Entendendo o universo de Blade Runner. (Texto com spoilers)

Tem filmes que são claramente difíceis de interpretar. mãe!, por exemplo, é tão repleto de alegorias que cada detalhe pode ter dois ou mais significados. Outros, como Dunkirk, tem linhas cronológicas diferentes sendo narradas ao mesmo tempo, o que pode complicar o entendimento sobre quando tal evento aconteceu. Já Blade Runner 2049 é enganosamente simples. Apesar de muito simbolismo, o filme não usa alegorias, e segue uma narrativa temporalmente linear, direta. Mas tantos detalhes são mostrados de forma tão sutil, e há tantos elementos complexos centrais à trama, que é fácil deixar passar alguma coisa desapercebida, e com isto não compreender a complexidade dramática da história.

Neste longo texto pretendo analisar o que acredito que muitos possam não ter percebido. Começarei do mais simples, para ir ao mais complexo. É um texto escrito para quem já conhece o universo de Blade Runner, e já viu pelo menos o filme atual. Spoilers de ambos os filmes serão dados, detalhes da trama serão expostos. Então sugiro que, se você ainda não viu o filme, pare de ler agora. Leia a nossa crítica escrita para quem ainda não viu, veja o filme, e depois volte a este texto. De preferência, mas não necessariamente, assista também ao filme original, e aos 3 curtas feitos como aperitivos para o filme de Villeneuve, 2036: Nexus Dawn, 2048: Nowhere to run e Black Out 2022. A partir desta imagem teremos spoilers sobre a trama de Blade Runner.

Os modelos de replicantes

O primeiro passo para entender o universo de Blade Runner é entender o que são os replicantes, e qual as diferenças entre os modelos. Replicantes são andróides construídos por bioengenharia (não são máquinas, mas organismos), que servem como mão de obra para todo tipo de trabalho.

Nexus-6

No filme de 1982 descobrimos que os modelos Nexus-6 eram tão evoluídos que sobrepujavam as capacidades físicas dos seres humanos, e possuíam inteligência no mínimo equivalente.  E mesmo sem terem sido construídos para ter emoções humanas, ao longo de suas vida os Nexus-6 acabavam por desenvolver emoções próprias. O que representava um risco, por se tornarem difíceis de controlar. Para contornar este problema, eles foram construídos para durar apenas 4 anos, tempo que seria insuficiente para total desenvolvimento emocional.

Mesmo com esta limitação, vemos nos  Nexus-6 o desenvolvimento de emoções. É um desenvolvimento prematuro, rudimentar, o que facilita o desapego e o comportamento sociopata. Mas mesmo com esta limitação vemos em Roy Batty (o personagem de Rutger Hauer no primeiro filme) uma humanidade impressionante, em especial no monólogo final, na cena conhecida como “Lágrimas na Chuva”.

Se há algo em comum na psique dos Nexus-6 é tanto o desejo por mais vida como o medo constante da morte. Eles sabem da morte iminente, mas não conhecem as próprias datas de fabricação, daí o constante questionamento acerca de suas próprias longevidades.

Nexus-7

Apesar de em nenhum filme o termo Nexus-7 ser citado, ele aparece nas entrelinhas. A referência mais clara está no número serial escrito na ossada de Rachel, que começa com os caracteres N7. Sabemos também pelo filme de 1982 que Rachel era um tipo diferente de replicante, que não tinha consciência de que era fabricada, devido a implantes de memória, o que permitia uma maior complexidade e maturidade emocional. Por isto a dificuldade de Deckard em classificá-la como replicante com a máquina de Voight-Kampff. Sabemos também que Rachel, ao contrário de todos os demais replicantes, foi capaz de conceber uma filha.

Dependendo da sua versão favorita do filme de 1982, e de como você a interpreta, sabemos também que Rachel não tem a restrição dos 4 anos de duração e/ou que Deckard também é um replicante que não sabe de sua origem. Com isto podemos dizer que Rachel, e talvez Deckard, sejam modelos Nexus-7. As diferenças para os demais modelos seriam o não conhecimento de sua natureza, e a capacidade de ter filhos. Talvez também tenham tempo de vida prolongado e envelhecimento.

