Outubro nos rendeu ótimos filmes (veja aqui a nossa lista do MELHORES do mês), contudo na época do Halloween nem tudo é gostosura, quais foram as travessuras, ou seja, as bombas, de Outubro?

Você não conhece a nossa coluna? Confira então as listas dos meses anteriores:

10 Filmes Excelentes Disponíveis na NET Now que Você Devia Conhecer – Parte 2

Os 3 piores filmes de janeiro
Os 3 piores filmes de fevereiro
Os 3 piores filmes de março
Os 3 piores filmes de abril
Os 3 piores filmes de maio
Os 3 piores filmes de junho
Os 3 piores filmes de julho
Os 3 piores filmes de agosto
Os 3 piores filmes de setembro

Outubro acabou com uma piada dos fãs do seriado Chaves. Sabe a máxima “era melhor ver o filme do Pelé”? Pois bem, este mês chegou aos cinemas brasileiros Pelé: o Nascimento de uma Lenda. O filme é americano, dirigido pelos irmãos Zimbalist. O resumo é: eles não entendem de futebol, pior ainda: não sabem filmar futebol e como cereja do bolo não fazem ideia do que é o Brasil além dos esteriótipos. É um “vamos sambar pra cá” ou “acredite na ginga” pra lá. Pelé: O Nascimento de uma Lenda fica na nossa menção (des)honrosa de Outubro.

3) ALÉM DA MORTE (FLATLINERS): 

Refilmar o não-clássico Linha Mortal não me parece uma boa ideia. 5 médicos resolvem fazer uma experimento neles mesmos envolvendo pós-morte. A coisa desanda e aparece uns fantasmas. O roteiro é raso, cheio de frases feitas e explicações, a montagem repetitiva e que não consegue levar um personagem de um canto para outro sem parecer teletransporte.

O terror, gênero teoricamente principal, é baseado em jumpscare trazendo os sustinhos mais bobos. O pior: a proposta é só para passar uma lição de moral maniqueísta e moralista, das mais chatas. Os bons nomes do elenco não tem muito o que fazer.

Confira a nossa crítica completa de Além da Morte

2) TEMPESTADE: PLANETA EM FÚRIA (GEOSTORM)

Filmes catástrofes geralmente não são exemplares de grandes roteiros, mas não precisa avacalhar… Os personagens aqui tem motivações ruins, desenvolvimento perto de nulo e um desfecho – até nas reviravoltas – óbvio. Ter clichês não é exatamente ruim, não saber usá-los é que é o problema.

No subgênero, o grande chamariz é a destruição. Para tal, os efeitos devem te convencer e temer o que vem pela frente. Neste quesito, os efeitos aqui já nascem datados e geram cenas cômicas – inclusive no RJ. Se nem naquilo que o filme “nasceu” para fazer ele dá conta, então é sinal que tem algo bem errado…

Confira a nossa crítica completa de Tempestade: Planeta em Fúria

1) PICA-PAU (WOODY WOODPECKER)

O primeiro desenho a ser exibido no Brasil está no corações dos brasileiros. E por lá vai continuar, o filme é tão esquecível que nem serva para macular a imagem do mito. Pica-Pau, o filme de 2017, tem problemas em diversas frentes.

Em resumo: não agrada nem às crianças, e tampouco aos adultos nostálgicos. Os elementos técnicos, principalmente a computação gráfica, são perto de amadores. A trama principal é vazia e as subtramas dispensáveis. E as atuações, bem, fazer careta para o vazio é o máximo visto aqui. O pior: o nosso astro principal, o Pica-Pau, está terrível. Sem carisma, malemolência e os “poderes” do Pica-Pau o tornam quase imbatível, menos quando o roteiro precisa… As piadas mais complexas se pautam em arrotos e flatulências.

Confira a nossa crítica completa de Pica-Pau



Viram alguma dessas bombas? Colocariam outro filme na lista de Outubro? Comentem aí…

  • Maurício Costa

    Neste mês, eu não vi bombas, grazadeus! Suas críticas tão aqui pra me salvar.

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