ordem cronológica e que, como é comum na obra do autor, fala de destino e livre arbítrio – temas nada distantes de Westworld. Por curiosidade, os outros livros no quarto do Homem de Preto são: “Moby Dick”, de Herman Melville; “Judas, o obscuro”, de Thomas Hardy; e dois livros de Plutarco, colocados ali pelos criadores da série para confirmar o conhecimento de William e de Juliet sobre a citação do jantar.

Um outro trecho que pode ter passado despercebido para a audiência, mas trouxe uma referência bastante interessante. Durante a discussão entre Ford e Bernard, em que o anfitrião pede para que seu criador o deixe em paz, o personagem de Anthony Hopkins explica: “Eu apenas ofereço opções, Bernard. Timshell. Thou mayest”. A citação é extraída do livro “A Leste do Eden”, de John Steinbeck, cujo tema é precisamente o embate entre o bem e o mal, e as escolhas feitas pelos homens. No livro, certo personagem estuda o significado da palavra “timshell”, em hebraico, e chega à conclusão que nas traduções tradicionais para a língua inglesa, o sentido do termo dá certeza de que os homens triunfarão sobre o pecado. Já na raiz hebraica, a palavra ofereceria uma opção aos humanos. Ao usar o termo, Ford reforça que, embora tente influenciar as ações de Bernard, ao fim e a cabo a opção final é do anfitrião. Aliás, ainda sobre essa cena, é bastante improvável que Ford tenha de fato sido deletado da mente de Bernard, afinal, ele é o próprio criador do sistema que opera suas criações.

O Vanishing Point do título refere-se a um termo vindo do desenho, da arquitetura, e tem a ver com o estabelecimento de uma perspectiva de três dimensões em um plano de duas dimensões, como o papel ou a tela do computador. Esse seria o principal objetivo do episódio, o de mostrar uma perspectiva mais profunda sobre o Homem de Preto. Em uma interpretação mais literal – e talvez mais ousada neste caso -, “vanish”, em inglês, significa “desaparecer”. E este é um episódio que mostra três personagens chegando a um ponto em que decidem terminar a própria vida.

Aliás, nos Estados Unidos o episódio foi exibido pouco tempo depois de dois suicídios de celebridades – o chef Anthony Bourdain e a estilista Kate Spade – sacudirem a mídia. Obviamente, os realizadores da série não planejaram essa coincidência, mas, de toda forma, o tratamento do autoextermínio no episódio – em especial da personagem Juliet – foi alvo de algumas críticas na imprensa daquele país, pela suposta superficialidade com que o tema foi tratado.

Polêmicas à parte, em todos os três casos – dois bem sucedidos e um abortado – mostrados no episódio, os personagens chegaram a extremos: Juliet não vê saída para uma vida em que sua realidade mistura a imensa decepção com o marido, a dependência do álcool e a perspectiva de voltar à reabilitação, local que considera uma prisão;  Teddy não consegue lidar com o conflito entre o amor que sente por Dolores, sua essência bondosa e a programação perversa a que foi submetido: novamente, a decepção com as ações da amada o leva ao extremo; quanto a William, a própria incapacidade de lidar com sua “mancha interna”, seu vício no jogo violento proposto pelo parque – possivelmente mais grave e danoso que o alcoolismo da esposa – e a paranoia de que tudo é parte de um plano de Ford faz com que ele cogite o suicídio. O quê, ironicamente, evita o tiro fatal, é um questionamento sobre a própria identidade e sobre a responsabilidade sobre as próprias decisões.

O que nos traz ao grande cliffhanger do episódio, que será – espero! – solucionado no season finale: afinal, o Homem de Preto é um anfitrião, um híbrido ou um humano?  Nisso, o texto da série é perfeito em manter a ambiguidade. As palavras e frases escolhidas para serem ditas por William ou sobre ele podem ser compreendidas tanto como um distanciamento emocional entre ele e sua família quanto uma cisão de sua natureza, humana ou artificial. Minha aposta pessoal é a de que ele NÃO será um anfitrião, uma vez que Jonathan Nolan é mestre em enganar a plateia e vem brincando com essa possibilidade ao longo da temporada. Até pela temática da série, concentrar em seu vício pelo jogo seria muito mais elegante do que repetir a peripécia de um-humano-que-não-é-humano, já utilizada na temporada anterior.

Qualquer que seja a verdade escolhida pelos criadores da série, haverá algum questionamento de roteiro. Se William é humano, como resistiu a tantos tiros?  Se ele um híbrido ou um anfitrião, em que momento essa migração aconteceu?   Há trinta anos, na linha temporal na qual o personagem foi apresentado, não havia ainda a tecnologia necessária para essa integração humano-anfitrião. Em um dos episódios da temporada, vemos William em três linhas temporais diferentes, envelhecendo paulatinamente, como um humano. Nesse cenário, em que ponto teria sido feita essa “troca” para um corpo artificial?  Se a Delos ainda não possui a tecnologia necessária para isso, sobra Ford como o único capaz de colocar em prática a migração da mente de William. Mas a que isso serviria Ford?  Talvez assumir o controle de William e, portanto, da Delos?

Vanishing Point teve alguns momentos de um drama familiar um pouco simplista e com diálogos didáticos, algo que é natural em um episodio explicativo, mas que poderia ter sido evitado. Embora funcione como atrativo para os fãs da série (e todo fã meio que vibra com qualquer agrado), do ponto de vista narrativo as cenas do passado do Homem de Preto se alongam e se repetem um pouco, esticando o episódio. Para um momento tão próximo do final da temporada, o penúltimo tiro poderia ter sido mais preciso.

 

por D.G.Ducci

Nota do Razão de Aspecto

 

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[Total: 9    Média: 3.8/5]
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