 

Nexus-8

Após os acontecimentos do filme original, a Tyrell Corporation passa a fabricar replicantes com tempo de vida prolongado, implantes de memória, mas conscientes de serem andróides. Além disto, o número serial destes replicantes seriam visíveis na parte inferior da córnea do olho direito, tornando a identificação destes extremamente simples, e o teste de Voight-Kampff obsoleto. Com isto eles teriam a maturidade emocional dos Nexus-7, e mesmo assim não seriam confundíveis com humanos. Contudo são os Nexus-8 os responsáveis pelo Blecaute de 2022, um atentado que apagou todos os dados digitais do mundo, e uma crise mundial. Aparentemente construir andróides mais hábeis e tão inteligentes quanto os humanos, sem limitações, e usá-los como escravos não foi uma boa ideia.

No filme temos Sapper Morton e Freysa como exemplos de Nexus-8, e talvez todos os demais replicantes rebeldes. Talvez…

Nexus-9

Por anos a fabricação de replicantes permaneceu ilegal. A carência de mão de obra, junto com as consequências do Blecaute de 2020 levaram o mundo a uma grande crise, retratada no filme como apenas “a fome”. Um novo industrial, Niander Wallace, apresenta uma solução. Um novo modelo de replicante, o Nexus-9, construído para obedecer. O filme não esclarece o que exatamente impede um Nexus-9 de fugir ou se rebelar, mas temos diversas pistas tanto nas personagens K e Luv, quanto na forma como as demais personagens lidam com eles.

É sintomático que todas as outras gerações de replicantes adotem nomes próprios, enquanto os Nexus-9 não veem necessidade disto, aceitando serem chamados por seus números de série.

Por diversas vezes vemos que ninguém espera que um Nexus-9 seja capaz de mentir ou enganar, em especial na forma como a Tenente Joshi trata seu subordinado, K. O personagem de Gosling no primeiro ato do filme parece completamente conformado e adaptado a seu papel. Mas logo descobrimos que nem tudo são flores, e que mesmo os modelos novos podem se rebelar. E o centro de todo o filme é entender o que faz com que K vire Joe, volte a ser K e se rebele.

O Teste Pós-Traumático de Parâmetro Base

Se no filme de 1982 nós tínhamos o teste Voight-Kampff para detecção de um replicante, agora, em 2049, temos o Teste Pós-Traumático de Parâmetro Base (tradução minha para Post-trauma Baseline Test). No teste antigo, o sujeito a ser testado era submetido a perguntas criadas para provocar reações emocionais, e a partir da análise de mudanças sutis na retina podia-se detectar se o testado era humano ou replicante. Já o novo teste também consiste na análise detalhada do olho, e outras reações faciais, e tempo de resposta. Mas não são mais perguntas e respostas. Agora o alvo do teste deve escutar um conjunto de frases aparentemente desconexas e dar uma resposta específica, pré-determinada.

K é submetido duas vezes a este teste. Logo após “aposentar” Sapper Morton, e logo após descobrir que a memória sobre o cavalo de madeira realmente ocorreu. Na primeira vemos K dar respostas imediatas, mecanicamente, sem emoções. E por isto passa no teste. Na segunda K exita, responde com entonação alterada. E falha no teste. Falhar no teste significa se tornar emotivo, imprevisível, passível de rebelião. Imediatamente após a falha no teste K mente deliberadamente pela primeira vez, e justamente para sua superior, Tenente Joshi. O mesmo replicante que poucas cenas  atrás comentava, de forma sincera, não saber que ele poderia questionar sua superior.

O que move K para fora de seus parâmetros base? A desconfiança de que ele seria o filho de Rachel com Deckard. Isto representaria para K que ele não é mais um policial sem alma, uma peça na imensa maquinaria social.

Villeneuve ainda escolheu de forma proposital as frases do teste. Não são frases aleatórias, mas sim trechos do poema que abre o livro Fogo Pálido, de Nabokov (o mesmo livro que Joi diz odiar em outra cena do filme). Este livro se divide em duas partes: um poema do pai de uma jovem adolescente solitária que comete suicídio, e a segunda, uma análise do poema, escrita por um leitor paranóico, que chega a conclusão insana que o poema falava sobre ele mesmo. Uma sutileza preciosa e imperceptível da confusão de K sobre o papel dele na história que investiga.

A existência deste teste nos mostra que mesmo os Nexus-9 não são seres “a prova de rebeldia”. Criados com plena consciência de serem apenas uma engrenagem em uma máquina, os novos modelos de replicantes devem se ater as suas funções e seus parâmetros base, senão serão também considerados inconvenientes e serão “aposentados”. K adota esta linha ao extremo, se recusando até mesmo a ter um relacionamento amoroso com uma pessoa “de verdade”.

