GAME OF THRONES – SEXTA TEMPORADA – EPISÓDIO 1: THE RED WOMAN (COM SPOILERS!)
 
ALERTAEsta crítica contém spoilers. Proceda à leitura por própria conta e risco.
Confira a ficha técnica do episódio aqui.
 
 
Nota do Razão de Aspecto:
 
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Depois de quase um ano de espera,
finalmente podemos voltar a acompanhar a saga dos personagens de GoT. Se o
desfecho da quinta temporada deixou o público desesperado, o final do primeiro
episódio da sexta temporada foi de cair o queixo. Alguém discordaria dessa
afirmação?
No episódio de estreia da temporada,
descobrimos que Kahleesi enfrentará mais um obstáculo no seu caminho a Westeros,
Arya Stark passará por uma nova provação em seu treinamento para tornar-se uma
“sem rosto”, Sansa e Theon escapam de Winterfell coma a ajuda de
Brienne e Podrick, Cersei chora a morte de sua filha, Jon Snow está morto, a
situação da Muralha se complica para Sir Davos, Doran Martell é assassinado em
Dorne e a Dama Vermelha revela um de seus grandes mistérios. Em sua maior
parte, o episódio apenas fecha o arco narrativo do season finale da quinta temporada, ao apresentar
ao público as consequências imediatas daqueles acontecimentos. Superficialmente,
poderíamos afirmar que este episódio está mais para um fechamento da quinta
temporada do que para o início da sexta. Como estamos tratando de GoT, esta
análise superficial não se sustenta.
Há, pelo menos, dois núcleos que abrem
novas possibilidades para a trama: o da Muralha, baseado no destino de Jon Snow
e no papel de Melisandre, e o de Dorne, baseado na tomada do poder pela viúva e
pelas as filhas de Oberyn Martell.
Enquanto todos esperavam saber se Jon Snow
está realmente morto – sim, ele está morto, por enquanto, mas não
definitivamente, ao que tudo indica -, a situação na muralha de complica e
cresce a importância de Melisandre no desenvolvimento da trama. Se muitos de
nós acreditamos que Jon Snow será ressuscitado – e principal indício
encontra-se na penúltima cena do episódio -, esse desfecho não é o único
possível. Lady Melisandre pode ser impedida pelos Corvos, seja pela prisão,
seja pelo assassinato. Seria, uma vez mais, a forma de frustrar e causar dor nos fãs, algo que George R. Martin parece ter um prazer sádico em fazer. Não
acredito que este tema será definitivamente resolvido no próximo episódio, mas
o núcleo da Muralha será um dos mais tensos e envolventes dessa temporada.
A revelação sobre Melisandre abre uma
série de possibilidades narrativas para esta temporada. A personagem terá
testada a sua fé: as mentiras que viu nas chamas sobre o destino de Stannis e a
mentira sobre sua real aparência deverão influenciar suas decisões, suas e
ações e, por fim, o destino de Jon Snow, Sir Davos e de toda a Patrulha da
Noite. Se as visões sobre Stannis eram mentira, por que Melisandre acreditaria
nas visões sobre Jon Snow lutando em Winterfel? Entrementes, aguardamos a
provável intervenção dos selvagens na situação.
No outro extremo de Westeros, a sede de
vingança de Ellaria levou à primeira grande surpresa da temporada. O
assassinato de Doran deverá precipitar mais uma guerra, aumentando a pressão
sobre os Lannister e sobre Kings Landing. Forma-se, assim, a tempestade
perfeita: um exército no sul em busca de vingança contra a capital, uma guerra
ao norte contra os Bolton, pressionados por Kings Landing e, possivelmente,
pelos selvagens e/ou a Patrulha da Noite, a chegada dos White Walkers, a situação interna de Kings Landing  instabilidade em Meeren, a fuga de Sansa e o talento de Tyrion para governar.
Baseado no episódio de estreia, podemos
esperar uma das temporadas mais dinâmicas de GoT, na qual devem predominar
crescimento da tensão e a guerra, ao mesmo tempo em que acompanhamos o
desenvolvimento das sagas de Kahleesi e Arya. Devemos estar preparados para mais uma temporada de sangue e de perdas.

 

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