Game of Thrones – Sétima Temporada – Episódio 3 – The Queen’s Justice – COM SPOILERS

Ficha Técnica de Game Of Thrones.

ALERTA: ESTA CRÍTICA CONTÉM SPOILERS DA SÉTIMA TEMPORADA. CONTINUE POR PRÓPRIA CONTA E RISCO

 

The Queen’s Justice foi, sem dúvidas, o melhor dos três episódios da terceira temporada, apesar da pressa em resolver algumas questões importantes da guerra. Estou convencido de que a escolha de temporadas reduzidas tem muito mais relação com limitações orçamentárias do que com “termos planejado apenas mais treze episódios”, como foi anunciado em 2016. O número reduzido de episódios levou GoT a algumas resoluções “para constar”, que mereciam um pouco mais de desenvolvimento. Em função dessa decisão, o roteiro da série predeu qualidade, ainda que não ao ponto de prejudicar completamente a experiência. GoT deixou de ser uma série bem desenvolvida e, até certo ponto, imprevisível, para se tornar um série de TV clássica, de alta qualidade, mas com a narrativa mais simplificada. Que falta faz a publicação de Winds Of Winter, não é mesmo?

Este episódio concentrou-se em Dragonstone e em Kings Landing, com algumas pitadas da Cidadela e de Winterfell. Vamos começar pelos menores.

Na Cidadela, Sam conseguiu curar Sir Jorah, que agora tem um dívida de gratidão com o personagem mais simpático da série. Sam, por sua vez, certamente fará novas descobertas fundamentais para a trama, enquanto faz a cópia dos pergaminhos quase apodrecidos. Sir Jorah parte para Dragonstone, como era de se esperar, para tornar-se, mais uma vez, conselheiro da Filha da Tormenta, cada vez mais atormentada (tundunts!) pelas derrotas na guerra contra os Lannister.

Em Winterfell, Sansa começa a demonstrar suas habilidades como estrategista, muito maiores do que a de sei irm… digo, primo, Jon Snow. A influência de Lorde Baelish não é de todo nociva. Convenhamos a inteligência estratégica desse personagem é invejável: que outro personagem central da primeira temporada continua ileso na sétima? Pensemos nisso. Em meio à preparação para guerra, sansa reencontra Bran, agora transformado no Corvo de Três Olhos, sem nenhuma emoção aparente, com certo grau de crueldade com a irmã e preparado para revelar a verdade a Jon – com todas as consequências dessa escolha. A chegada de Bran antecipa a chegada de Arya, possivelmente no próximo episódio, o que pode selar o destino de Lorde Baelish, segundo as teorias difundidas entre os fãs. As consequências do reencontro dos quatro Starks remanescentes ainda são imprevisíveis, mas prometem grandes desdobramentos narrativos.

Em Dragonstone, o esperando encontro entre Daenerys e Jon Snow rendeu uma das cenas mais interessantes das últimas temporadas, com humor ácido, intriga, desconfiança e com alto grau de tensão entre tia e sobrinho.  Apesar das primeiras desconfianças, todos sabemos que a aliança entre Daenerys e o Norte será inevitável, por uma questão de sobrevivência de ambos. Além disso, não podemos esquecer da profecia de Azor Ahai – até o momento, fico com Jon Snow – e da união entre o gelo e fogo, orgulhosamente promovida por Melisandre.

Daenerys sofreu uma nova derrota, ou melhor, teve uma vitória de Pirro no ataque a Castelry Rock. Trata-se de um erro estratégico tão monumental que se propagou entre os fãs a teoria de que a Rompedora de Correntes está sendo traída. o Candidato óbvio seria seria Varys, mas creio que não faria nenhum sentido tanta obviedade. Alguns apostam em Missandei, baseados no diálogo “insatisfatório” entre Davos e a conselheira da Rainha sobre a origem da personagem. Concordo que a traição amarraria a pontas de como os Lannister e Euron Greyjoy anteciparam com tanta precisão os movimentos dos aliados de Daenerys e que uma triação de Missandei seria um duplo plot twist carpado. Por outro lado, sempre há a possibilidade de que os roteristas simplesmente não se importem com as lacunas e deixem por isso mesmo. O oitavo episódio da sexta temporada, No One, está aí para nos provar que, ás vezes, um furono roteiro é apenas um furo no roteiro.

Cersei, por sua vez, fez sua aposta no ataque aos Jardins Cima, com o apoio de Rindel Tarly, o delicado pai de Sam, com o qual atingiu três objetivos: pagou a dívida com o Banco de Ferro e conquistou seu apoio, apropriou-se do maior estoque suprimentos (que já havia sustentado os Lannister na guerra da segunda temporada) e eliminou Lady Olenna. Olenna, por sua vez, mostrou que, como João de Santo Cristo, também sabia morrer: vingou-se com a revelação de que foi  assassina de Joffrey, para o desespero do complexo e contraditório Jamie Lannister.

Cersei também recebeu seu “presente” de Euron Greyjoy (felizmente, não foi Tyrion) e vingou-se de Ellaria Sand com engenhosidade ímpar, em cuma cena fortíssima. Esse evento também envolveu um diálogo desafiador entre Euron e Jamie, em uma rivalidade que pode causar reviravoltas na guerra.

Com as vitórias esmagadoras dos Lannister até agora, algumas perguntas precisam de respostas. Será que serão respondidas? Vamos a ela.

a) Ellaria Sand foi capturada, mas os exércitos de Dorne não foram destruídos. Dorne buscará vingança? O que acontece se o exército marchar ruma a Kings Landig? Espe pode ser um ponto de virada importante.

a) Arya matou todos os homens da Família Frey, que siginifca que o senhor das terras fluvias agora é.. Edmure Tuly. Não houve explicações sobre isso. O irmão de Catlyn Stark continua prisioneiro? As tropas Lannister foram retiradas das Terras Fluviais para atacar os Jardinn de Cima? Arya libertou seu tio? Este é uma pergunta está martelando na minha cabeça desde o primeiro episódio. Posso estar louco, mas…

d) Cersei e Jamie superaram a inteligência estratégica de Tyrion ou há um traidor al ladod e Daenerys?

e) Por que Loerde Baelish está com perfil tão baixo nesta temporada?

 

Deixo essas questões para debatermos comentários.

 

 

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