Joi

Assim como Luv, Joi é uma personagem que o nome já diz muito sobre seu significado e importância. Inicialmente apresentada como relação romântica de K, Joi é uma inteligência artificial programada para atender a “todos os desejos” de seus compradores. Alguns espectadores podem considerar que há na personagem de Ana de Armas alguma ambiguidade entre ser ou máquina, no mesmo estilo dos replicantes. Mas os diálogos e o lado unidimensional de Joi mostram que ela é mero algoritmo.

Notamos isto principalmente comparando as falas da Joi com K com as frases dos anúncios holográficos. A primeira frase dita por Ana de Armas no filme se repete nos anúncios (“Como foi seu dia?”). Mas mais importante ainda, o batismo de K, que se transforma em Joe, se repete no anúncio da imagem logo acima. A escolha do nome é proposital. Nos EUA é comum o uso do nome Joe para designar pessoas sem destaque e sem personalidade (average Joe).

Joi é um algoritmo “prostituta”, feito para buscar atender todas as necessidades de seus “Joes”. No caso de K, isto significa convence-lo de que ele é especial, e não apenas uma peça em um quebra-cabeças. K deseja ser Joe, deseja ser mais que um replicante programado para obedecer. E Joi percebe isto a ponto de aceitar se “sacrificar” para que K se veja como uma causa maior.

A Rebelião Replicante

Diverso do filme de 1982, onde temos um pequeno grupo de replicantes indo ilegalmente para a Terra em busca de um maior tempo de vida, neste filme temos replicantes falando em um “milagre”, se sacrificando para uma causa, organizados em um destino comunitário. Mesmo com toda a riqueza psicológica de Roy Batty, não conseguimos imaginar o personagem de Rutger Hauer se sacrificando como Sapper Morton faz no início do filme. Para os replicantes de 1982, tudo valeria para conseguir alguns anos de vida a mais. O que os move é o desespero diante da morte prematura. Então o que houve para que os replicantes Nexus-8 estivessem dispostos a morrer em nome de uma causa? Um milagre. O nascimento de Ana Stelline, a filha de uma replicante (ou dois?). A capacidade de gerar filhos seria o rompimento final da fronteira entre replicantes e humanos.

O nascimento da filha de Rachel com Deckard inicia uma cadeia de eventos que não é clara na superfície da narrativa do filme, mas está nas entrelinhas. O milagre nasce em 2021. O Blecaute acontece em 2022. Além disto, um grupo de replicantes auxiliou Deckard a desaparecer, acompanhou o parto de Rachel, e ainda embaralhou os registros do nascimento, criando um registro cópia masculino. Mesmo sem ter assistido do curta Black Out 2022 é possível conectar os pontos. O Blecaute é conveniente demais e próximo demais para ser coincidência. É um ato da Rebelião. Freysa, Sapper Morton e outros não só ajudaram Deckard e Rachel, mas esconderam sua filha em um local estratégico e apagaram todos os registros importantes para que alguém possa encontrà-los.

Wallace e Luv

O lado oposto a Rebelião é o de Niander Wallace. Figura semelhante a Tyrell no filme de 1982, Wallace é o industrial responsável pelo ressurgimento dos replicantes, e também pelo fim da fome e da crise pós-blecaute. E é cego. Não qualquer cego, mas um cego cujos olhos tem uma aparência de mortos, cristalizados. Em um mundo onde claramente olhos são a janela da alma, Wallace tem olhos mortos e inúteis. Tyrell começa com olhos deficientes e imensos óculos, e é morto por Batty tendo os olhos esmagados. Morreu por sua curta visão e pouca alma. Wallace é a continuidade, alguém cuja alma já se encontra perdida, em outro mundo.

Por isto ele vive em um local que é quase uma tumba egípcia, e cercado de água,uma representação do submundo, do oculto. Ele se considera uma espécie de deus, com seus milhões de “filhos” ou “anjos”. E acredita ser capaz de ter controle completo e irrestrito sob sua criação. Apesar de desejar o mesmo que a rebelião (que os replicantes tenham filhos), é a imagem espelhada desta. Enquanto a rebelião vê a reprodução como a conquista da alma, Wallace vê os replicantes reprodutores como fim de sua obra, que salvará a “verdadeira” humanidade por meio de um batalhão de escravos perfeitos.

