A CURA (A CURE FOR WELLNESS,2017) – CRÍTICA

 

A Cura tem altos e baixos e dificuldade em saber o que quer ser.

 

 

Gênero: Terror
Direção: Gore Verbinski
Roteiro: Justin Haythe
Elenco: Adrian Schiller, Angelina Häntsch, Annette Lober, Carl Lumbly, Celia Imrie, Craig Wroe, Dane DeHaan, Eric Todd, Godehard Giese, Ivo Nandi, Jason Babinsky, Jason Isaacs, Jeff Burrell, Johannes Krisch, Johnny Otto, Judith Hoersch, Leonard Kunz, Lisa Banes, Magnus Krepper, Mia Goth, Susanne Wuest, Tomas Norström
Produção: Arnon Milchan, David Crockett, Gore Verbinski
Fotografia: Bojan Bazelli
Montador: Lance Pereira, Pete Beaudreau
Trilha Sonora: Hans Zimmer
Duração: 146 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 16/02/2017 (Brasil)
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Regency Enterprises
Classificação: 16 anos
Sinopse: Coisas estranhas começam a acontecer quando um homem viaja para os Alpes Suíços com a missão de buscar seu chefe, que deveria estar internado em um instituto terapêutico, mas que acaba desaparecendo sem mais nem menos.

 

Nota do Razão de Aspecto:

 

(ou qualquer outra, como verão no texto…)

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Clássico cult ou suspense/terror de quinta? Eu saí de A Cura com essa dúvida. Há diversos elementos destacáveis no longa, mas há, também, uma certa pretensão que nunca se concretiza e incomoda. Outros pontos que me geraram desconforto pessoal é que o ator principal Dane DeHaan lembra o Leonardo DiCaprio e o cenário esbarra em A Ilha do Medo – já que também é um sanatório/spa onde o protagonista está investigando e constantemente é desinformado. Então, as comparações eram constantes – batalha, claro, perdida de lavada por A Cura.

Se, por vezes, enxergamos diversos simbolismos – como as sanguessugas circulando executivos, a água como elemento transformador e até a própria necessidade de cura – em outros momentos, a trama envereda por um nível básico recheado de clichês – vide o castelo afastado, as lendas distorcidas e o asséptico cenário, em suma, todo o climinha típico do gênero. No começo. a história nos leva para aquele lugar e desperta curiosidade. No segundo ato, o mais longo e cansativo, os questionamentos e bizarrices aparacem. No desfecho, a coisa explode e poderíamos ter um clímax grandioso, mas aí é onde A Cura mais se boicota e perde força – principalmente por terem consumido nosso fôlego em desnecessárias 2h30min.

Continuando nos paradoxos, o trailer vende uma produção muito mais hermética do que se apresenta de fato. Ao mesmo tempo, o público pode sair com aquela sensação de “não entendi coisa alguma”. O jeito que as coisas se ligam é óbvio, enérgico, frustante, metafórico e mais um monte de adjetivos que só os responsáveis por aquilo podem dizer… à parte isso, alguns pontos soam como furos no roteiro ou pelo menos uma montagem errada ou ideias abandonadas – vale o destaque que alguns flashbacks podem confundir quem estiver desatento.

O que são méritos sem questionamento são os enquadramentos e trabalho de câmera. O passeio pelos labirínticos andares e corredores da instituição é um deleite para os olhos. A mise en scène é bem cuidada e reflete o tom (seja ele qual for) de A Cura. O design de produção é bem eficaz em trazer em minúcias diversas salas com propostas variadas. O figurino também é digno de elogios, desde a roupa dos pacientes e profissionais, passando pelos personagens mais casuais e chegando até a vestimenta de época.

A Cura é exagerado no retrato dos workaholics e dos que buscam o retiro. A Cura é exagerado no tanto de personagens e caminhos que quer seguir. A Cura é exagerado no tempo escolhido para o corte final (imagino o tanto de material que foi descartado, o tamanho do monstro deveria ser mais assustador que o filme). A Cura é isso: um exagero… bom ou ruim, sinceramente não sei bem…

 

 

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