50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – 3º dia
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No 3º dia do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (você lê sobre a abertura e o 2º dia aqui), o Razão de Aspecto acompanhou os filmes da Mostra Competitiva, apresentada pelos atores brasilienses Camila Márdila (de Que horas ela volta?) e Bruno Torres.

O curta-metragem da noite foi Inocentes, do diretor Douglas Soares, seguido do novo longa de Julia Murat, PendularAmbos os diretores – cujos trabalhos trazem cenas graficamente explícitas – relembraram o caso recente envolvendo a intolerância para com a exibição Queermuseu.  Soares disse esperar que respostas possam vir desse “momento esquisito que estamos vivendo”. Murat, diretora de Histórias que só existem quando lembradas, destacou que seu filme é essencialmente sobre afeto, “que ainda existe e tem lugar no mundo de hoje”.

Rodrigo Bozan, Raquel Karro, Carla Murat e Tatiana Leite apresentam Pendular

Confira os comentários do Razão de Aspecto sobre os filmes da noite (com a participação especialíssima de Tiago Belotti, do canal Meus 2 Centavos):

Festiva de Brasília- dia 3: comentários

Festiva de Brasília- dia 3: comentários#FestivalDeBrasíliaDoCinemaBrasileiro

Posted by Razão de Aspecto on Sunday, September 17, 2017

 

Inocentes. Inspirado pela obra do fotógrafo carioca Alair Gomes (1921-1992), o curta dialoga e emula seu estilo fotográfico, caracterizado por trabalhos em preto e branco de teor homoerótico. Da mera observação distante e vouyerística de jovens e musculosos rapazes exercitando-se nas praias cariocas, o curta evolui para tomadas mais próximas, íntimas e que chegam a beirar o pornográfico. Ponto para a fotografia de Guilherme Tostes, para a narração de Marcos Caruso e para a coragem do cineasta. Peca por repetir-se um pouco.  Nota   3,5/5

Pendular. Casal se muda para galpão industrial abandonado. Ela é bailarina contemporânea, e ele, artista plástico. O filme acompanha a intimidade do casal, suas aproximações e afastamentos e os atritos pela busca de espaço físico e psicológico entre os personagens. Em paralelo, é apresentada uma discussão sobre a arte e seus sentidos. É um filme menos voltado a contar uma história específica do que a estudar seus personagens, a relação entre eles e com a arte. Os potenciais e reais afastamentos afetivos são compensados por reencontros cenas de sexo intensas e simbólicas  Atuações intensas de Rodrigo Bolzan e principalmente de Raquel Karro – que tem diversas cenas com solos de dança ao longo do filme. Por outro lado, o ritmo lento do filme pode afastar parte da audiência. Tecnicamente, o filme trabalha muito bem a fotografia e trilha sonora, de forma a revelar os sentimentos mais profundos dos personagens. Pendularn é uma grande alegoria sobre a vida e sobre os relacionamentos, uma narrativa sem intepretações fechadas, que ganha força após o fim da projeção. Trata-se de um filme que faz pensar. Nota  4 /5

E nosso Daniel Guilarducci entrevistou Raquel Karro, protagonista de Pendular

Raquel Karro, protagonista de "Pendular", fala com o Razão de …

Raquel Karro, protagonista de "Pendular", fala com o Razão de Aspecto#FestivalDeBrasíliaDoCinemaBrasileiro

Posted by Razão de Aspecto on Sunday, September 17, 2017

 

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