Sua melhor obra até momento, fruto de seu amor cego por si mesmo, é Luv. Um anjo perfeito, que suja as suas mãos no lugar do criador. Mas Luv é um Nexus-9, assim como K. Então traumas podem levar ela para fora de seus parâmetros. Vemos em Luv não apenas um andróide exterminador, mas um turbilhão confuso de emoções, com lágrimas e beijos em contextos desconexos.

A criadora de memórias

Estamos chegando ao fim desta análise. Creio que apenas dois leitores vão chegar até aqui, então me permita mais uns poucos parágrafos para que ninguém chegue até o final.

Em um filme tão detalhista, a escolha da filha de Rachel e Deckard ser a principal criadora de implantes de memória da Terra não pode ser aleatória. Sabemos que o Blecaute foi feito para apagar os registros, e é o que permite esconder Ana Stelline bem debaixo do nariz de Niander Wallace. Porque a Rebelião esconderia seu milagre ao lado de Wallace? Por que colocar justo seu principal trunfo como criadora de memórias para replicantes? Esta pergunta só se responde com uma segunda: o que leva os replicantes Nexus-8 a se rebelarem? E o que leva K a se rebelar?

O início da rebelião acontece justo com o nascimento de Ana Stelline. Sapper Morton está disposto a morrer por que viu um milagre. Deckard está disposto a não conhecer sua filha para preservar o milagre. K se envolve com a rebelião por que tem, em suas memórias, um implante que o leva a conhecer o milagre. Que modo seria mais eficiente de retirar os Nexus-9 de seus parâmetros do que colocar pistas sobre o milagre em suas memórias?

É possível interpretar que K seja uma cópia replicante de Ana Stelline, e é como a maioria está interpretando o filme. Mas a possibilidade de que K seja apenas mais um, com um pouco de memórias reais de Ana em seus cérebros, para mim é mais instigante. E mais coerente com o que Freya fala para K ao descobrir o engano de K sobre sua identidade, algo como “Todos nós já pensamos ser ela. Mas isto é apenas mais uma peça no quebra-cabeças”. Não é a única interpretação possível, mas ambiguidade é uma marca de Blade Runner.

Lágrimas na chuva. Sangue na neve

E  chegamos ao fim. Ao encontro de Deckard com sua filha (e uma referência visual a A Chegada). E mais importante de tudo, a cena onde K olha para seu ferimento, deita na escada, e ouvimos o tema de Vangelis, versão Hans Zimmer, da cena da morte de Roy Batty. O monólogo final de Rutger Hauer é o ponto alto do filme de Ridley Scott, e a clara citação musical não é mero fan service. Temos mais uma vez um replicante que passa minutos em tela perseguindo Deckard, com o aparente intuito de matá-lo. E mais uma vez, surpreendentemente, no último instante, opta por não fazê-lo. E o replicante morre no processo. Quem não viu o filme de 1982 pode não ter percebido claramente a morte de K, mas o tema musical nos conta isto de modo inequívoco.

O que fez Batty perseguir Deckard e não matá-lo no filme original? O que fez K, um andróide criado para obedecer, desobedecer ordens de sua chefe de polícia, depois  também da chefe da rebelião, e se sacrificar para salvar Deckard? Se Ridley Scott deu a Roy Batty um dos mais tocantes monólogos da história do cinema para responder isto, Villeneuve apenas faz com que Deckard faça exatamente a mesma pergunta para K. Porque? Sem resposta. Então cabe a cada um respondê-la.

 

Espero que alguém tenha lido tudo, e tenha gostado. Deixe seus comentários com outras intrepretações e críticas. E assista nossa Mesa Quadrada especial sobre Blade Runner 2049,  na nossa página do facebook. ou no Youtube:

  • Rafael Rabelo

    Excelente e rico texto. Acredite, acho que sua bagagem ainda permite mais textos sobre o filme, fotografia, idéias.

    Um ponto a comentar, talvez tenha sido comentado no mesa quadrada. No original, Gaff joga a idéia de Deckard ser replicante deixando o unicórnio em origami. Em 2049, Gaff diz ter algo nos olhos do Deckard.

  • Rafael Rabelo

    Sobre a fotografia, assistia hoje a entrevista do Villeneuve dizendo que começou todo planejamento do file trazendo o Deakins e envolvendo-o ativamente para planejarem a visão do roteiro. Sábia decisão.

  • Rafael Rabelo

    Mais um comentário. Quando o Wallace “conecta” os “olhos flutuantes”, um deles observa atentamente a Luv. De repente o Wallace já soubesse dos problemas de parâmetro da Luv, porém a deixasse na ativa por continuar fiel e realizando as tarefas solicitadas.

