VISAGES, VILLAGES – ELEITO MELHOR DOCUMENTÁRIO NO SPIRIT AWARDS
Visages, Villages

Dirigido por Agnès Varda e JR, Visages, Villages (Faces, Places),  foi eleito o melhor documentário no ‘Spirit Awards’, prêmio do cinema independente americano. O anúncio foi feito no último sábado (03/03), numa tenda montada na praia de Santa Mônica, na Califórnia. A cerimônia tem a tradição de antecipar alguns favoritos ao Oscar, que aconteceu neste domingo (04/03) e desbancou a cineasta belga, Agnès Varda. Com 89 anos e considerada a pessoa mais velha a disputar a estatueta, a experiente Varda concorria ao prêmio de Melhor Documentário com Visages, Villages.  Que pena! Ainda não foi desta vez!

Disponível no Net Now!

​​Prêmios 

Olho de Ouro no Festival de Cannes

Melhor Documentário no Festival  de Toronto

Indicado ao Oscar de Melhor Documentário

Melhor Documentário no Spirit Awards

Prêmio de Público e Crítica na Mostra de Cinema em São Paulo

 

Destaques na Imprensa Internacional

“O resultado é a imagem dos dois artistas: poético, livre e rebelde.” (Marie Claire)

“Um lindo filme de encontros.” (Elle)

“Um documentário terno e poético.” (Le Parisien)

“Uma grande lição de humanidade.” (France Télévisions)

 

Destaques na Imprensa Nacional

“Varda e seus personagens enriquecem nosso olhar e sensibilidade.” (Estadão)

“Uma divertida viagem emocional.” (A Tarde)

“Varda ficou ainda melhor. Fez um dos mais belos filmes de toda a sua carreira.” (Zero Hora)

“Um filme delicioso e leve sobre a essência da existência.” (O Discreto Charme da Cinefilia)

 

Sinopse 

Agnès Varda e JR têm coisas em comum: sua paixão por imagens e, mais particularmente, o questionamento sobre os lugares onde elas são mostradas e a maneira como são compartilhadas e expostas. Agnès escolheu o cinema. JR escolheu criar galerias fotográficas ao ar livre. Quando os dois se conheceram, em 2015, imediatamente quiseram trabalhar juntos — fazer um filme percorrendo o belo interior da França. Em encontros aleatórios ou planos pré-concebidos, eles partem em direção a outras pessoas e as convidam a segui-los em sua viagem no caminhão fotográfico de JR.

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Sobre Agnès Varda

Único nome feminino por trás da Nouvelle Vague e uma das mais importantes cineastas da história do cinema, Agnès Varda desenvolveu seu trabalho com igual interesse e força pela ficção e pelo documentário, por questões políticas, sociais e feministas, assim como por temas e reflexões pessoais. Nascida em Bruxelas, na Bélgica, em 1928, a Segunda Guerra Mundial fez sua família mudar-se para o sul da França. Em Paris, estudou história da arte e fotografia e em pouco tempo começou a trabalhar com cinema com a ajuda de Alain Resnais.

Seu primeiro trabalho, La Pointe Courte, já indicava o cinema que iria desenvolver. Em 1962, fez um de seus mais importantes longas-metragens, Cléo das 5 às 7. Seu longa seguinte, As Duas Faces da Felicidade (1965), vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, foca uma família perfeita à primeira vista, não fosse o patriarca um homem infiel, apesar de feliz no casamento.

No final da década de 1960, Varda e seu marido, o também cineasta Jacques Demy, mudaram-se para Los Angeles, durante a efervescência da contracultura nos Estados Unidos. De volta à Europa, passou os anos 70 e 80 entre documentários, ficções, curtas e longas-metragens, em um dos períodos mais criativos e de maior produção em sua carreira. Dessa época são filmes como Daguerreótipos (1976), retrato silencioso do cotidiano da rua Daguerre, na capital francesa; Uma Canta, a Outra Não(1977); Os Renegados (1985), vencedor do Leão de Ouro e do Prêmio da Crítica no Festival de Veneza; além de Jane B. por Agnès V. (1988), dedicado e protagonizado pela musa do cinema francês Jane Birkin.

A morte de Jacques Demy em 1990 rendeu duas homenagens dirigidas por ela: Jacquot de Nantes (1991), e O Universo de Jacques Demy (1995). Também em 1995 estreou As Cento e Uma Noites. Na década seguinte, os documentários ganharam outra dimensão em sua filmografia. Com uma abordagem reflexiva, memorialística e irreverente, Varda se colocou como personagem e voz ativa nos filmes.

Após um breve hiato no cinema, Varda retorna às telas com Visages, Villages, feito em parceria com o artista visual francês JR, em que fazem uma viagem de caminhão por pelo interior da França, convidando pessoas a serem fotografadas e a segui-los. O filme foi vencedor do Olho de Ouro no Festival de Cannes.

Em sua extensa e premiada trajetória, recebeu prêmios pela relevância de sua carreira em festivais como Cannes, Locarno San Sebastián. Em outubro de 2017, Varda foi homenageada pela 41ª. Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, com retrospectiva de seus mais importantes filmes e com o Prêmio Humanidade. Em novembro, recebeu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood um Oscar honorário pelo conjunto de sua obra.

Sobre JR

Nasceu na França em 1983. É artista visual, fotógrafo e diretor. JR é conhecido por expor imensas colagens em muros, escadarias e ruas de diversos países do mundo. Estreou na direção com o longa documental Women Are Heroes (2010). Também é diretor dos curtas-metragensEllis, les Bosquets e Walking New York, ambos de 2015.

 

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