AS TARTARUGAS NINJA: FORA DAS SOMBRAS (2016) – CRÍTICA
Gênero: Aventura
Direção: Dave Green
Roteiro: André
Nemec, Josh Appelbaum
Elenco: Alan Ritchson, Alessandra
Ambrosio, Alice Callahan, Aly Mang, Antoinette Kalaj, Brett Azar, Brian Tee,
Brittany Ishibashi, Carmelo Anthony, Danny Woodburn, Gary Anthony Williams,
Jane Wu, Jeremy Howard, Johnny Knoxville, Judith Hoag, Laura Linney, Marko Caka, Megam Fox,
Melanie Blake Roth, Myles Humphus, Nancy Cejari, Nicole Bonifacio, Noel Fisher,
Pete Ploszek, Stephen Amell, Stephen Farrelly, Tony Shalhoub,
Tyler Perry, Will Arnett, William Fichtner
Produção: Andrew Form, Bradley Fuller, Galen Walker, Michael Bay,
Scott Mednick
Fotografia: Lula Carvalho
Montador: Dave Green
Trilha Sonora: Steve Jablonsky
Duração: 112
min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 16/06/2016 (Brasil)
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Gama Entertainment Partners / Nickelodeon Movies /
Paramount Pictures
Classificação: 10 anos
Informação complementar: Continuação do remake As Tartarugas Ninja
Sinopse: O Clã do
pé planeja libertar o vilão Destruidor durante uma transferência entre prisões.
As tartarugas tentam impedir, mas fracassam devido a interferência do cientista
Baxter
Stockman, e do alienígena Krang. Junto com os capangas  Bebop e Rocksteady, os vilões planejam
conquistar o mundo.
Nota do Razão de Aspecto:
 
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Em As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras,
tudo o que é sólido se desmancha no ar. Na maioria das vezes, literalmente. O
que não explode, ou desliza ou salta. E em cada destroço você verá uma
tartaruga surfando em cima, dando gritos radicais. E algum diálogo engraçadinho
ou gag acontecerá. Isto durante 112 minutos, o tempo todo, sem descanso. Se
isto parece de tirar o fôlego, comigo aconteceu o oposto: deu tédio.
O
que faz mais sentido no filme é a intenção de tartarugas bípedes de mais de
dois metros quererem ser furtivas saltando, gritando e usando espadas. E
falando sério, isto poderia funcionar. O desenho animado da década de  1980 tem uma legião fiel de fãs, devido ao
humor ingênuo, à ação e ao lado surreal das histórias e personagens. Funcionava
devido à sinceridade, à ingenuidade e à despretensão. Mas a ingenuidade não pode
ser desculpa para um roteiro simplório, personagens inverossímeis e
irrelevantes e conflitos que surgem e se resolvem sem envolver quem assiste e
sem motivação convincente. Os mesmos problemas já aconteciam no primeiro filme,
mas parecem ter-se agravado na continuação.
As
atuações são de fracas a lamentáveis. Megan Fox (Transformers) continua sendo
uma mulher linda que quer ser atriz, mas não consegue. Will Arnett (The Lego Movie), como no primeiro filme, não consegue nem mesmo ser um canastrão
irritante, como seu personagem pede para ser. Stephen Amell (da série Arrow) se
sai menos pior, principalmente na interpretação física, mas seu personagem é tão
raso quanto inverossímil.
Os efeitos especiais são bem mais
caprichados que no primeiro filme, mas, surpreendentemente, apesar das melhorias
na computação gráfica, os personagens principais, as tartarugas, conseguem ser
menos expressivos que o BB8 de Star Wars, mesmo tendo olhos e bocas para
ajudar. Talvez por estarem 80% do tempo saltando e interagindo com um cenário
confuso de centenas de objetos voando em todas as direções.  As cenas de ação são estranhas, e, nas demais cenas, pouca coisa além de desculpas para piadas.

A
única coisa que é agradável no filme, em especial para os fãs do desenho, são
as aparições de Krang, Bebop e Rocksteady. São o alívio cômico em meio a um
filme que tenta ser cômico o tempo todo, mas que, devido ao visual extremamente
semelhante ao do desenho, conseguem levantar um pouco o espírito do antigo fã.

Se você gostou do primeiro
filme, ou gosta de ver cenas com computação gráfica repleta de objetos voando
para todos os lados, pode ser que goste do filme. Mas eu se fosse você, não
arriscaria. Eu preferia que as tartarugas voltassem para a sombra da década de 1980.
Por Aniello Greco

 

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