SANGUE DO MEU SANGUE (Sangue del mio Sangue, 2015) – Cinema em um parágrafo
 
Sangue do meu Sangue, do italiano Marco Belochio, tem uma premissa interessante, porém mal executada. Há duas narrativas entrecruzadas: a primeira se passa na Idade Média, quando padres tentam arrancar a confissão de uma freira pecadora sobre seu pacto do o Demônio, em um Mosteiro no interior da Itália; e a segunda se passa no tempo presente, quando surge um potencial comprador para o velho Mosteiro, agora conhecido com antiga prisão, habitada por um Conde que desapareceu há oito anos e sai somente à noite, embora toda a população da cidade negue sua existência. Se a narrativa da Idade Média é sombria, tensa e dramática, a narrativa contemporânea assume um tom cômico completamente inadequado e deslocado. Claro, as duas histórias se conectam no final (não revelarei como), mas de forma muito artificial, tênue e forçada. Roteiro, montagem e direção erraram muito nas escolhas que fizeram. Felizmente, o nem tudo são problemas: a trilha sonora e a fotografia são belíssimas: a fotografia explora o jogo de luz em sombras e a paisagem medieval com eficiência, e a trilha sonora cria, ao mesmo tempo, familiaridade e estranhamento com o uso de uma versão lindíssima de Nothing Else Matters – este, aliás, é o ponto alto do filme. Sangue do meu Sangue seria um desastre, se não tivesse se recuperado com a sua sequência final. Nota: 35.
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