Netflixing: Clinical (2017) – Cinema em um Parágrafo

A Netflix não começou bem o ano nas produções originais. Um amontoado de clichês e opções ruins da direção marcam Clinical. O suspense/terror traz uma psiquiatra que tem que seguir a carreira, após ter tido uma experiência traumática com uma das pacientes. A premissa não é original, mas poderia render um filme interessante. O diretor Alistair Legrand falha em vários aspectos: abusa do recurso de subir o som de forma brusca para impressionar e/ou criar um clima – o tiro, claro, sai pela culatra. A montagem picota algumas cenas na tentativa de dar intensidade aos fatos, outra vez o resultado é o oposto. E coisas como câmera na mão e colocar a tela toda preta também compõe os recursos limitados de Legrand. O terceiro arco consegue superar os fracos momentos anteriores do filme e entregar uma resolução quase tão patética, quanto óbvia. Até mesmo o sangue, comum nesse tipo de gênero, é mal utilizado – soando gratuito. Nota: 1,5/5

Ficha técnica de Clinical

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