O Instituto (2017) : Cinema em um parágrafo

Em Baltimore, 1893, a jovem Isabel (Allie Gallerani) se interna no renomado Instituto Rosewood para se recuperar da morte dos pais. Lá, ela se submete aos tratamentos incomuns administrados pelo Dr.Cairn (James Franco). A premissa do filme é interessante, e o resultado poderia ser um filme de terror gótico no estilo da Hammer, com elementos de tortura, lavagem cerebral e segredos sobre a realidade do lugar. Há elementos positivos, como a fotografia esfumaçada, que remete ao passado, e o contraste entre a fachada e as áreas sociais iluminadas do prédio com a escuridão – física e comportamental – que vai se revelando. No entanto, o ritmo do filme é desequilibrado: ele demora demais para engrenar, com um primeiro ato gigantesco e outros dois encavalados. A tentativa de discutir o empoderamento feminino fica artificial e dispersa. As atuações irregulares e por muitas vezes caricaturais também prejudicam o resultado final: um suspense que não deixa muito tenso; um terror que não aterroriza. Uma série de boas idéias desperdiçadas. Baseado em uma história real. Disponível no NOW.

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