50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Abertura e 2º Dia
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50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começou a todo vapor. O Razão de Aspecto já conferiu todos os 14 filmes exibidos, encontrou celebridades e vai trazer tudo agora pra vocês.

Veja o nosso vídeo de abertura, onde Daniel Guilarducci e Lucas Albuquerque contam o que esperam para o Festival:

Posted by Razão de Aspecto on Friday, September 15, 2017

O primeiro dia é reservado para homenagens e exibições especiais. Além de vídeos-documentários em lembrança de nomes do cinema que faleceram recentemente, tivemos o longa Não Devore o Meu Coração, de Felipe Bragança. A obra representou o Brasil no Festival de Sundance. Você pode conferir a crítica do filme feita pelo Maurício Costa, que estava Sundance. Além de Entrevistas com o elenco e produção. 

E aqui a entrevista de Daniel Guilarducci com o diretor Felipe Bragança:

Entrevista com Felipe Bragança, diretor de "Não devore meu coração", filme de abertura do 50o Festival de Brasília.

Posted by Razão de Aspecto on Friday, September 15, 2017

No segundo dia tivemos duas mostras em destaque: Esses Corpos Indóceis e a Mostra Competitiva.

Na mostra Esses Corpos Indóceis foram 3 longas e um curta.

1) Baronesa – um simpático e triste retrato de uma família em uma favela de BH. O longa é um pouco cru e tem uma técnica dura, mas funciona parcialmente. NOTA (Lucas Albuquerque) : 2,5 estrelas.
2) Com o Terceiro Olho na Terra da Profanação – 3 amigas explorando o espaço urbano, com um quê de misticismo. A linguagem um tanto peculiar é pouco atrativa e tira o ritmo. Um som que incomoda (no pior sentido). Lembrou o Último Trago, visto no Festival de 2016. NOTA (Lucas Albuquerque): 1 estrela.
3) Estamos Todos Aqui – curta de ficção e documentário metalinguístico que acompanha Rosa (que não mais é Lucas) que tenta construir e manter um barraco, mas sofre preconceitos de gênero. Junto com a população local lutam contra as grandes empresas. NOTA (Lucas Albuquerque): 2 estrelas
4) Meu Corpo é Político – 4 ativistas LGBT vivendo situações distintas, mas sempre lutando pelo espaço. Falta um viço mais consistente para conta a história dos bons personagens retratados. NOTA (Lucas Albuquerque): 2 estrelas.

Na Mostra Competitiva foram 3 curtas e 2 longas, Lucas Albuquerque e Maurício Costa comentam em vídeo:

#FestivalDeBrasiliaDoCinemaBrasileiroDia 2

Posted by Razão de Aspecto on Saturday, September 16, 2017

Curtas:
1) Peixe – pode ser definido como o filme estranho de 2017. A relação pescadores/peixe em uma demostração de afeto. Agradou mais ao Maurício Costa, apesar dele apontar um problema de som, já o Lucas Albuquerque repudiou totalmente. NOTAS: 1 estrela (Lucas Albuquerque) e 2 estrelas (Maurício Costa).

2) Nada – O melhor curta exibido e já aponta como favorito pela nossa dupla que estava no local. Uma jovem se nega a escolher uma profissão e fazer a prova do Enem. Questionamentos, bom humor e ótimos diálogos dão o tom. Além de uma parte técnica bem eficaz. Ambos deram 5 Estrelas.

3) Peripatético– um filme denuncia que perpassa a questão do desemprego e foca na violência das favelas e no silêncio conivente da polícia. Traz uma linguagem dinâmica e que se assemelha intencionalmente ao Ilha das Flores. Novamente Maurício Costa apreciou mais o curta, devido a importância do tema, já o Lucas Albuquerque criticou a falta de sutileza. NOTAS: 3 estrelas (Lucas Albuquerque) e 4 estrelas (Maurício Costa).

Longas:

1) Música Para Quando as Luzes se Apagam 
Julia Lemmentz, que encarna uma personagem sem nome, tem em  Emelyn um estudo de caso. Emelyn aos poucos se torna Bernardo. Lemmentz ajuda nesse processo, procurando entender e que Emelyn/Bernardo também se entenda. O destaque vai para a fotografia, que alterna bem a razão de aspecto, e traz planos bem bonitos. Contudo, a narrativa e a montagem deixam a desejar. Lucas Albuquerque deu 2 Estrelas e Maurício Costa 3 estrelas.

2) Vazante

Potente. Monumental. Obra Prima. Nenhum desses adjetivos são exagerados. O longa de duas horas, em preto e branco e que se passa em 1821 é um desafio imposto pela consagrada diretora Daniela Thomas. Quem topar encará-lo será amplamente recompensado. Vazante tem uma fotografia, design de produção e atuações maravilhosas, um misto de visceralidade e um tom cru necessário. NOTA 5 estrelas para os dois.

Maurício Costa junto da equipe de Vazante:

 

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