RAZÃO DE ASPECTO NA ABERTURA DO 49º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO
Hoje, realiza-se a abertura do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com a exibição do filme Cinema Novo, de Eryk Rocha, premiado no Festival de Cannes.

 

 

O Razão de Aspecto vai estar presente e contar tudo para vocês em detalhes!

 

Acompanhe a nossa cobertura do Festival de Brasília!

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Cinema Novo, de Eryk Rocha, abre o Festival de Brasília, junto 
 
com Improvável Encontro, de Lauro Escorel
*Premiado com o Olho de Ouro no Festival de Cannes, documentário será exibido no dia 20 de setembro, às 20h30, na solenidade de abertura, para convidados, no Cine Brasília
*Exibição do curta ‘Improvável encontro’ recupera as trajetórias dos fotógrafos José Medeiros e Thomaz Farkas
 
“Cinema é cachoeira”. As palavras do mestre Humberto Mauro guiaram o jovem cineasta Eryk Rocha a compor o longa Cinema Novo, um ensaio poético sobre o movimento que lançou alguns dos maiores nomes do cinema brasileiro em todos os tempos, como Glauber Rocha (pai de Eryk), Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, Ruy Guerra, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman. O filme – recentemente premiado no 69º Festival de Cannes com o L’Oeil D’Or (Olho de Ouro), dedicado ao cinema documentário – foi o escolhido para a noite de abertura do 49º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO. Antes dele, será exibido Improvável Encontro, um curta-metragem assinado por Lauro Escorel, todo feito sobre as lendárias fotografias dos mestres José Medeiros e Thomaz Farkas. Os filmes poderão ser vistos em sessão especial para convidados, no dia 20 de setembro, a partir das 20h30, no Cine Brasília.
Cinema Novo mescla imagens de arquivo e de acervos dos próprios cineastas (colhidos no Brasil e no exterior), depoimentos recentes e outros nem tanto (vários deles captados especialmente para o longa), para propor um grande passeio pelo movimento nascido nos anos 1960 e que forjou as bases do cinema brasileiro. Sem a proposta de definir o movimento ou estudá-lo, o documentário se integra ao Cinema Novo, relembrando ideias e conceitos, oferecendo a possibilidade de o espectador dos dias atuais enxergar o Cinema Novo em toda sua complexidade e procurando ver como os ideais do movimento dialogam com o Brasil contemporâneo.
Para o curador do Festival, Eduardo Valente, “Cinema Novo é o filme ideal para a abertura do Festival de Brasília pois, ao mesmo tempo que coloca o passado e o presente em conexão direta, apontando sempre para o futuro, o filme relembra e exercita um cinema onde estética e política não se separam. Essas dinâmicas todas são a cara do Festival de Brasília, então começar a edição desse ano sob a égide desse filme será marcante”.
Já Improvável Encontro coloca em foco as imagens dos fotógrafos José Medeiros e Thomaz Farkas, dois construtores da moderna fotografia brasileira, contando com depoimentos de vários fotógrafos contemporâneos. Será possível compreender porque Glauber Rocha se referia a Medeiros como “o único que sabia fazer uma luz brasileira” e ainda conhecer um pouco mais sobre a Caravana Farkas, uma divisora de águas em se tratando de registro das manifestações da cultura popular no Brasil.
O 49º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO é presidido pelo Secretário de Cultura Guilherme Reis, com coordenação geral de Sérgio Fidalgo (Coordenador de Audiovisual), tendo Graça Coutinho como coordenadora adjunta e Eduardo Valente como curador. Integram, ainda, a comissão de organização do Festival, o crítico e professor de cinema, Sérgio Moriconi, e a professora de cinema da UnB, Tânia Montoro, responsável, nesta edição, pelos seminários. Patrocínio do BNDES, Petrobras, Terracap e Banco de Brasília – BRB.  Apoio da Lei de Incentivo à Cultura, Sistema Fibra, Câmara Legislativa do Distrito Federal, Canal Brasil, Revista de Cinema, O2Pós, TV Globo. Realização:  Secretaria de Cultura do DF.
SINOPSES
 
 
IMPROVÁVEL ENCONTRO
 
 
 
