Charlote SP (2016) – Cinema em um Parágrafo

Charlote SP é o primeiro filme nacional filmado com câmeras de celular. Mas ele decepciona em vários aspectos – todos, para ser mais preciso. A história se foca no confronto de dois mundos: a modelo rica/pai magnata e o cineasta com pouca grana (apresentados de forma simplista e maniqueísta). A trama é clichê e mal trabalhada. O visual e o áudio têm problemas, dado o estilo de filmagem que o diretor Frank Mora não esconde. A trilha enche a tela e tenta cobrir o vazio narrativo, porém não consegue. E Charlote SP conta com erros muito feios de continuidade e uma montagem atrapalhada. As interpretações são artificiais, tal qual os diálogos. O tempo, duas horas, é longo demais para quase que só experimentar essa técnica de filmagem. O que vale um destaque positivo (além do pioneirismo) são as citações a filmes e séries clássicos, mas mesmo este elogio é feito com ressalvas. Nota: 1,5/5

Leia a ficha técnica aqui.

Por Lucas Albuquerque

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