Gênero: Drama
Direção: Marya Cohn
Roteiro: Marya Cohn
Elenco: Emily VanCamp, Michael Nyqvist, Ana Mulvoy-Ten, Talia Balsam, Ali Ahn,  Mason Yam, Andrew Hunt Gordon, Bianca Bauer, Christa Beth Campbell, Courtney Daniels, David Call, Garlan Green, Jordan Lage, Josh Green, Lena Cigleris, Marissa Rose Gordon,Michael Cristofer, Nancy Marlowe Gordon, Rachael Forster, Shirley Ephraim, Sofia Wilder, Violet Bailes
Produção: Gina Resnick, Kyle Heller
Fotografia: Trevor Forrest
Montador: Jessica Brunetto
Trilha Sonora: Will Bates
Duração: 86 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 26/05/2016 (Brasil)
Distribuidora: Playarte Pictures
Estúdio: Varient

Sinopse: O maior sonho de Alice Harvey é ser escritora, mas por enquanto ela é apenas uma assistente de editora de livros. Filha de um agente literário de Nova York, ela recebe a grande chance de avançar na carreira, mas para isso terá que enfrentar os fantasmas de seu passado. Alice também sofre com um terrível bloqueio criativo, que a impede de escrever.

Nota do Razão de Aspecto:



Eu confesso: eu gosto de filmes com personagens escritores. Acho
que todos que gostam de escrever se indentificam mais facilmente com um
personagem escritor. Apesar disto, apesar de “A garota do livro” se passar
inteiramente no mundo editorial de Nova Iorque, e de seus dois personagens
principais serem escritores, não consegui me identificar em nenhum momento com
qualquer personagem ou com a narrativa.
Um dos principais problemas é que os conflitos emocionais de Alice
Harvey, a protagonista do filme, são um tanto rasos e confusos, mesmo tendo um
evento em seu passado que deveria ter sido devastador, mas é tratado como algo
não tão grave assim. Alice é interpretada quando adulta por Emily VanCamp
(a Sharin Carter de “Capitão América: Soldado Invernal”), e em sua juventude por Ana Mulvoy-Ten
(“First time loser”). Fizeram um ótimo trabalho de figurino e maquiagem para que
as duas atrizes ficassem tão semelhantes que os espectadores mais atentos podem
até mesmo achar que se trata de uma única atriz. Mas não fizeram um trabalho
bom o suficiente para fazer com que Ana Mulvoy-Ten parecesse uma adolescente.
As duas atrizes se esforçam claramente em dar substância a Alice Harvey, mas
nem o roteiro nem os cansativos e longos close-ups da diretora estreante Marya
Cohn contribuem na tarefa. O filme abusa tanto dos close-ups em Alice e em
Milan Daneker (Michael Nyqvist, de “A garota da tatuagem de dragão”) que o
recurso se torna cansativo e sem sentido. 

Mas o que é mais complicado no filme é que ele trabalha com um tema pesadíssimo,
sem dar quase nenhuma importância dramática a ele. Desde o início, a história
sugere que Milan Daneker fez algo grave com a jovem Alice, que o tutor
intelectual a “deixou magoada”, usando as palavras de uma terceira personagem.
Não é difícil deduzir o que ocorreu, mas de modo surpreendente o que deveria
ser gravíssimo é tratado como um erro menor, erro que, inclusive, Alice comete com
outra pessoa. E, após isto, o verdadeiro erro é revelado, algo banal e sem importância,
e que leva a um desfecho previsível, clichê e estranho.

É um drama sem muito sentido, com conflitos estranhos, diálogos sem substância,
direção preguiçosa e atuação esforçada, mas insuficiente para compensar os
problemas. Parece que eu gosto mais de escritores do que o filme.


por Aniello Greco

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