GAME OF THRONES – SEXTA TEMPORADA – EPISÓDIO 3: OATHBREAKER (COM SPOILERS!)
ALERTAEsta crítica contém spoilers. Proceda à leitura por própria conta e risco.
Confira a ficha técnica do episódio aqui
 
 
Nota Do Razão de Aspecto:
 
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Game of Thrones parece estar-se encaminhando para o clímax da trama e, consequentemente, para o seu desfecho nas próximas temporadas. Nesta sexta temporada, a narrativa converge para a jornada dos Stark: Jon, após renunciar ao comando da Patrulha da Noite, Arya, que, finalmente, se tornou uma assassina treinada, Sansa, em seu caminho para a Muralha, Rickon, como prisioneiro de Ramsay Bolton, e Bran, que, com suas visões verdes, se tornou poderoso e orgânico recurso narrativo para o esclarecimento do passado dos personagens e de Westeros.
Os demais núcleos são coadjuvantes do grande núcleo principal. A Filha da Tormenta está longe de Westeros, aprisionada pelos Dothraki, enquanto seus aliados se encontram cercados em Meeren. Em King’s Landing, cresce conflito entre os Lannister e os religiosos. O núcleo de Dorne desapareceu da narrativa, pelo menos por enquanto,  o destino de Sam está em aberto.
Da forma como a narrativa está estruturada, é impossível separar o destino de Westeros do destino dos Stark. Assim, a família Stark, e não um personagem especial, pode ser considerada a protagonista do seriado. É claro que cada temporada tem o seu protagonista, e tudo indica que, daqui até o fim da série, Jon Snow deverá constituir-se como personagem central, embora nunca possamos descartar uma surpresa em GoT. Entretanto, a queda e a provável ascensão família Stark – que já teve três protagonistas diferentes ao longo das seis temporadas, Ned, Robb e Jon -, é a história a ser contada.
Nesta sexta temporada, Got tem mantido a mesma estrutura em cada episódio: a cena inicial e a cena final passam-se na Muralha, e a cena anterior passa-se em Winterfel. Esta escolha não é incidental e demonstra qual o tema central da sexta temporada: após asvingança contra os traidores e o regozijo do público com a morte de Olly, Jon deverá marchar rumo  à batalha dos bastardos e à reconquista (ou não) de Winterfel, liderando um exército de selvagens.

 

No norte, Ramsay prepara-se para a guerra com o apoio das principais famílias nortenhas e com Rickon como prisioneiro. Na Muralha, Jon, Sir Davos, Melisandre, com sua fé recuperada, e os selvagens rumarão ao sul. Provavelmente, teremos mais um desencontro de Jon e sua família, mas, pela primeira vez, Sansa estará protegida. Até o momento, a teoria de que Jon Snow e filho de Lyanna Stark Rhaegar Targaryen parece ser a mais provável. Essa teoria está a ponto de ser confirmada pelas visões verdes de Bran- e preciso admitir que, ao mesmo tempo em que considero um recurso narrativo inteligente, fico muito frustrado e irritado com  a interrupção das visões nos momentos decisivos.
A sexta temporada ainda está por nos contar a participação de Lorde Baelish, a sequência da disputa do “trono” dos Greyjoy e o retorno de Theon e, em algum momento, para além da visão de Bran que consta do trailer da temporada, a marcha dos White Walkers.  Muita coisa nos espera.
E que venha Azor Ahai.
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