Horizonte Profundo – Desastre no Golfo (2016) – Crítica
Horizonte Profundo – Desastre no Golfo é um filme catástrofe com produção competente, roteiro fraco e atuações esforçadas.
Gênero: Ação
Direção: Peter Berg
Roteiro: Matthew Michael Carnahan, Matthew Sand
Elenco: Brad Leland, Chris Ashworth, David Maldonado, Douglas M. Griffin, Dylan O’Brien, Ethan Suplee, Garrett Hines, Gina Rodriguez, Henry Frost, J.D. Evermore, James DuMont, Jeremy Sande, Joe Chrest, John Malkovich, Kate Hudson, Kurt Russell, Mark Wahlberg, Robert Walker Branchaud, Stella Allen, Sue-Lynn Ansari
Produção: David Womark, Lorenzo di Bonaventura, Mark Vahradian
Fotografia: Enrique Chediak
Montador: Colby Parker Jr.
Trilha Sonora: Steve Jablonsky
Duração: 107 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 10/11/2016 (Brasil)
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Di Bonaventura Pictures / Lions Gate Entertainment / Participant Media
Classificação: 12 anos
Sinopse: Uma plataforma marítima de perfuração de petróleo sofre um terrível acidente, provocando um dos piores vazamentos de óleo na história. Baseado em fatos reais.
Nota do Razão de Aspecto:
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Filmes sobre catástrofes é um filão para lá de explorado em Hollywood, com produções de todos os tipos, desde Titanic até Sharknado, e o número de produções do gênero é tão alto que se um filme não tenta algo diferente, corre o risco de cair no mar da irrelevância e do esquecimento.
Este provavelmente será o caso de Horizonte Profundo – Desastre no Golfo. O filme tem méritos inegáveis, uma produção de qualidade, com bons atores, bons efeitos especiais, figurinos, etc. E consegue em algumas cenas gerar tensão, riso e algum envolvimento na trama.
O primeiro ato é especialmente bem feito. O retrato do cotidiano familiar dos personagens de Mark Wahlberg, Kate Hudson e Stella Allen é convincente, e realmente passamos a querer conhecer mais desta família. Em especial a cena do café da manhã (que está em parte no trailer) é muito bem construída, com relações humanas, recursos visuais e uma preparação do que está por vir.

Como o filme retrata um desastre bastante conhecido, temos um tipo de suspense similar ao de Titanic. Sabemos que a plataforma vai explodir, e que atos heróicos serão necessários para se salvar vidas.
Mas os méritos acabam aí. No momento em que Mark Wahlberg começa sua viagem para a plataforma, sua família recai para segundo plano, e somos apresentados a dezenas de personagens, que talvez tenham sido inclusos para citar as pessoais reais, mas que devido a falta de tempo de exposição, em especial em comparação com a família do primeiro ato, pouco nos importamos.
Há uma tentativa de se fazer com que a companhia de exploração de petróleo e o personagem de John Malkovich sejam os antagonistas, que nós tenhamos raiva e desprezo por sua ganância e descaso com vidas alheias. Mas isto é feito de forma meio trôpega, pouco convincente, e algumas vezes acabamos por ver sentido e coerência no modo de pensar dos vilões, e uma resistência meio incompreensível nos heróis. 
As cenas de ação são bem filmadas, mas há um excesso de diálogos técnicos demais, com personagens falando coisas como aliviem a pressão na filipeta, o mandril está espanando no acesso central (termos inventados aqui, pois não dá para gravar o linguajar) que nada acrescentam na tensão e são cansativos. 
Quando o desastre acontece temos os clichês de salvamentos, atos de heroísmo e egoísmo, mas pouca paixão narrativa. O filme transmite bem o que é estar em uma plataforma em chamas, mas não nos faz querer saber por que as coisas deram tão errado. Entendemos o desastre, mas não compreendemos. 
E poucas horas depois esquecemos do filme, que nos abandona sem deixar marcas, mesmo com tanto óleo derramado.
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