Direção Lauro Escorel
documentário, 24min, 2016, SP
Improvável Encontro foi totalmente realizado sobre fotografias de José Medeiros e Thomaz Farkas. Narra suas trajetórias, seu encontro, o desenrolar da sua amizade e as influências recíprocas. Através de diálogo entre suas imagens, o documentário nos mostra a contribuição que os jovens José Medeiros e Thomaz Farkas deram para a consolidação da moderna fotografia brasileira, inaugurada nas décadas de 1940/50. As fotografias de Medeiros e Farkas contribuíram de forma significativa para o estabelecimento de uma nova representação visual do país. O filme mostra como a ideia de mostrar o Brasil aos brasileiros já se encontrava presente na obra fotográfica dos futuros cineastas. 
Entrevistados Cristiano Mascaro, Flávio Damm, Helouise Costa, Jose Rubens Fernandes, Luiz Carlos Barreto e Rosely Nakagawa
Produção executiva Lauro Escorel
Roteiro Lauro Escorel
Fotografia Carlos Ebert, Jacques Cheuiche e Lula Cerri
Montagem Idê Lacreta
Som Antônio (Popó) Gouveia e Heron Alencar e Miriam Biderman
 Animação Gui Spech
Trilha sonora Adriano Campos
Produtora Cinefilmes Ltda.
LAURO ESCOREL – Um dos mais conceituados diretores de fotografia brasileiros. Como cineasta, dirigiu o longa Sonho sem Fim (1985), Prêmio especial do Júri de Gramado, além de curtas e documentários como Libertários (1977), Prêmio Margarida de Prata da CNBB. Como diretor de fotografia trabalhou com alguns dos mais importantes diretores do cinema brasileiro, tais como Leon Hirszman, Hector Babenco, Carlos Diegues, Fernando Meirelles, Miguel Faria, Hugo Carvana, Arnaldo Jabor, Suzana Amaral e outros. Participou como consultor técnico dos projetos de restauro desenvolvidos pela Cinemateca Brasileira e foi um dos curadores do projeto de restauro da obra integral de Leon Hirszman. É membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (Ampas) e foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC), tendo exercido a sua presidência por dois períodos.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA LIVRE
CINEMA NOVO
 

 

 
 
Direção Eryk Rocha
documentário, 90 min, 2015
Ensaio poético que investiga um dos principais movimentos cinematográficos latino-americanos, através do pensamento e fragmentos de filmes dos seus principais autores. O filme mergulha na aventura da criação de uma geração de cineastas que inventou uma nova forma de fazer cinema no Brasil – a partir de uma atitude política que juntava arte e revolução – e que tinha como desejo um cinema que tomasse as ruas e fosse ao encontro do povo brasileiro.
Produção Diogo Dahl
Montagem Renato Vallone
Desenho Sonoro Edson Secco
Coordenação de Produção Joelma Oliveira Gonzaga e Flávia Vianna
Pesquisa Thiago Brito/Adriana Peixoto.
Argumento Eryk Rocha/ Juan Posada.
Uma Produção Coqueirão Pictures e Aruac Filmes
Em Coprodução com Canal Brasil e FM Produções
Distribuição Vitrine Filmes
ERYK ROCHA – Cineasta, 38 anos, filho dos realizadores Glauber Rocha e Paula Gaitán, tem criado uma premiada trajetória como documentarista, iniciada já no primeiro longa, Rocha que voa (2002), com arquivos de entrevistas de seu pai, premiado como melhor Longa do Cinesul, do Rio, e do festival É Tudo Verdade, de São Paulo e exibido nos festivais de Veneza e Locarno. Desde então, seguiram-se Intervalo Clandestino (2006), Pachamama (2008), a ficção Transeunte (2010, prêmio de público do 6º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, em 2011), Jards (2012), Campo de Jogo (2014) e A Aula Vazia (2015). Com Transeunte, em 2011, foi selecionado para mais de 25 festivais e recebeu mais de vinte e cinco prêmios nacionais e internacionais, incluindo o prêmio de melhor opera prima no festival de Guadalajara, e melhor filme brasileiro de 2011 pela critica. Jards lhe rendeu o prêmio de Melhor Diretor no Festival do Rio – 2012.
CINEMA NOVO só chegará aos cinemas do Brasil em novembro, com distribuição da Vitrine Filmes. A revista francesa Cahiers Du Cinema, a mais prestigiada publicação de cinema do mundo, publicou uma crítica do filme e afirmou: “O Cinema Novo é o cinema do futuro: Eryk Rocha restitui a força criativa, a energia incandescente, o desejo e a paixão de um movimento que nunca deixou de ser contemporâneo”.
Eryk Rocha revela que a ideia de fazer Cinema Novo nasceu de uma conversa com o Canal Brasil. “O produtor do filme é o Diogo Dahl, que tem uma ligação afetiva com o tema e tem sido um grande parceiro nessa caminhada. Cinema Novo é um filme-ensaio composto de múltiplos fragmentos de filmes e arquivos, e é fruto de um longo e denso processo de nove meses de montagem que contou o com magnifico trabalho do montador Renato Vallone. Nesse sentido foi essencial a participação das diversas famílias dos autores que nos ajudaram a construir esse filme.”.
Filmografia do diretor
Rocha que Voa/ Stones in the sky (Brasil/Cuba, 2002)
Quimera / (Brasil, 2004)
Medula / (Brasil, 2005)
Intervalo Clandestino/Clandestine Break (Brasil, 2006)
Pachamama (Brasil, 2009)
Transeunte/Passerby (Brasil, 2011)
Jards (Brasil, 2013)
Campo de Jogo /Sunday Ball (Brasil, 2015)
Cinema Novo (Brasil, 2016)

 

 

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