Satânico é um filme de terror despretensioso que não consegue entregar o pouco que pretende.

Gênero: Terror
Direção: Jeffrey G. Hunt
Roteiro: Anthony Jaswinski
Elenco: Sarah Hyland, Marc Barnes, Steven Kruger, Justin Chon, Clara Mamet, Sophie Dalah, Anthony Carrigan, Marc Barnes
Produção: Sharon Bordas
Edição: JoAnne Yarrow
Trilha Sonora: Jim Dooley
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Produtora: Circle of Confusion/Marvista Entertainment




Sinopse: Quatro amigos viajam para Los Angeles e visitam lugares ligados a crimes e cultos satanistas, e acabam se envolvendo em algo muito mais sombrio do que esperavam.


Nota do Razão de Aspecto:

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Satã (ou Lúcifer, ou qualquer outro nome atribuível ao “adversário” de Deus) é meu vilão favorito para filmes de terror. Tem sempre uma ressonância boa com nossa cultura, são milênios de tradição em temê-lo, odiá-lo, e ao mesmo tempo considerá-lo tentador. Temos alguns excelentes filmes de terror que exploram este personagem de diversas formas diferentes, como Coração Satânico, A profecia e O advogado do Diabo.
Infelizmente Satânico não tem espaço para esta “galeria da fama luciferiana”. As duas coisas mais demoníacas no filme são o título e os 2-3 primeiros minutos, que, em um estilo meio “terrir” mostra diversas cenas do imaginário do que seria o satanismo no mundo de hoje.
Depois o filme vira uma enorme salada de frutas de todos os tipos de clichês completamente desconexos, estúpidos e desnecessários. Temos uma tábua ouija, bocas costuradas (sim, igual o Ouija: A origem do mal), temos sussurros em latim parecendo bruxaria, temos pentagramas invertidos escritos em sangue, cruzes invertidas, etc, etc, etc.
Temos também um excelente exemplo de como imagens bonitas não são suficientes para termos uma boa fotografia. Há diversas tomadas aéreas de Los Angeles, sempre bonitas, sempre com sussurros bruxulescos, e sempre desnecessárias, algumas interrompendo de forma irritante a narrativa, e nunca acrescentando nada.
E mesmo nas cenas onde a história acontece, a linguagem de câmera é truncada ou sem sentido. Temos, por exemplo, uma cena de fuga onde começa a fuga em câmera nervosa e depois, em sequência, temos uma câmera fixa filmando a mesma fuga do mesmo ângulo. Jeffrey Hunt não começou nada bem sua carreira como diretor cinematográfico, apesar da larga experiência em séries de TV.
As atuações são sem nenhuma emoção, parece que os atores apenas decoraram as falas, mas sequer conhecem seus personagens. E os personagens são inverossímeis. Não conseguimos aceitar porque os quatro protagonistas seriam amigos, e principalmente por que David (interpretado por Steven Krueger, de Goosebumps) de repente aceita se envolver nas coisas “satânicas” que ele mesmo achava ridículas e perda de tempo.
O pouco que salva no filme é a abertura e o tempo dado para os personagens se relacionarem entre si, sem pressa, mas sem grandes resultados devido a má qualidade dos atores. Temos também uma boa cena de ritual/maldição e a sensação que o filme irá revelar algo realmente sombrio em relação a meu chifrudo favorito e seus seguidores. Mas esta pequena expectativa é arruinada com um final pessimamente construído, onde apenas o óbvio acontece, com um toque de ridículo insuficiente para se transformar em algo “tão ruim que é bom”.
E estranhamente para um filme de terror que diz ter um tema  Satânico, esqueceram de chamar o demônio para participar do festa.
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