  • Aniello Greco

    Rafael, obrigado pelos comentários. Quanto a algo nos olhos de Deckard, comentado por Gaff, isto é uma referência tanto ao teste Voigh-Kampft quanto a uma questão de que os olhos de todos os replicantes, e da coruja artificial, ter um brilho estilo “olho de gato”. Como se os olhos dos replicantes fossem feitos com o tapetum lucidum, uma retina semi-reflexiva que permite a alguns animais enxergarem no escuro.

    Tem uma cena específica em que este efeito aparece nos olhos do Harrison Ford. Exatamente a cena que escolhi para ilustrar os Nexus-7. Um pequeno Easter-egg em meu texto…

  • Aniello Greco

    E sim, por mim Wallace tem plena noção do desequilíbrio de Luv, e usa a seu favor. Ele não vê seus anjos como o resto da humanidade vê os replicantes. Ele aprecia a pureza sociopata de Luv.

  • Ciro Luna

    “Joe é inclusive o termo que as prostitutas americanas chamam seus clientes anônimos”.

    1) Na verdade, o termo usado para isso é “John”.
    2) “Joe” é usado mais para um cara normal, sem nada de especial, o que contrasta com o fato de Joi estar sempre dizendo que K é especial e diferente. Mais uma pista de que esse tratamento dela é programado.

    • Aniello Greco

      Correção bem vinda e aceita. Por “culpa sua” vou reeditar o parágrafo que comento o batismo de K.

  • Oscar Oliveira Jr.

    Ah, sim claro. Nunca é demais acrescentar que o Gaff faz uma ovelha de origami e o põe na mesa, apenas lembrando o nome do livro original. Um dos “anjos” de Wallace, que está flutuando à esquerda da cena é claramente um “engenheiro”, como nos instantes iniciais de Prometheus.

  • Ulysses De Castro Silva

    Li o texto inteiro achei bem completo as explicações. Amo filme nerd quero entender tudo. Agora quem não queria uma Joi na sua vida quando tu chega na casa.

    • Aniello Greco

      Que bom saber que tem gente que lê até o final! Não é simples prender a atenção do leitor por um texto mais longo. Obrigado pela leitura, aproveite e conheça o site. Tem muita coisa boa sobre filmes aqui.

  • Antonio Moura

    Riquíssima sua análise. Grato.

  • Pingback: Os 3 Melhores Filmes de Outubro de 2017 — Razão : de : Aspecto()

  • Pingback: O DEZ MELHORES FILMES DE 2017 — Filmes polêmicos e surpresas!()

  • Melhor filme do ano, sem mais.

  • André Gibran

    Li tudo e fiquei surpreso com a riqueza dos detalhes pois acompanho este universo Cyberpunk desde moleque. Via e revia os filme Blade Runner várias vezes, na época quando ia procurar emprego no Centro do Rio ia ouvindo Vangelis e sua trilha sonora pegando a ponte de Niterói ao Rio me imaginando em uma megalópole Cyberpunk.

    Hoje sou engenheiro mas ainda carrego toda a essência desta cultura Neo Noir dentro de mim e digo que este texto para mim foi a melhor interpretação do universo de Philip K. Dick que já li. Parabéns.

    • Aniello Greco

      Agradeço o elogio, o texto foi feito e refeito com muito carinho.

      Mas daria para escrever um livro sobre os dois filmes.

  • Pingback: Os 10 Melhores Filmes do Oscar 2018 (de todas as categorias)()

Posts relacionados
  • 10 fev 2016
  • 0
Gênero: Drama Direção: John Crowley Roteiro: Nick Hornby Elenco: Barbara Drennan, Brid Brennan, Eileen O’Higgins, Emily Bett Rickards, Emma Lowe, Eva Birthistle, Eve Macklin, Fiona Glascott, Gillian McCarthy, Jane...
  • 14 nov 2016
  • 0
  Bem-vindos ao Café com Cinema! No nosso podcast, iremos discutir as últimas notícias cinematográficas, além de falar dos resultados das bilheterias aqui do Brasil,...
  • 13 jan 2017
  • 7
Uma deliciosa homenagem ao jazz, a Los Angeles e aos musicais clássicos de Hollywood. Gênero: Romance Direção: Damien Chazelle Roteiro: Damien Chazelle Elenco: Emma Stone, Ryan Gosling, John Legend,...